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O lobo e o cachorro magro

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Numa noite fria, um Lobo faminto rondava perto de uma aldeia à procura de algo para comer. Foi quando encontrou um Cão pelo caminho. Só que era um Cão bem magrinho, todo ossudo, com as costelas aparecendo.

Em qualquer outro dia, o Lobo teria torcido o nariz para uma refeição tão miúda. Mas naquela noite ele estava com muita, muita fome. Então começou a se aproximar devagar, enquanto o Cão, espertinho, ia recuando com jeitinho.

: Espere um momento, Vossa Senhoria!: disse o Cão, com a voz calma e educada.: Pense bem: comer-me agora seria um péssimo negócio. Olhe só para as minhas costelas! Eu não passo de pele e osso. O senhor mal sentiria o gosto.

O Lobo parou para escutar, e o Cão continuou:

: Mas deixe eu lhe contar um segredinho. Daqui a alguns dias, o meu dono vai dar uma grande festa de casamento para a filha dele. Vai ter comida de sobra! Eu vou me empanturrar com as sobras da mesa e ficar gordinho, redondo, uma delícia. Aí sim vale a pena me esperar!

O Lobo imaginou aquele banquete e já ficou com água na boca. Um Cão gordo e macio era muito melhor do que aquele espeto de ossos à sua frente. Então, apertando o cinto da barriga vazia, resolveu ir embora e voltar depois.

: Combinado!: disse ele.: Volto no dia da festa.

Alguns dias depois, lá estava o Lobo de novo, esfregando as patas de tanta expectativa. Ele encontrou o Cão descansando no quintal da casa e chamou:

: Cheguei para o banquete! Venha cá, meu amigo gordinho!

O Cão abriu um sorriso tranquilo e respondeu:

: Ah, senhor Lobo! Será um prazer sair. Assim que o porteiro abrir o portão, eu vou até aí.

Mas o tal "porteiro" era um Cão enorme e valente, que tomava conta da casa e não deixava nenhum lobo chegar perto. Quando percebeu a esperteza do amiguinho magro, o Lobo não esperou nem mais um segundo. Deu meia-volta e saiu disparado, correndo o mais rápido que suas pernas aguentavam, sem nunca mais voltar.

Moral da História

Quem é ganancioso demais, querendo sempre mais e mais, acaba ficando sem nada. Já quem usa a inteligência sabe se proteger dos apertos.