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Sra. Tabby Gray e Seus Tres Gatinhos

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

A Dona Gata Cinzenta morava num celeiro aconchegante, todo forrado de feno macio, junto com seus três gatinhos. Ela se chamava Cinzenta por causa da cor bonita do seu pelo.

Um dos gatinhos era branquinho como a neve, outro era pretinho como a noite, e o terceiro era cinza, igualzinho à mamãe. Quando abriram os olhinhos pela primeira vez, os três acharam que não havia nada tão maravilhoso no mundo inteiro quanto a sua querida mãe.

Todos os dias, a Dona Gata Cinzenta ia até a casa grande da fazenda, onde tomava café da manhã, almoçava e jantava. E sempre voltava com uma novidade gostosa para contar.

: Hoje ganhei ossinhos no jantar, meus amores!: dizia ela, ou então:: Que brincadeira divertida tive com a bolinha e o bebê da casa!

Os gatinhos ouviam tudo de olhos brilhando e mal podiam esperar pelo dia em que também poderiam ir junto.

Certa manhã, a mamãe gata chegou com uma notícia muito animada:

: Encontrei uma casa novinha e elegante para nós!: anunciou ela.: É dentro de um grande baú, cheio de roupas velhas e macias. Acho melhor nos mudarmos agora mesmo!

Sem perder tempo, ela pegou com carinho o gatinho preto pela nuca e saiu do celeiro. O pequeno ficou surpreso, mas piscou os olhinhos para o sol e tentou enxergar tudo ao redor.

No pátio, havia um grande alvoroço: a galinha branca tinha botado um ovo e queria que o mundo inteiro soubesse! Mas a mamãe gata nem parou para conversar. Depressinha, colocou o gatinho preto dentro do baú. As roupas formavam uma caminha tão fofa e quentinha que o filhote, cansado da viagem emocionante, logo pegou no sono. Então a Dona Gata Cinzenta voltou ao celeiro para buscar o próximo bebê.

Enquanto ela estava fora, aconteceu uma coisa. A dona da casa passou pelo corredor, viu o baú aberto e pensou apenas: "Ah, esqueci de fechar isto." Sem imaginar que havia um tesourinho lá dentro, ela fechou a tampa, girou a chave e guardou-a no bolso.

Quando a Dona Gata Cinzenta voltou, trazendo o gatinho branco, encontrou o baú bem fechado. Que susto! Ela pousou o filhote no chão e pulou em cima da tampa, arranhando com todas as forças. Mas não adiantava nada. Tentou espiar pelo buraco da fechadura, pequenininho demais até para um ratinho passar, e miou baixinho, muito preocupada.

O que ela podia fazer? Pensou depressa. Pegou o gatinho branco e o levou de volta ao celeiro, em segurança. Depois correu para a casa grande e subiu direto até o quarto da dona, que brincava alegremente com seu bebê.

Ao ver aquilo, a mamãe gata esfregou-se nas barras do vestido da moça e miou com todo o sentimento:

: Miau, miau! Você está aqui com o seu bebê, e eu quero o meu! Miau, miau!

A dona da casa sorriu:

: Coitadinha, deve estar com fome!: E foi até a cozinha buscar um pires de leite fresquinho.

Mas a gata nem olhou para o leite. Ela queria o seu filhote, trancado no baú! E miou o mais claro que conseguia:

: Devolva o meu bebê... por favor, devolva o meu bebê que está no baú!

: Pobrezinha, deve estar com sede: pensou a moça, colocando uma tigela de água no chão.

A Dona Gata Cinzenta miou ainda mais tristinho. Não era água que ela queria: era o seu gatinho querido! Então começou a correr de um lado para o outro, indo até a porta e voltando, miando sem parar, até que a moça, curiosa, resolveu segui-la. E foi assim que a gatinha a conduziu direto até o baú.

: O que será que esta gatinha tem?: perguntou a moça.

Ela tirou a chave do bolso, colocou na fechadura e: clique!: abriu a tampa. Num pulo, a Dona Gata Cinzenta saltou para dentro, e o gatinho preto acordou assustado.

: Rrrrr, rrrrr, meu filho querido!: ronronou a mamãe, cheia de alívio.: Que susto enorme eu levei!

E, antes que o filhote pudesse perguntar qualquer coisa, ela o pegou com todo o cuidado e saiu em direção ao celeiro. O sol brilhava no pátio, as galinhas continuavam a tagarelar, mas o gatinho preto estava feliz demais para se importar: ia voltar para casa!

Aninhada no feno macio com seus três gatinhos juntinhos de novo, a Dona Gata Cinzenta ronronou baixinho e disse:

: Agora eu sei: o nosso celeiro quentinho é, afinal, o melhor lugar do mundo para criar meus filhotes.

E, dessa vez, ela nunca mais mudou de ideia.

Moral da História

O melhor lugar do mundo é aquele onde estamos seguros e juntinhos de quem amamos. E o amor de uma mãe é capaz de encontrar solução para qualquer aperto.