Pequeno Broto

: Quando é que eu vou crescer?: perguntou Layo, esticando o corpo o mais alto que conseguia.
: Não sei dizer: respondeu o Papai, sorrindo.
: Em breve: disse a Mamãe, com um carinho.
: Quando você estiver pronto: completou a Vovó, com um brilho sábio nos olhos.
Naquele dia, a Vovó levou Layo até a chácara.
: Venha, vamos plantar algumas sementes: convidou ela.
Num pedacinho de terra macia, eles plantaram grãos de milho. Num outro canteiro, sementes de melancia. E, mais adiante, a Vovó abriu a mão mostrando umas sementinhas diferentes.
: O que são essas, Vovó?: perguntou Layo, curioso.
: São sementes de bambu: respondeu ela.
Passaram-se os dias, e Layo corria todas as manhãs para ver o que estava acontecendo.
: O milho e a melancia já cresceram bem: disse a Vovó, contente.
: E o bambu, Vovó? Não nasceu nada ainda!: estranhou Layo, meio impaciente.
: O bambu vai crescer quando estiver pronto: respondeu ela com serenidade.: Cada coisa cresce no seu próprio tempo, meu neto. A gente só precisa ter paciência e continuar cuidando com carinho.
Layo regou, esperou e cuidou. E, quando menos esperava, os brotinhos verdes do bambu finalmente apontaram na terra, firmes e cheios de vida.
: Eles cresceram bem!: comemorou a Vovó, abraçando o neto. Depois olhou para Layo com muito amor e disse baixinho:
: E você também está crescendo bem, no seu tempo certo, do seu jeitinho.
Layo sorriu. Agora ele entendia: crescer não era pressa. Era como plantar uma semente e deixá-la florescer no momento certo.
Moral da História
Cada um cresce no seu próprio tempo. Com paciência e cuidado, tudo floresce na hora certa.