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O macaco e o golfinho

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Há muito tempo, um grande navio navegava pelo mar azul rumo à cidade de Atenas. A bordo, entre os viajantes, havia um Macaco de estimação, muito vaidoso, que gostava de se gabar de tudo.

De repente, uma tempestade forte agitou as ondas, e o navio acabou virando pertinho da costa. Todos caíram na água! Por sorte, naquela época os Golfinhos eram muito amigos das pessoas e adoravam ajudar quem estava em apuros.

Rápidos e gentis, os Golfinhos nadaram até os viajantes e os levaram, um a um, em suas costas macias, guiando-os com segurança em direção à praia.

Um dos Golfinhos avistou o Macaco se debatendo na água e, pensando que fosse um dos viajantes, chamou-o com delicadeza:

: Suba nas minhas costas, amigo! Eu levo você até a terra firme.

O Macaco não pensou duas vezes e subiu, sentando-se todo empertigado, sério e cheio de pose, como se fosse um grande nobre. O Golfinho, nadando tranquilo, resolveu puxar conversa:

: Você é um cidadão da famosa cidade de Atenas, não é mesmo?

: Ah, claro!: respondeu o Macaco, estufando o peito.: Minha família é uma das mais importantes e nobres de toda a cidade!

: Que interessante!: disse o Golfinho.: Então você deve conhecer bem o Pireu, não é? É o porto de Atenas.

O Macaco, que não sabia nada sobre portos e achou que o Pireu fosse o nome de alguém, respondeu na hora, sem querer admitir que não sabia:

: O Pireu? Mas é claro que sim! Nós somos amigos de longa data. A gente se vê o tempo todo. O Pireu é o meu melhor amigo do mundo!

O Golfinho, ao ouvir aquela bobagem tão grande, entendeu na mesma hora que não estava carregando uma pessoa, e sim um macaquinho fanfarrão que inventava histórias.

Com um sorriso, o Golfinho nadou calmamente até uma pedra pertinho da praia e deixou o Macaco ali, sãozinho, mas de molho. Depois, deu um mergulho gracioso e voltou ao mar para ajudar de verdade quem precisava.

O Macaco, sentado na pedra e pingando, aprendeu que fingir saber o que não sabe só faz a gente passar por bobo.

Moral da História

É melhor dizer "não sei" com sinceridade do que inventar que sabe tudo. A honestidade nos poupa de muitos vexames, e ninguém precisa fingir para ser querido.