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Os sapos e o Boi

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Numa tarde quente, um Boi enorme desceu até um laguinho cheio de juncos para matar a sede. Ele era tão grande e tão pesado que, ao chapinhar na água, fazia um barulhão: plaft, plaft, plaft!

Bem ali perto brincava um sapinho pequenininho. Quando o Boi pisou perto dele, o chão tremeu tanto que o sapinho levou o maior susto e pulou depressa para dentro da lama, se escondendo até o Boi ir embora. Ufa! Passado o susto, ele voltou saltitando para casa, ainda de coração aos pulos.

O velho Sapo, seu pai, logo percebeu a carinha assustada do filho e dos outros sapinhos.

: O que foi que aconteceu, meus pequenos?: perguntou ele.

: Ah, papai!: respondeu um deles, arregalando os olhos.: Apareceu um monstro gigante, com pés enormes, que fez a terra toda tremer!

O velho Sapo, que era muito orgulhoso, encheu o peito de ar e disse:

: Gigante, é? Ele era grande assim?: e inflou a barriga um pouquinho.

: Ah, muito maior!: responderam os sapinhos.

O velho Sapo inflou mais um bocado.

: E assim? Ele não podia ser maior do que isto!

: Muito, muito maior, papai!: insistiram todos.

O velho Sapo, teimoso, foi enchendo a barriga cada vez mais, mais e mais, ficando redondo como uma bola.

: Já sei! Ele era... deste tamanho?: e inflou tanto, mas tanto, que: puf!: todo o ar escapou de uma vez, e o velho Sapo saiu rolando pelo capim, tonto e sem fôlego.

Os sapinhos correram para ajudar o papai, que ficou deitadinho na grama recuperando o ar. Quando enfim se sentou, todo despenteado, caiu na risada de si mesmo.

: Ai, ai...: disse ele, ainda ofegante.: Eu quis ficar do tamanho de um monstro que nem conheço, e olha no que deu! Um sapo é um sapo, e isso já é uma coisa muito boa de se ser.

E, dali em diante, o velho Sapo aprendeu a ser feliz do jeitinho que era, sem querer se comparar com ninguém.

Moral da História

Não adianta querer ser maior ou diferente do que somos só para impressionar. Cada um tem seu próprio valor exatamente como é.