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O pequeno motor que poderia

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Numa estação de trem cheia de trilhos brilhantes, havia um problema. Um trem muito, muito pesado precisava subir uma montanha altíssima para levar brinquedos, frutas e doces para as crianças do outro lado. Mas o trem estava tão carregado que não conseguia se mexer sozinho.

O chefe da estação coçou a cabeça, preocupado.

: Preciso de uma locomotiva forte para puxar este trem morro acima: disse ele.

Ele foi até uma locomotiva grande e reluzente e perguntou com esperança:

: Você pode puxar aquele trem até o topo da montanha?

A locomotiva grande torceu o nariz de ferro.

: Aquele trem é pesado demais para mim: respondeu, e seguiu seu caminho.

O chefe da estação não desistiu. Foi até outra locomotiva, ainda maior e mais robusta.

: Por favor, você pode puxar aquele trem morro acima?: perguntou de novo.

: A subida é íngreme demais. Não vou me cansar com isso: respondeu a segunda locomotiva, e foi embora bufando.

O chefe da estação ficou triste. As crianças estavam esperando os presentes, e ninguém queria ajudar. Foi então que ele avistou, num cantinho dos trilhos, uma locomotiva pequenininha e azul. Ela era miúda, mas tinha um brilho gentil na chaminé.

: Locomotivinha, você acha que consegue puxar aquele trem até o topo?: perguntou ele, sem muita esperança.

A pequena locomotiva olhou para o trem enorme, depois para a montanha altíssima. Seu coração de ferro bateu forte. Ela nunca tinha feito nada tão difícil. Mas pensou nas crianças esperando do outro lado e respirou fundo.

: Acho que consigo: disse baixinho.: Acho que consigo.

Com muito cuidado, a locomotivinha se encaixou no trem pesado. Chac! O engate ficou firme. E então ela começou a andar, devagarinho, repetindo para si mesma a cada volta das rodas:

: Acho que consigo, acho que consigo, acho que consigo!

Quando chegou ao pé da montanha, o caminho ficou tão íngreme que suas rodas quase escorregavam. O vento assobiava forte. Mas a locomotivinha não parou. Puxou com toda a força do seu pequeno motor, soltando fumacinha branca no ar frio.

: Acho... que... consigo... acho... que... consigo...

Cada vez mais alto ela subia. Sua voz ficava mais baixinha, mas ela não desistia. O topo estava pertinho agora, logo ali.

: Acho... que... con... si... go...

E então, com um último e valente esforço, a locomotivinha azul passou pelo alto da montanha!

: Consegui! Consegui!: ela cantou, cheia de alegria.

Agora era só descer o outro lado, leve e feliz, com o vento brincando na sua chaminé. E enquanto descia rumo ao vale, a locomotivinha cantava contente:

: Eu achei que conseguia... e consegui! Eu achei que conseguia... e consegui!

Do outro lado da montanha, as crianças pularam de felicidade ao ver o trem chegar com todos os presentes. E a pequena locomotiva azul aprendeu que, mesmo sendo pequena, um coração corajoso pode fazer coisas enormes.

Moral da História

Quando acreditamos em nós mesmos e tentamos com todo o coração, até as tarefas mais difíceis se tornam possíveis. Não é o tamanho que importa, e sim a coragem de não desistir.