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O Monstro dos Sonhos da Febre

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Numa noite escura, com trovões roncando lá longe e relâmpagos piscando na janela, um garotinho chamado Kai estava dormindo bem quentinho na sua cama.

De repente, ele acordou assustado. Bem ali, no escuro do quarto, parecia haver um monstro grandão! O coração de Kai começou a bater depressa, e ele pensou: "Preciso chamar a mamãe!"

Kai pulou da cama e correu para a porta. O monstro fez um barulho engraçado e pareceu ir atrás dele, balançando os bracinhos de um jeito atrapalhado.

Na correria do sonho, os pés de Kai pareciam pesados, como se o chão tivesse virado um mingau grudento. Ele mal conseguia se mexer! Mas, com esforço, chegou até a porta e a fechou atrás de si.

Kai desceu correndo as escadas. O monstro atrapalhado ainda parecia segui-lo, tropeçando nos próprios pés. Então o menino teve uma ideia esperta: correu até a cozinha, pegou uma panela e uma colher de pau e começou a bater bem forte.

: Tim! Tim! Tim!: fez a panela.

E aconteceu uma coisa curiosa: com todo aquele barulho, o monstro foi ficando cada vez menor, menorzinho, até… puf! Sumir no ar, como uma fumacinha.

Kai abriu os olhos de novo. Ufa! Ele estava de volta na sua caminha, e a mamãe entrava no quarto com uma xícara de chá quentinho nas mãos.

: Foi só um pesadelo, meu amor: disse ela, alisando o cabelo dele com carinho.: Você está com um pouquinho de febre. Por isso teve um sonho tão esquisito.

Kai lembrou que estava resfriado havia alguns dias. A febrinha tinha deixado o sonho tão vivo que ele achou que fosse de verdade!

A mamãe deu-lhe o chá, ajeitou o cobertor e ficou pertinho até ele pegar no sono outra vez. Nos dias seguintes, com muito descanso, carinho e canja quentinha, Kai foi ficando bom de novo.

E, embora nunca tenha esquecido do monstro atrapalhado do seu sonho, ele descobriu uma coisa importante: um pesadelo não pode machucar ninguém. Basta acordar, respirar fundo e lembrar que a gente está seguro e amado.

Moral da História

Os monstros dos pesadelos não são de verdade: quando a gente acorda, eles somem. E, quando estamos doentinhos, o descanso e o carinho de quem nos ama sempre fazem tudo melhorar.