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O gato, o galo e o jovem rato

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Era uma vez um ratinho muito jovem que nunca tinha saído de casa. Um dia, ele fez seu primeiro passeio pelo mundo e voltou tão animado que correu para contar tudinho à sua mãe.

: Mamãe, você não vai acreditar no que eu vi!: disse ele, com os olhinhos arregalados.: Eu estava caminhando bem tranquilo quando virei a esquina do quintal e dei de cara com duas criaturas muito estranhas.

: Conte, meu filho, o que você viu?: pediu a mãe, curiosa.

: Uma delas tinha um olhar tão gentil e macio! Mas a outra... ah, a outra era assustadora! No alto da cabeça e no pescoço tinha uns pedaços de carne vermelha balançando. Ela andava para lá e para cá, batia os braços contra o corpo com força e riscava o chão com os pés.

O ratinho respirou fundo e continuou:

: Quando essa criatura me viu, abriu um bico pontudo enorme e soltou um grito tão alto que quase caí de susto! Saí correndo o mais rápido que pude para me salvar.

A mãe rata escutava tudo com um sorriso carinhoso.

: E a outra criatura, aquela do olhar gentil?: perguntou ela.

: Ah, essa parecia tão boazinha! Tinha o pelo macio e aveludado, um rostinho calmo e olhos grandes e brilhantes. Ela balançou o rabo devagarzinho e sorriu pra mim. Tenho certeza de que íamos virar amigos, se aquele monstro barulhento não tivesse me assustado!

A mãe rata deu uma risadinha carinhosa e abraçou o filho.

: Meu querido, deixe eu te explicar. Aquela criatura barulhenta que tanto te assustou era só um galo. Ele é um pássaro do quintal e jamais faria mal a você. Já aquela outra, de olhar tão manso e gentil... aquela era o gato. E é justamente do gato que nós, ratinhos, precisamos ter cuidado, porque ele nem sempre é tão amigo quanto parece.

O ratinho ficou boquiaberto.

: Nossa! Então eu quase fiz amizade com quem eu deveria evitar, e fugi de quem não fazia mal nenhum!

: Isso mesmo, meu filho: disse a mãe, com ternura.: Por isso, fico feliz que você tenha voltado são e salvo. E lembre-se sempre: nunca julgue ninguém só pela primeira aparência.

Moral da História

Não devemos julgar as pessoas apenas pela aparência. Às vezes, um jeitinho gentil por fora pode esconder outras intenções, e é preciso conhecer melhor antes de confiar.