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O Relogio Pequeno na Sala de Aula

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Era uma vez, numa escolinha charmosa e cheia de vida, aninhada numa colina com vista para a cidade, um relógio bem simples pendurado na parede. Ele não era grandioso, nem dourado, nem enfeitado. Na verdade, era um relógio bastante comum.

Tinha um mostrador redondo, liso e polido, com os números de um a doze pintados nas bordas, e dois ponteirinhos: um curto e um comprido. Apesar de simples, o lugar dele na sala de aula era muito especial.

Da hora em que o sol nascia até o último toque do sino, o relógio ficava orgulhoso na parede, marcando o tempo. Seus dois ponteiros dançavam ao redor do mostrador o dia inteiro, apontando as horas e os minutos, sem nunca parar.

Ele avisava a hora da leitura, a hora de escrever, a hora da matemática e, é claro, a hora mais esperada de todas: a do lanche e do recreio! As crianças gostavam muito daquele companheiro pontual.

Com o passar dos dias, os alunos começaram a notar algo curioso. O relógio sempre mostrava a hora certinha, nunca se atrasava nem se apressava. E mais: seu mostrador estava sempre limpo e brilhante, sem nenhuma poeira, apenas com um brilho amigável que os recebia todas as manhãs.

Cheias de curiosidade, as crianças foram até a querida professora, a Dona Macieira, e perguntaram:: Como o relógio consegue marcar a hora sempre certa e ficar sempre tão brilhante?

Com um sorriso gentil, a Dona Macieira respondeu:: O relógio, meus queridos, é parecido com cada um de nós. O segredo do mostrador limpo e da pontualidade dele é bem simples: ele sempre procura fazer o que é certo, na hora certa.

: Como assim?: perguntou a pequena Lúcia, com os olhos arregalados de admiração.

: Pensem assim: continuou a professora.: O relógio fica limpinho porque escolhe cuidar bem de si mesmo. E os ponteiros dele estão sempre prontos para se mover no momento exato, sem pressa e sem preguiça. É como fazer a coisa certa na hora certa, todos os dias.

As crianças ficaram pensativas por um instante. Aos poucos, foram entendendo. Perceberam que, assim como o pequeno relógio, elas também podiam manter seus dias organizados e alegres, cuidando de si mesmas e fazendo o que é bom.

Poderiam estar sempre prontas para dar uma mãozinha, dividir os brinquedos, ajudar um coleguinha e cuidar umas das outras com carinho. E, a partir daquele dia, cada vez que olhavam para o relógio, lembravam-se da lição simples e bonita da Dona Macieira.

Moral da História

Fazer o que é certo, na hora certa, e cuidar bem de nós mesmos e dos outros mantém nossos dias limpos e brilhantes como um bom relógio.