Pular para o conteúdo

Pode Sim!

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

: O que vocês querem ser quando crescerem?: perguntou a professora Langa, com um sorriso animado.

Khutso levantou a mão rapidinho e gritou:

: Eu quero ser cozinheiro! Adoro ajudar a minha mãe a cozinhar e fazer bolos lá em casa.

: Que nada! Isso é coisa de menina: resmungou Nandi.: Lá em casa quem cozinha é a minha mãe.

: Ele pode sim, Nandi: respondeu a professora, gentil.: Cada um de vocês pode ser o que quiser ser.

E a turma inteira cantou, batendo palminhas:

: Pode sim! Pode sim!

Milani foi a próxima:

: Eu quero construir casas, igualzinho ao meu pai!

: Não pode, isso é muito perigoso!: gritou Phathu.

: Pode sim, Phathu, se ela amar o que faz e tomar cuidado: disse a professora Langa.

E a turma cantou de novo:

: Pode sim! Pode sim!

Então Sthelo falou:

: Eu quero ser enfermeiro.

A turma começou a rir.

: O que há de engraçado nisso?: perguntou a professora.

: É que enfermeiras são mulheres: respondeu Nandi.

: Também existem enfermeiros homens, e são muito importantes: explicou a professora com carinho.: E então, turma, o Sthelo pode ser enfermeiro?

: Pode sim!: gritaram todos.

: Eu quero ser artista e desenhar imagens bem bonitas: disse Liyana, com os olhos brilhando.

: Isso nem é profissão de verdade: reclamou Khutso, revirando os olhos.

: Que ideia maravilhosa, Liyana!: respondeu a professora.: Turma, a Liyana pode ser artista?

: Pode sim!: respondeu a turma em coro.

: Pois eu quero ser um despertador!: disse Phathu, todo sério.

: Hã?: riram alguns coleguinhas.

: E aí, turma, o que vocês acham?: perguntou a professora, achando graça.

E, entre muitas risadas alegres, a turma gritou mais alto ainda:

: Pode sim! Pode sim!

Só faltava a Nandi. Ela ainda não tinha contado o que queria ser quando crescesse. Ficou pensando, pensando… e percebeu que, no mundo, cabe todo tipo de sonho.

E você, o que acha que a Nandi poderia ser quando crescer?

Moral da História

Todo sonho merece respeito. Cada pessoa pode ser o que quiser, sem se preocupar com o que é "de menino" ou "de menina".