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O Elefante no Quarto

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Numa manhã de sol, Lindi acordou e encontrou uma surpresa gigante bem no meio do quarto dela.

: Olha!: ela gritou, apontando.: Tem um elefante no meu quarto!

: Não tem, não: respondeu a mãe, sem nem levantar os olhos.: Elefantes não moram em casas. Todo mundo sabe disso.

O elefante deu um bocejo bem grande e piscou para Lindi, como quem diz: "Eu estou bem aqui, viu?"

Na hora do café da manhã, o pai de Lindi pediu:: Filha, passa o leite, por favor.: Não dá: disse Lindi.: O elefante tomou tudinho.: Que elefante?: riu o pai.: Elefantes não vivem na cidade. Todo mundo sabe disso.

O elefante soltou um arrotinho satisfeito. Lindi teve que segurar o riso.

Na escola, a professora franziu a testa:: O que houve com esse quadro? Está todo amassado!: Não é o quadro, é o meu elefante que encostou nele!: explicou Lindi.: Elefante na escola?: disse a professora.: Isso não existe. Todo mundo sabe disso.

E o elefante, com toda a calma, comeu os sanduíches do lanche.

No recreio, o elefante seguiu Lindi até o parquinho. Sem querer, ele esbarrou nos balanços e os fez girar. As outras crianças ficaram olhando, sem entender.

Lindi ficou sem graça e acabou dizendo, mais alto do que queria:: Vai embora! Você nem é de verdade! Você não devia estar aqui!

O elefante abaixou a tromba devagarinho. Uma lágrima escorreu do seu olho grandão. Então ele deu meia-volta e foi embora bem devagar, enxugando o rosto com a própria tromba.

Na mesma hora, Lindi sentiu um aperto no coração.: Espera!: ela chamou. Mas o elefante já tinha sumido.

Depois da aula, Lindi procurou por todos os cantos.: Elefante!: chamava ela.: Onde você está? Eu não quis te magoar!

Ela voltou para casa sozinha, cabisbaixa. Sentou-se nos degraus da varanda e ficou esperando. Esperou… esperou… esperou. E, quando já estava quase desistindo, viu uma tromba. Depois, duas orelhonas. Era o elefante, descendo a rua!

Lindi correu e o abraçou bem forte.: Me desculpa!: disse ela, com os olhos marejados.: Eu não queria dizer aquilo. Eu sei que você é de verdade. Você é o meu elefante!

O elefante levantou Lindi com a tromba e a colocou gentilmente nas costas. E lá foi ela, passeando pela rua, radiante de alegria.: Oi, seu Green! Oi, dona Green!: acenava.

: Olha a Lindi lá em cima!: espantou-se o seu Green.: Como será que ela subiu tão alto?: Ora, não diga bobagem: respondeu a dona Green, rindo.: Isso é coisa de imaginação de criança. Todo mundo sabe disso.

O elefante levou Lindi até o lago. Ela escorregou pela tromba dele como se fosse um escorregador.: Uhuuuuu!: gritava, feliz da vida. Brincaram a tarde toda: deram risada, se molharam e se espirraram com água.

Quando a noite chegou, o elefante cobriu Lindi com o cobertor e a deixou bem quentinha.: Boa noite, Elefante: sussurrou ela.: Obrigada por um dia maravilhoso.

Ele fez um carinho na cabeça dela com a tromba e se enrolou para dormir do lado de fora da janela, montando guarda.

: Elefantes são os melhores amigos do mundo: Lindi disse baixinho, já com os olhinhos fechados.: Ninguém sabe disso. Só eu… e o meu elefante.

Moral da História

As palavras têm força: um pedido de desculpas sincero conserta o que magoamos e mantém viva a amizade.