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🥁 Surdo para crianças: origem, benefícios e a melhor idade para começar

Por Equipe Colorir e Desenhar. Conteúdo revisado, com base em fontes oficiais.

Conteúdo informativo e educativo. Aprender música é uma jornada divertida: cada criança tem o seu ritmo. O mais importante é o prazer de tocar e de se expressar, sem pressão por resultados.

O surdo é o tambor que marca a batida do samba e faz o coração da bateria de escola de samba pulsar. Grave e profundo, ele é o instrumento que segura o ritmo e dá firmeza a todo o grupo. Neste guia você vai conhecer a origem do surdo, como ele funciona, os benefícios que a música traz para a criança, a melhor idade para começar e o que é preciso para dar as primeiras batidas, sempre com foco na diversão.

O que é o surdo e a família da percussão

O surdo é um instrumento de percussão de som grave. Ele tem um corpo cilíndrico grande, com uma pele esticada em cada lado, e é tocado com uma baqueta que tem a ponta acolchoada, chamada de macete. Ao bater na pele, o macete faz um som bem grave e redondo, que se espalha e dá a base do ritmo.

Ele faz parte da família da percussão, junto com a bateria, o pandeiro, a zabumba, o tamborim e o atabaque. Na percussão, o som nasce quando a gente bate, sacode ou raspa o instrumento. O surdo costuma ser tocado pendurado no ombro por uma alça, para o percussionista poder andar e tocar ao mesmo tempo.

Origem e história

O surdo nasceu no Brasil e tem forte ligação com as raízes africanas da nossa música. Ele foi criado e aperfeicoado junto com o samba, no comeco do século XX, principalmente no Rio de Janeiro, quando as primeiras escolas de samba comecaram a se organizar para o carnaval.

O nome surdo vem justamente do som grave e abafado que ele produz, tao profundo que parece sair de dentro do peito. Com o tempo, ele se tornou o instrumento que comanda a batida da bateria da escola de samba e virou um simbolo do carnaval e da musica popular brasileira.

Como se toca: o básico

Tocar surdo envolve marcar o ritmo com firmeza, e isso a criança aprende aos poucos:

  • Uma mão segura o macete e bate na pele do surdo para fazer o som grave.
  • A outra mão pode abafar a pele para controlar o som, deixando a batida mais curta ou mais longa.
  • No começo, aprende-se a marcar o tempo forte, aquela batida que a gente sente no pé.
  • O surdo costuma tocar junto com outros instrumentos, mantendo todo o grupo no mesmo ritmo.
  • Com a prática, os braços ganham firmeza e a batida fica constante e segura.

Benefícios para a criança

Aprender surdo une música e desenvolvimento de um jeito prazeroso. Entre os principais benefícios estão:

  • Coordenação: bater e abafar ao mesmo tempo treina a coordenação motora e o controle dos movimentos.
  • Concentração e memória: manter o ritmo e lembrar das batidas fortalece a atenção e a memória.
  • Raciocínio: marcar o tempo e contar as batidas trabalham noções de matemática e de padrões.
  • Emoção: sentir a batida grave no corpo ajuda a criança a se expressar e a extravasar energia de forma saudável.
  • Autoestima e disciplina: segurar o ritmo do grupo dá senso de responsabilidade e ensina paciência e constância.

Melhor idade para começar

Não existe uma idade exata, porque cada criança tem o seu tempo. De forma geral, por volta dos 3 a 5 anos já dá para brincar com ritmo, batidas e tambores de brinquedo de maneira lúdica. O estudo mais direcionado do surdo costuma render bem a partir dos 7 ou 8 anos, quando a criança tem mais força nos braços e consegue segurar o instrumento com mais firmeza.

Um detalhe importante é o tamanho e o peso do surdo: existem surdos menores e mais leves, próprios para crianças, que facilitam o aprendizado e evitam desconforto. O objetivo nessa fase é a diversão e o gosto pela música, sem cobrança por resultados.

O que é preciso para começar

Uma das vantagens do surdo é precisar de pouco para dar os primeiros passos:

  • Um surdo de tamanho e peso adequados à criança, com uma alça confortável para pendurar no ombro.
  • Um macete, que é a baqueta de ponta acolchoada usada para bater na pele.
  • Um espaço onde o som grave não incomode, para praticar um pouquinho todos os dias.
  • A orientação de um professor ou de uma oficina de percussão, que ajudam a aprender a postura e o ritmo certos.
  • Paciência e incentivo da família, que valem mais do que qualquer equipamento caro.

Curiosidades e músicos brasileiros

Nas escolas de samba, o surdo se divide em vozes diferentes: o surdo de primeira marca o tempo forte, o de segunda responde e o de terceira, ou surdo de corte, faz os floreios. Juntos, eles criam a batida inconfundível do samba que embala o carnaval.

Uma curiosidade: o som grave do surdo é tao importante que é ele quem mantém toda a bateria no mesmo compasso. Mestres de bateria e ritmistas de grandes escolas de samba, como Mangueira e Portela, dedicam a vida a esse instrumento, mostrando que a percussão brasileira é reconhecida no mundo inteiro.

Dicas para os pais

O apoio da família faz toda a diferença no gosto da criança pela música. Algumas dicas:

  • Valorize o esforço e a diversão, não só o resultado, e comemore cada pequena conquista.
  • Estimule a prática curta e diária, que rende mais do que treinar muito de vez em quando.
  • Leve a criança para ver rodas de samba e apresentacoes de percussão, para manter a motivação.
  • Ofereça um instrumento do tamanho certo e um horario combinado para praticar, respeitando o barulho da casa.
  • Nunca transforme a música em obrigação ou castigo: o prazer de tocar é o que faz a criança querer continuar.

Desenhos e atividades no site

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Fontes

  • Ministério da Cultura, música e formação cultural. Disponível em www.gov.br/cultura.
  • Sociedade Brasileira de Pediatria, atividades e desenvolvimento na infância. Disponível em www.sbp.com.br.

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