O dinheiro da estrela

Era uma vez uma menininha que já não tinha mais o papai nem a mamãe por perto. Eles haviam partido, e ela sentia muita saudade, guardando no coração todo o carinho que os dois lhe ensinaram.
A menina era tão pobre que não tinha um quarto para morar, nem uma caminha para dormir. Tudo o que ela possuía eram as roupinhas do corpo e um pedacinho de pão que uma alma bondosa lhe havia dado.
Mesmo assim, ela era boa, gentil e cheia de esperança.: Vou seguir em frente com fé no coração: disse ela baixinho. E, confiando na bondade do mundo, partiu pela estrada afora.
No caminho, encontrou um homem magrinho, com o olhar cansado.: Ah, será que você tem alguma coisa para eu comer? Estou com tanta fome!: pediu ele.
A menina não pensou duas vezes. Entregou o seu pão inteirinho e disse com um sorriso:: Que este pão faça muito bem para você.: E continuou o seu caminho, feliz por ter ajudado.
Mais adiante, apareceu uma criança tremendo.: Minha cabeça está tão gelada! Você teria algo para me aquecer?: pediu.
A menina tirou o próprio capuz e cobriu a cabecinha da criança. Um pouco depois, encontrou outra criança que estava com muito frio, sem casaco. Sem hesitar, tirou o seu casaquinho e o deu de presente.
Quando andou mais um pouco, alguém pediu um agasalho, e ela deu também. Seu coração ficava mais quentinho a cada gesto de bondade, mesmo com o vento frio soprando.
Já era noite quando ela chegou a uma floresta. Ali encontrou mais uma criança, encolhida de frio, que pediu uma roupinha para se aquecer.
A boa menina pensou:: Está escuro e ninguém vai me ver. Posso dividir também a minha última roupinha.: E, com muito carinho, entregou o que ainda tinha.
E então aconteceu algo mágico. Do céu escuro começaram a cair, brilhando, pontinhos de luz. Eram estrelas! E, ao tocarem o chão, viravam moedinhas reluzentes de verdade.
Dinheiro que vinha das estrelas! No mesmo instante, a menina se viu vestida com uma roupa novinha, macia e quentinha, do tecido mais lindo que já existiu.
Ela recolheu as moedinhas com cuidado, agradeceu ao céu e, a partir daquele dia, nunca mais lhe faltou nada. Viveu com fartura, alegria e um coração sempre generoso.
Moral da História
Quem reparte com o coração aberto sempre recebe de volta muito mais do que deu, às vezes de um jeito que ninguém espera.