O macaco e o camelo

Era dia de grande festa na floresta, em homenagem ao Rei Leão. Todos os animais se reuniram, felizes e enfeitados, para comemorar. Havia música, comidinhas gostosas e muita animação.
A certa altura, o Macaco foi convidado a dançar para todos. E que dança! Ele girava, saltava e rodopiava com tanta graça e leveza que a plateia inteira aplaudia encantada.
: Bravo! Bravo!: gritavam os bichos, batendo palmas.: Que macaco talentoso!
De um canto, porém, o Camelo observava tudo com uma pontinha de inveja crescendo no coração. "Ora", pensou ele, "se um macaquinho tão pequeno consegue tanto aplauso, imagine eu, tão grande! Com certeza dançaria muito melhor."
Sem pensar duas vezes, o Camelo abriu caminho no meio da multidão, chegou ao centro da roda e, erguendo-se desajeitado nas patas traseiras, começou a "dançar".
Mas, ai... O grande e atrapalhado Camelo balançava as pernas compridas para todos os lados, torcia o pescoção comprido de um jeito engraçado e sacudia os pés pesados sem nenhum ritmo. Os outros animais tinham que se desviar depressa para não levar uma patada sem querer!
Quando um dos enormes pés do Camelo passou pertinho do nariz do Rei Leão, os bichos se assustaram e resolveram, com firmeza mas sem maldade, convidar o Camelo a se retirar da roda para que ninguém se machucasse.
O Camelo, envergonhado, foi se sentar mais longe. Foi então que uma coruja sábia pousou ao seu lado e disse, gentil:
: Amigo Camelo, você não precisa dançar como o Macaco. Cada um de nós brilha de um jeito diferente! Você é forte, alto e pode carregar água pelo deserto como ninguém. Isso, sim, é um talento e tanto.
O Camelo pensou um pouquinho e sorriu, mais leve. Percebeu que tentar imitar os outros só o deixava atrapalhado, mas ser ele mesmo o deixava orgulhoso. E, dali em diante, aprendeu a valorizar os próprios dons.
Moral da História
Cada um tem o seu próprio talento. Em vez de invejar o que os outros fazem bem, é mais sábio e mais feliz descobrir e valorizar aquilo em que nós mesmos somos especiais.