Papai Noel e o Ratinho

Era véspera de Natal, e o Papai Noel parou em uma casinha aconchegante para encher as meias das crianças. Enquanto trabalhava com todo o cuidado, ele levou um susto gostoso: um ratinho estava bem acordado, sentadinho num cantinho, observando cada movimento com os olhinhos curiosos.
O Papai Noel sorriu e cumprimentou o pequeno visitante com muito carinho:
: Feliz Natal, meu amiguinho!
: Feliz Natal para o senhor também!: respondeu o ratinho, todo educado, mexendo os bigodinhos.
Achando graça na companhia inesperada, o Papai Noel disse:
: Fique à vontade para ficar aqui e me ajudar a olhar. Adoro companhia!
E foi enchendo as meias com brinquedos, doces e surpresas. Quando terminou, olhou orgulhoso para o seu trabalho e declarou:
: Pronto! Não cabe mais nem um grãozinho de arroz aqui dentro.
Mas o ratinho tinha outras ideias. Com um brilho travesso no olhar, ele coçou a cabeça e falou baixinho:
: Com licença, bom Papai Noel... acho que ainda dá para colocar mais uma coisinha na meia.
O Papai Noel riu gostoso, achando que o ratinho estava brincando.
: Ora, ora! Será que eu não sei fazer isso direito? Encho meias há tantos anos que já peguei o jeitinho!
Mesmo assim, curioso, resolveu aceitar o desafio.
: Está bem, esperto. Vamos ver o que você consegue fazer.
O ratinho deu uma risadinha, foi correndinho até a meia e, com todo cuidado, roeu um furinho bem pequenininho na pontinha. Depois olhou para o Papai Noel e disse, muito satisfeito:
: Pronto! Agora eu coloquei mais uma coisa na meia, sim senhor. O senhor há de concordar que esse furinho não estava aqui antes!
O Papai Noel gargalhou tão alto que a barriga balançou como geleia. Achou a brincadeira tão inteligente que prometeu ao ratinho um belo pedaço de queijo de Natal como recompensa pela esperteza.
E dizem por aí que, se alguém duvidar dessa história, o próprio Papai Noel pode mostrar a meia com o furinho que o ratinho fez naquela noite feliz.
Moral da História
Um pouquinho de esperteza com bom humor sempre arranca um sorriso. E a gentileza, mesmo entre os menores, merece ser recompensada com carinho.