Porquinha Esperta

Numa manhã ensolarada, a menina foi até o jardim procurar sua melhor amiga.
: Venha, Porquinha! Vamos brincar!: chamou ela, batendo palmas de alegria.
A Porquinha chegou correndo, com o rabinho enroladinho balançando de um lado para o outro.
: Você consegue encontrar a cenoura?: perguntou a menina, escondendo o legume atrás das costas.
A Porquinha farejou o chão com o focinho rosado. Não estava debaixo da folha. Não estava dentro do baldinho. A Porquinha cheirou, cheirou... até que achou a cenoura escondida no bolso da menina!
: Porquinha esperta!: riu a menina, fazendo um cafuné no focinho macio da amiga.
No dia seguinte, a menina voltou pulando até o jardim.
: Acorda, Porquinha! Venha brincar!: chamou ela.
Mas o jardim estava quietinho. A menina procurou atrás das árvores, dentro do chiqueirinho e embaixo das folhas. Nada da Porquinha.
O sol nasceu bem alto no céu. Depois, devagarzinho, o sol se pôs. E a Porquinha não aparecia.
: Sinto tanta falta da minha amiga: suspirou a menina, com o coração apertadinho.
Na manhã seguinte, ela ouviu um barulhinho vindo do fundo do quintal. Correu para ver e mal podia acreditar no que seus olhos mostravam!
: Minha Porquinha! Você voltou!: gritou a menina, transbordando de alegria.
E não era só a Porquinha. Ao lado dela havia uma, duas, três porquinhas pequeninas! A Porquinha tinha virado mamãe.
: Venham, porquinhas! Vamos todas brincar!: convidou a menina, rindo alto.
Elas brincaram a tarde inteira, até o céu ficar cor-de-rosa. Quando a lua apareceu no céu, chegou a hora de descansar.
: Hora de dormir! Boa noite, porquinhas: sussurrou a menina, aconchegando cada uma no feninho quentinho e macio.
Moral da História
Quem espera com carinho sempre reencontra a alegria. E as amizades mais bonitas ficam ainda maiores quando dividimos o nosso amor.