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O Burro na Pele do Leao

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Era uma vez um burrinho que vivia num campo tranquilo, perto de uma grande floresta. Ele era um animal bonzinho, mas volta e meia se sentia pequeno e sem graça perto dos outros bichos.

Um belo dia, enquanto passeava pela beira da mata, o burrinho encontrou uma velha pele de leão, macia e amarelada, esquecida entre os arbustos. Um caçador a havia deixado ali para secar ao sol.

: Ora, que ideia divertida!: pensou o burrinho, com um sorriso travesso.: E se eu vestir essa pele? Todos vão achar que sou um leão feroz!

Sem pensar duas vezes, ele se cobriu com a pele de leão da cabeça às patas e saiu andando pela floresta todo empolgado.

E, para a sua surpresa, funcionou! Assim que os outros animais o viram, saíram correndo, assustados.

: Um leão! Um leão!: gritavam as raposas, os coelhos e até os macacos, todos fugindo para se esconder.

O burrinho adorou a brincadeira. Balançava a "juba" para lá e para cá e desfilava orgulhoso, achando-se o rei da floresta. Nunca tinha se sentido tão importante!

Mas o burrinho estava tão animado que se esqueceu de um pequeno detalhe: um leão de verdade não zurra. E, no meio de toda aquela empolgação, ele abriu bem a boca e soltou:

: Iááá! Iááá! Iááá!

Ao ouvir aquilo, os animais pararam de correr. Uma raposa espertinha espiou por trás de uma árvore e começou a rir.

: Ah, ah, ah!: gargalhou ela.: Um leão que zurra? Ora essa! Você não é leão coisa nenhuma! É o nosso burrinho vestido de fantasia!

Um a um, os bichos voltaram, e todos caíram na risada. O burrinho ficou sem graça, tirou a pele de leão e abaixou as orelhas, envergonhado.

Mas a raposa, que era gentil, aproximou-se e disse com carinho:

: Não fique triste, amigo. Você não precisa de nenhuma fantasia para ser especial. A gente gosta de você do jeitinho que você é: um burrinho trabalhador, bondoso e com um zurro bem alegre!

O burrinho sorriu, aliviado. Dobrou a pele de leão e a devolveu ao lugar. Dali em diante, aprendeu que era muito melhor ser um burrinho de verdade e querido por todos do que um falso leão que ninguém conhecia de coração.

Moral da História

Não adianta fingir ser quem não somos para impressionar os outros. Mais cedo ou mais tarde a verdade aparece, e o melhor mesmo é ser feliz sendo você mesmo.