O Vento Norte E O Sol

Certo dia, o Vento Norte e o Sol começaram a discutir. Cada um deles achava que era o mais forte de todos.
: Eu sou muito mais forte que você!: bufava o Vento Norte.: Consigo balançar as árvores e empurrar as nuvens pelo céu!
: Ah, será mesmo?: respondia o Sol, calmo e sorridente.: Acho que a força de verdade é bem diferente disso.
Enquanto os dois discutiam com muito calor e alarde, um viajante apareceu caminhando pela estrada, todo enrolado num manto grosso e quentinho.
: Já sei como resolver isso!: disse o Sol.: Vamos combinar uma coisa: aquele que conseguir fazer o viajante tirar o manto será o mais forte.
: Muito bem!: rosnou o Vento Norte.: E eu começo primeiro!
Na mesma hora, o Vento Norte soprou uma rajada fria e uivante contra o viajante. Uuuuuh! Mas, quanto mais forte ele soprava, mais o viajante segurava o manto bem junto ao corpo, com força, para não sentir frio. O Vento Norte soprou, soprou e soprou, até ficar sem fôlego. Mas todo o seu esforço foi em vão: o manto continuava no lugar.
Cansado, o Vento Norte parou, ofegante.
: Agora é a minha vez: disse o Sol, com gentileza.
O Sol saiu de trás das nuvens e começou a brilhar. No começo, seus raios eram bem suaves e mornos. Depois do frio cortante do vento, aquele calorzinho gostoso deixou o viajante mais tranquilo, e ele afrouxou o manto sobre os ombros.
Os raios do Sol foram ficando cada vez mais quentes e agradáveis. O viajante tirou o boné e enxugou a testa. E, por fim, sentiu tanto calor que tirou o manto por completo e foi procurar a sombra fresca de uma árvore à beira da estrada.
O Sol sorriu para o Vento Norte, que teve que reconhecer, sem graça:
: Você tinha razão. A gentileza conseguiu o que a força não conseguiu.
Moral da História
A gentileza e o carinho conseguem muito mais do que a força e a brutalidade.