Quem Pegou meus Sapatos?

: Venha, Jabulani!: chama a mamãe.: Por que você ainda não está pronto? Vai acabar se atrasando para a escola.
: É que eu não consigo encontrar o meu sapato: responde Jabulani, preocupado.
: Você já olhou embaixo da cama?: pergunta a mamãe.
: Já, sim. Não está embaixo da cama: diz Jabulani.
: E dentro do guarda-roupa, você olhou?
: Também. Não está no guarda-roupa.
Lungi, a irmã de Jabulani, começa a rir.
: Eu sei onde está o seu sapato!
: Onde?: pergunta Jabulani, animado.
: Não vou contar!: provoca Lungi, brincalhona.
: Alguém pegou o meu sapato: resmunga Jabulani, cruzando os braços.
: Mas por que alguém pegaria só um sapato, se a gente tem dois pés?: pergunta Lungi, curiosa.
: Sei lá. Talvez tenham escondido só para me deixar bravo.
Jabulani vira-se para a irmã e pergunta:
: Foi você que pegou o meu sapato?
: Não: responde Lungi.: Seus sapatos são grandes demais para mim.
Então Jabulani se abaixa e pergunta para a cachorrinha da família:
: Foi você que pegou o meu sapato, Suco de Fruta?
A cachorra abre um sorrisão bobo e abana o rabo bem depressa.
: Talvez um passarinho tenha voado com o seu sapato!: ri Lungi.
: Ou quem sabe um macaquinho levou e deixou lá no alto de uma árvore: imagina Jabulani, já achando graça.
: Não se preocupe, vamos encontrar o seu sapato: diz a mamãe, calma.: Todo mundo junto: vamos procurar!
A família procura na sala, na cozinha, atrás do sofá e embaixo da mesa. Mas o sapato não aparece em canto nenhum.
: Tudo bem: diz a mamãe, sem perder a paciência.: Hoje você pode ir de tênis para a escola.
De repente, Lungi entra correndo na cozinha com um sorriso enorme no rosto.
: Eu descobri onde está o seu sapato! Vem ver!
Todos correm atrás dela até o quintal. E lá, bem no cantinho da casinha da Suco de Fruta, estava o sapato perdido, guardadinho como se fosse um tesouro!
: Ah, então foi você mesma, sua danadinha!: ri Jabulani, fazendo carinho na cachorra.
Suco de Fruta lambe a mão dele, toda feliz. Jabulani calça o sapato bem a tempo, dá um abraço na irmã e na mamãe e sai correndo para a escola, rindo o caminho todo.
Moral da História
Quando alguma coisa some, não adianta acusar os outros nem ficar bravo. Com paciência, calma e ajuda da família, sempre encontramos uma solução.