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O fazendeiro e a serpente

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Numa manhã bem fria de inverno, um fazendeiro de bom coração caminhava pelo seu campo, agasalhado até o nariz. O chão estava branquinho de geada, e o vento gelado assobiava entre as árvores.

De repente, ele parou. Ali no caminho, encolhida e durinha de frio, estava uma serpente. Ela mal conseguia se mexer, tremendo de tanto gelo.

O fazendeiro sabia que serpentes podiam ser perigosas. Mesmo assim, seu coração se encheu de pena.

: Coitadinha: disse ele baixinho.: Você vai congelar aí. Não posso deixar isso acontecer.

Com todo o cuidado, ele recolheu a serpente e a colocou junto ao peito, dentro do casaco quentinho, para aquecê-la. Aos pouquinhos, o calor foi voltando ao corpo da serpente, e ela começou a se mexer de novo.

Mas, assim que se sentiu forte outra vez, a serpente esqueceu completamente a bondade do fazendeiro. Em vez de agradecer, ela levantou a cabeça, mostrou a língua e sibilou, pronta para dar um bote:

: Ssssss!

O fazendeiro, que era esperto além de bondoso, percebeu o perigo bem a tempo. Rapidinho, ele afastou a serpente e deu um passo para trás, sem se machucar nem machucá-la.

Depois, com um galho comprido, ele levou a serpente com cuidado até um canto quentinho, longe dali, onde ela poderia descansar sem fazer mal a ninguém.

: Eu quis te ajudar de coração: disse o fazendeiro, balançando a cabeça.: Mas nem todo mundo sabe retribuir a gentileza. Ser bom é lindo, mas também preciso ser prudente.

E, assim, o fazendeiro seguiu seu caminho são e salvo, aprendendo que podemos ajudar os outros com carinho e, ao mesmo tempo, com sabedoria para nos protegermos.

Moral da História

É bonito ajudar o próximo, mas devemos fazer o bem com cuidado e prudência, pois nem todos sabem retribuir a gentileza.