A Árvore de Chita e Suas Tortas

Era uma vez, numa terra de cores maravilhosas e criaturas encantadas, uma árvore muito especial chamada Árvore de Chita. Ela era única no mundo todo, pois dava os frutos mais gostosos que já se viu: as deliciosas Tortas de Chita.
Num dia claro e ensolarado, pequenos pássaros de um azul brilhante pousaram nos seus galhos. Eles cantavam alegres: "Tilim-tilim-tilim-lu!": e se deliciavam com as Tortas de Chita. Depois, abriram as asinhas e voaram para o alto, acenando: "Obrigado, Árvore querida! Um dia nós voltamos!"
Mais além ficava o Mar de Doce de Leite, onde nadavam peixinhos brincalhões em águas cristalinas e docinhas. Certo dia, um peixinho engraçado, de chapéu na cabeça, foi visitar os seus amigos, a Solha e o pequeno Sprat. Todos adoraram a Geleia de Chita que a árvore lhes ofereceu e mergulharam contentes, prometendo voltar noutro dia.
Num cantinho aconchegante daquela terra, os ratinhos se reuniam para o chá da tarde. Corriam de um lado para o outro, animadíssimos, preparando o grande lanche. Com um "flup!" bem engraçado, tomavam o chá e dançavam dentro das xícaras. Quando o sol começou a se pôr, foram para casa dormir, mas antes gritaram bem alto: "Até amanhã, Árvore de Chita!"
Por fim, no prado onde a grama sussurrava baixinho, o Tambor de Chita chamou os bichinhos com o seu "pum-pum-pum!". Gafanhotos, borboletas, besouros e abelhas dançaram no ritmo, pulando e girando pelo ar. As suas risadas alegres enchiam o campo inteiro. E, quando a lua apareceu, todos se despediram: "Boa noite, Árvore! Voltaremos amanhã para brincar!"
A Árvore de Chita ficou sozinha na noite estrelada, mas não ficou triste. Ela sabia que tinha alegrado o dia de tantos amigos, e isso enchia o seu coração de contentamento.
E, tal como haviam prometido, no dia seguinte os passarinhos azuis, os peixinhos de chapéu, os ratinhos do chá e os bichinhos do prado voltaram: todos juntos! A Árvore de Chita balançou os galhos de felicidade e ofereceu a cada um a mais gostosa das Tortas de Chita. Desde então, todos os dias viravam festa naquela terra de cores maravilhosas.
Moral da História
A alegria de dividir o que temos volta sempre para nós. Quem oferece o seu melhor com o coração aberto nunca fica sozinho de verdade.