O Rato e o Elefante

Era uma manhã ensolarada quando um Rato saiu a passear pela estrada real. Apesar de ser bem pequenininho, ele se achava a criatura mais importante do mundo e caminhava todo empinado, com o narizinho para cima.
De repente, ouviu-se um grande alvoroço na estrada. Vinha chegando o cortejo do rei! À frente marchava um enorme Elefante, enfeitado com panos coloridos e ornamentos brilhantes. Sobre as suas costas, numa cadeirinha luxuosa, seguiam o Cão e o Gato do rei. Uma multidão acompanhava tudo, encantada.
"Que Elefante magnífico!", diziam as pessoas. "Nunca vimos animal tão grande e imponente!" E ninguém, nem por um segundo, reparou no pequeno Rato.
Aquilo feriu o orgulho do bichinho. "Ora essa!", esbravejou ele, subindo numa pedrinha. "Por que tanta admiração por aquele Elefante desajeitado? Olhem para mim! Também tenho olhos, também tenho orelhas e até quatro patas, assim como ele! Não sou tão importante quanto qualquer outro?"
Nesse instante, o Gato do rei virou a cabeça e olhou para o Rato com aqueles olhos grandes e atentos. O Rato levou um susto e, num pulinho, correu de volta para a beira da estrada, com o coraçãozinho batendo forte.
Escondido entre as folhas, o Rato respirou fundo e pensou melhor. "Puxa", disse baixinho, "estava tão ocupado me achando enorme que esqueci quem eu sou. Cada um tem o seu tamanho e o seu lugar no mundo: e não há mal nenhum em ser pequeno."
A partir daquele dia, o Rato deixou de se gabar. Aprendeu que ser pequeno não é motivo de vergonha e que a verdadeira importância não está no tamanho, mas em conhecer e aceitar quem a gente é.
Moral da História
Não adianta se gabar nem se comparar com os outros: cada um tem o seu lugar no mundo. A humildade vale muito mais do que a vaidade.