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O Ganso Dourado

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Era uma vez, há muito tempo, uma família que morava pertinho de uma floresta. O filho mais novo se chamava Simplório, e alguns o achavam bobinho: mas, na verdade, ele tinha o coração mais gentil de todos.

Certo dia, o pai pediu ao filho mais velho que fosse cortar lenha na floresta. A mãe preparou biscoitos fresquinhos e um suco para o caminho. No meio da floresta, o rapaz encontrou um velhinho baixinho sentado num toco.

: Bom dia, moço! Você me daria um biscoitinho e um golinho de suco? Estou com fome: pediu o velhinho.

: De jeito nenhum! Isto é tudo meu!: respondeu o mais velho, e seguiu adiante sem olhar para trás. Pouco depois, sentiu o braço cansado demais para trabalhar e teve que voltar para casa de mãos vazias.

No dia seguinte, foi a vez do filho do meio. A mãe também lhe deu biscoitos e suco. E o mesmo velhinho apareceu, pedindo um pouquinho para comer.

: Nada disso! Se eu dividir, sobra menos para mim: disse o filho do meio, e foi embora depressa. Também não conseguiu cortar a lenha e voltou sem nada.

Então Simplório perguntou, animado:

: Papai, posso eu tentar buscar a lenha?

O pai sorriu, meio desconfiado, mas deixou. A mãe só tinha uns biscoitos velhinhos e uma garrafinha de suco simples para lhe dar. Simplório agradeceu contente e partiu.

No caminho, encontrou o mesmo velhinho.

: Bom dia! Você tem algo para eu comer? Estou com muita fome e sede: pediu ele.

: Só tenho uns biscoitos velhinhos e um pouco de suco: disse Simplório, sorrindo.: Mas, se você quiser, a gente divide e come juntinho!

Sentaram-se lado a lado e, para a surpresa dos dois, os biscoitos estavam gostosos e o suco, refrescante. O velhinho, que na verdade era um gnomo mágico, ficou muito comovido.

: Você tem um coração bondoso e dividiu o pouco que tinha comigo. Por isso, vou lhe dar uma surpresa. Corte aquela velha árvore ali: entre as raízes você vai encontrar um presente muito especial.

O gnomo se despediu com um piscar de olhos e sumiu. Simplório cortou a árvore e, entre as raízes, encontrou um lindo ganso de penas douradas, que brilhavam como o sol!

Encantado, ele decidiu levar o ganso para uma pousada e passar a noite ali. O dono da pousada tinha três filhas, e todas ficaram curiosas com aquele ganso reluzente. Uma delas, sem pensar, tocou numa pena dourada: e, pluft, ficou grudadinha no ganso, sem conseguir soltar!

A segunda filha tentou ajudar e também grudou. E a terceira, então, grudou também! Ali estavam as três, presas uma na outra, rindo e sem saber o que fazer.

De manhã, Simplório saiu tranquilo com seu ganso, e o cordão de moças grudadas foi atrás. Pelo caminho, muita gente curiosa tocava no ganso para ver a mágica: e todos iam grudando um no outro, formando uma fila enorme e engraçadíssima!

Foi assim que a divertida fila chegou a uma cidade. Ali morava uma princesa que andava muito quietinha e triste, e o rei já não sabia como fazê-la sorrir.

Quando a princesa olhou pela janela e viu aquela fila cômica de gente grudada balançando pela rua, não conseguiu se segurar: caiu na gargalhada! Riu tanto que os olhos brilharam de alegria, e todos os que estavam grudados se soltaram de uma vez, também rindo.

O rei ficou tão feliz de ver a filha alegre que quis conhecer o rapaz do ganso dourado. Simplório era humilde, mas tão gentil e engraçado que a princesa logo virou sua amiga, e os dois passaram tardes inteiras rindo juntos.

Com a ajuda do gnomo mágico, que aparecia sempre para dividir uns biscoitos, Simplório mostrou ao rei o quanto era esperto e de bom coração. O rei, encantado, deu sua bênção, e Simplório e a princesa se casaram numa festa cheia de risadas.

O ganso dourado passou a viver muito bem no lago do palácio, e o gnomo vinha de vez em quando saborear biscoitos com seus amigos. Juntos, todos viveram felizes para sempre.

Moral da História

Quem divide o pouco que tem com carinho acaba recebendo alegrias que nem imaginava. A bondade é o tesouro que sempre volta para nós.