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Vacinas da criança: calendário do SUS, quando e onde vacinar

Por Equipe Colorir e Desenhar. Conteúdo revisado, com base em fontes oficiais.

Este conteúdo tem caráter informativo. O calendário de vacinação é atualizado com frequência pelo Ministério da Saúde e pode variar conforme a idade, a região e a situação de saúde de cada criança. Confirme sempre na caderneta de vacinação, na UBS e com o pediatra. Este guia não substitui a orientação de um profissional de saúde.

Vacinar é um dos maiores cuidados de amor com a criança. As vacinas protegem contra doenças graves, salvam vidas e ajudam a proteger também os coleguinhas e a comunidade. No Brasil, todas as vacinas do calendário são gratuitas nos postos de saúde do SUS. Aqui você encontra, de forma simples, quando e onde vacinar, e o que mudou em 2026. Guarde sempre a caderneta e mantenha as doses em dia.

Onde vacinar: de graça na UBS (unidade básica de saúde) ou posto de saúde mais próximo. Leve a caderneta de vacinação da criança e um documento. Não tem hora marcada na maioria dos casos. Use o nosso mapa de serviços para achar a UBS ou o posto do SUS perto de você.

Por que manter as vacinas em dia

As vacinas ensinam o corpo a se defender de doenças antes que a criança adoeça. Elas evitam doenças que já foram muito comuns e perigosas, como sarampo, coqueluche, poliomielite e meningite. Manter o calendário completo, na idade certa, é o que garante a melhor proteção. Quando muitas crianças estão vacinadas, a doença tem dificuldade de circular, o que protege também os bebês pequenos e quem não pode se vacinar.

Calendário de vacinação por idade

Este é um resumo das principais vacinas do calendário do SUS. As idades e as doses podem ser ajustadas pela equipe de saúde conforme cada caso. O que vale é a orientação da caderneta e da UBS.

  • Ao nascer: BCG (protege contra formas graves de tuberculose) e a 1ª dose da Hepatite B.
  • 2 meses: Pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, Hib e hepatite B), Poliomielite inativada (VIP), Pneumocócica 10 e Rotavírus.
  • 3 meses: Meningocócica C.
  • 4 meses: reforços de Pentavalente, Poliomielite (VIP), Pneumocócica 10 e Rotavírus.
  • 5 meses: Meningocócica C.
  • 6 meses: Pentavalente e Poliomielite (VIP), e a vacina da Covid-19 conforme a orientação para bebês. Todo ano, também a vacina da gripe (Influenza) na campanha.
  • 9 meses: Febre Amarela.
  • 12 meses: Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), reforço da Pneumocócica 10 e reforço da Meningocócica C.
  • 15 meses: reforços de DTP (difteria, tétano e coqueluche) e da Poliomielite, Hepatite A e Tetra viral (tríplice viral mais catapora).
  • 4 anos: reforços de DTP e Poliomielite, Varicela (catapora) e reforço da Febre Amarela.
  • A partir dos 9 anos e na adolescência: HPV (em dose única no SUS, para meninas e meninos), Meningocócica ACWY, e reforços conforme a caderneta. Em algumas regiões, também a vacina da Dengue para a faixa etária indicada.

O que mudou em 2026

  • Proteção contra o VSR (bronquiolite): passou a fazer parte da estratégia a aplicação do anticorpo nirsevimabe em recém-nascidos, para reduzir internações por infecção respiratória nos primeiros meses.
  • Rotavírus com mais prazo: a 2ª dose pode ser aplicada até 1 ano, 11 meses e 29 dias de idade, ampliando a chance de completar o esquema.
  • Covid-19 para bebês: segue disponível para crianças a partir de 6 meses, conforme a orientação vigente.
  • HPV em dose única para crianças e adolescentes, o que facilita completar a proteção.
  • Dengue disponível no SUS para a faixa etária e as regiões definidas pelo Ministério da Saúde.

Campanhas e mutirões

Além do calendário de rotina, o Ministério da Saúde realiza campanhas todos os anos. A Campanha de Multivacinação, em geral entre agosto e setembro, é uma ótima oportunidade para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Há também a vacinação nas escolas e a campanha anual contra a gripe. Aproveite esses momentos para colocar tudo em dia.

As vacinas são seguras

As vacinas usadas no Brasil passam por testes rigorosos e são acompanhadas de perto pelas autoridades de saúde. As reações mais comuns são leves e passageiras, como dor no local, vermelhidão ou um pouco de febre. Reações graves são muito raras. Os benefícios de estar protegido contra doenças sérias são muito maiores do que esses desconfortos passageiros. Se a criança tem alguma condição de saúde, alergia importante ou está doente no dia, converse com a equipe da UBS ou com o pediatra antes de vacinar.

Dicas para as famílias

  • Guarde a caderneta de vacinação em local seguro e leve sempre que for ao posto. Tire uma foto dela como cópia de segurança.
  • Anote as próximas datas e não deixe passar. Se perder uma dose, procure a UBS para atualizar, quase sempre dá para retomar.
  • Para acalmar a criança, leve um brinquedo, converse com carinho e explique com naturalidade. Colorir um desenho depois pode virar uma recompensa gostosa.
  • Desconfie de informações assustadoras nas redes sociais. Confie na caderneta, na UBS e no pediatra.
  • Crianças com deficiência ou condições de saúde podem ter orientações específicas: converse com a equipe de saúde. Veja também a nossa seção Apoio às Famílias.

Onde confirmar (canais oficiais)

Fontes

  • Ministério da Saúde, Programa Nacional de Imunizações e Calendário Nacional de Vacinação 2026. Disponível em www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/calendario.
  • Sociedade Brasileira de Pediatria, orientações sobre imunização na infância. Disponível em www.sbp.com.br.
  • Sociedade Brasileira de Imunizações, calendários e informações de vacinas. Disponível em sbim.org.br.

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