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O Halloween de Pés Cintilantes

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Numa noite de Halloween, sob a luz prateada da lua, muitos elfos alegres dançavam ao redor de um anel de grama verde e brilhante no meio do campo. Era uma festa cheia de risos e cambalhotas.

No centro da roda estava o Pequeno Violinista, o elfo da música, tocando melodias tão animadas que era impossível ficar parado. Ele marcava o ritmo com a cabeça e batia o pezinho no chão. Quanto mais rápido ele tocava, mais felizes dançavam todos.

Entre os dançarinos, o mais habilidoso de todos era um elfo chamado Pés Cintilantes. Ele dava saltos tão engraçados que seus amigos gargalhavam sem parar só de olhar.

Mas, numa dessas, Pés Cintilantes teve uma ideia travessa: pregar uma peça em todo mundo. De mansinho, ele fez seu par de dança tropeçar, e: plop!: os dois rolaram na grama macia, arrastando um elfo atrás do outro, até que a roda inteira virou uma pilha de casaquinhos verdes e chapéus vermelhos!

A maioria caiu na risada, achando a maior graça. Mas Pés Cintilantes ficou com uma sensação estranha, diferente de tudo o que já sentira.

: O que houve com você?: perguntou o par de dança, vendo o rostinho preocupado do amigo.

: Não sei...: respondeu Pés Cintilantes.: Sinto uma coisa muito esquisita.

Os elfos correram para chamar o Pequeno Violinista. Ele olhou com atenção para Pés Cintilantes, balançou a cabecinha branca e disse, sério:

: Ah, aconteceu uma coisa muito séria. Pés Cintilantes perdeu o seu sorriso!

: Perdi o meu sorriso?!: gemeu o pequeno elfo, aflito.: Oh, por favor, me digam o que fazer!

: Só há um jeito: procurar: respondeu o Violinista.: Um elfo não pode dançar na roda sem o seu sorriso. E cuidado: você precisa encontrá-lo antes da meia-noite!

Com o coração apertado, Pés Cintilantes saiu correndo pela clareira. O Violinista sugeriu que ele pedisse ajuda ao Cabeça de Abóbora, que voava por ali dentro de sua lanterna brilhante.

: Cabeça de Abóbora!: chamou o elfo, ofegante.: Sou eu, o Pés Cintilantes! Perdi o meu sorriso. Você o viu por aí?

: Seu sorriso, sumido? Com razão eu não te reconheci!: respondeu o Cabeça de Abóbora, gentil.: Não vi seu sorriso, não... Mas talvez a Bruxa Feliz possa ajudar. Ela tem olhos bem espertos. Pule aqui na minha lanterna que eu te levo até ela!

Pés Cintilantes pulou dentro da lanterna quentinha, e juntos voaram pela clareira até encontrar a Bruxa Feliz, que procurava por toda parte os seus óculos perdidos.

: Por favor, Bruxa Feliz, me ajude! Eu perdi o meu sorriso: pediu o elfo.

: Ah, seu sorriso sumiu, e logo no Halloween!: disse ela, penalizada.: Eu adoraria ajudar, mas veja só: eu também perdi uma coisa, os meus óculos! E preciso deles para ir à vila divertir as crianças na festa. Não consigo enxergar direito sem eles.

: Então deixe que eu te ajudo a procurar!: ofereceu Pés Cintilantes, esquecendo por um instante da própria aflição.

O elfo procurou por toda parte, com muito cuidado. Foi então que olhou para cima e reparou em algo bem em cima da cabeça da bruxa.

: Bruxa Feliz: disse ele :, os seus óculos são como aquelas duas janelinhas redondas de vidro... bem aí, na frente do seu chapéu?

A bruxa levou a mão à cabeça e caiu na gargalhada:

: Ora, ora! Eles estavam na minha própria cabeça o tempo todo! Que coisas engraçadas acontecem no Halloween! Muito obrigada, meu pequeno. Venha comigo à vila ver a alegria das crianças!

Agradecido, Pés Cintilantes foi junto. Quando chegaram, viu um grupinho de crianças fantasiadas, com chapéus pontudos e máscaras engraçadas, rindo a caminho da festa. O elfo desceu da lanterna e correu na direção delas, encantado com aquela risada tão gostosa.

De repente, uma criaturinha pequenina, saltitante e alegre, veio dando cambalhotas em sua direção, subiu num pulo e... pronto! Naquele instante, Pés Cintilantes soltou uma das risadas mais felizes de toda a sua vida.

: Encontrei! Encontrei o meu sorriso, a minha própria e doce risada!: gritou ele, radiante.: Cabeça de Abóbora, me leve de volta para a roda das fadas!

Voaram depressa pelos campos e, ao se aproximarem do anel verde onde os elfos ainda dançavam, Pés Cintilantes anunciou, feliz da vida:

: Voltei! E encontrei o meu sorriso!

: Bem-vindo de volta, Pés Cintilantes!: cantaram todos, abrindo espaço na roda.

Ele pulou para dentro do círculo e voltou a dançar com os amigos. E, quando a dança enfim terminou, o Pequeno Violinista se aproximou e sussurrou, com um sorriso sábio:

: Da próxima vez, tome bem conta do seu sorriso enquanto dança!

Moral da História

A alegria é um tesouro que precisa ser cuidado. Quando ajudamos os outros com bondade, muitas vezes é assim que reencontramos o nosso próprio sorriso.