O Lobo E O Cordeiro

Numa manhã ensolarada, um Cordeirinho branco e fofo bebia água na beirada de um riacho tranquilo, dentro da floresta. A aguinha era fresca e cristalina, e ele estava feliz da vida.
Só que, mais acima no mesmo riacho, apareceu um Lobo faminto, procurando o que comer. Logo os olhos dele pousaram no Cordeirinho. Mas o pequeno parecia tão inocente e gentil que o Lobo, cheio de manha, resolveu inventar uma desculpa qualquer para arrumar confusão.
: Ei, você aí!: gritou o Lobo, franzindo a cara.: Como se atreve a sujar toda a água que eu estou bebendo?
O Cordeirinho, com muita educação, respondeu tremendo um pouquinho:
: Mas, senhor Lobo, como eu poderia sujar a sua água? O senhor está lá em cima, e eu, bem aqui embaixo. A água corre do senhor para mim, e não o contrário.
O Lobo percebeu que não tinha razão, mas não desistiu. Inventou outra:
: Pois então… ouvi dizer que você falou mal de mim no ano passado!
: Isso é impossível, senhor: respondeu o Cordeirinho, baixinho.: Eu só nasci este ano. No ano passado, eu nem existia ainda!
: Ah, se não foi você, foi o seu irmão!: rosnou o Lobo, já sem paciência.
: Mas eu não tenho irmãos: disse o Cordeirinho, com a maior calma.
O Lobo bufou, sem saber mais o que inventar, e deu um passo à frente com um sorriso malvado. Mas, bem nesse instante, ouviu-se um latido forte e firme ecoando pela floresta: era o cão pastor que cuidava do rebanho, correndo na direção do riacho junto com o pastor!
O Lobo levou um susto tão grande que esqueceu todas as suas desculpas. Virou-se e saiu correndo, correndo, floresta adentro, sem olhar para trás nem uma vez.
O Cordeirinho, são e salvo, correu para o abraço quentinho do pastor e voltou feliz para junto do rebanho, onde ficou protegido e em paz.
Moral da História
Quem quer fazer o mal sempre arruma desculpas injustas, mas a verdade e a calma nos protegem. E, perto de quem nos ama e cuida de nós, ficamos sempre mais seguros.