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O pescador e o peixinho

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Era uma vez um pescador muito pobre, que vivia à beira de um grande rio. Todos os dias ele saía bem cedinho, com a sua cesta e a sua rede, na esperança de pescar o suficiente para o jantar.

Certa manhã, porém, a sorte parecia estar dormindo. O pescador lançou a rede uma vez, e nada. Lançou outra vez, e nada de novo. O sol já ia alto quando, enfim, ele sentiu um pequeno tremor na linha. Puxou depressa e encontrou apenas um peixinho, pequenininho, brilhando como uma moedinha de prata ao sol.

O pescador ia colocá-lo na cesta quando ouviu uma vozinha:

: Por favor, senhor pescador, tenha dó de mim!: pediu o peixinho, tremendo.: Sou tão pequeno que quase não daria para uma refeição. Se o senhor me devolver ao rio, prometo que, quando eu crescer, o senhor vai me pescar de novo, bem grande e gordinho, e aí sim eu serei um belo jantar!

O pescador coçou a cabeça, pensativo. A ideia era tentadora. Mas ele olhou para a sua cesta vazia, lembrou-se de que não havia mais nada em casa e balançou a cabeça com um sorriso gentil.

: Você promete voltar maior, peixinho: disse ele :, mas quem me garante que eu vou te encontrar outra vez? O rio é grande e cheio de esconderijos. Você é pequeno, é verdade, mas está aqui, agora, comigo. E uma coisa certa nas mãos vale mais do que uma promessa que talvez nunca se cumpra.

E assim, com gratidão pelo pouco que a manhã lhe trouxera, o pescador levou o peixinho para casa e preparou uma sopa quentinha, que dividiu com sua família. Não era um banquete, mas foi o bastante para matar a fome de todos naquele dia. E o pescador dormiu tranquilo, contente por não ter trocado o que tinha por aquilo que ainda não existia.

Moral da História

Uma coisa boa e certa que já temos vale mais do que uma promessa incerta para o futuro. É sábio dar valor ao que a vida nos oferece hoje.