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O lobo, o cabrito e a cabra

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Numa casinha aconchegante à beira da floresta viviam Mamãe Cabra e seu filhote, um cabritinho esperto e cheio de energia. Certa manhã, Mamãe Cabra precisou ir ao mercado comprar mantimentos para a família.

: Cuide bem da nossa casa, meu amor: disse ela, ajeitando o laço no pescoço do filhote e trancando a porta com todo o cuidado.: Não abra para ninguém, a não ser que a pessoa diga a nossa senha secreta: "Abaixo o Lobo e toda a sua turma!"

: Pode deixar, mamãe!: respondeu o cabritinho, orgulhoso da responsabilidade.: Ninguém entra sem a senha certa.

Mamãe Cabra deu um beijinho na testa do filho e partiu pela trilha. Mas o que ninguém percebeu foi que um Lobo faminto estava escondido bem ali pertinho, atrás de um arbusto, e ouviu cada palavrinha da senha secreta.

Assim que Mamãe Cabra sumiu de vista, o Lobo se aproximou na ponta das patas e bateu na porta: toc, toc, toc.

: Abaixo o Lobo e toda a sua turma!: disse ele, tentando fazer a voz mais fofinha do mundo.

O cabritinho quase abriu a porta, afinal a senha estava certinha. Mas, espiando por uma fresta, viu do lado de fora uma sombra grande, peluda e cinzenta, com um focinho comprido. O coraçãozinho dele bateu mais forte, e uma vozinha lá dentro disse: "Cuidado!".

: Hum...: falou o cabritinho, pensando rápido.: Antes de eu abrir, me mostre uma patinha branca!

O Lobo olhou para as próprias patas, todas escuras e peludas. Por mais que tentasse, não havia jeito de fingir uma patinha branca. Ele resmungou, bufou e, com a barriga tão vazia quanto quando chegou, foi embora trotando de volta para a floresta.

O cabritinho respirou aliviado e riu sozinho. Quando Mamãe Cabra voltou, cheia de mantimentos, ele contou toda a aventura, e ela o abraçou bem apertado, orgulhosa da esperteza do filho.

: Você foi corajoso e prudente, meu amor: disse ela.: Nunca podemos ter certeza só pela senha; é bom sempre olhar com atenção.

: É verdade, mamãe: respondeu o cabritinho, sorrindo.: A gente nunca pode confiar depressa demais!

Moral da História

Ser esperto e prestar atenção nos protege de muitas armadilhas. Uma senha pode ser copiada, mas um coração atento sempre percebe quando algo não está certo.