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Na noite de Halloween

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Na noite de Halloween, sob uma lua branca e brilhante, seis bruxinhas se reuniram na clareira da floresta. Vestiam capas escuras e chapéus pontudos, e cada uma segurava sua vassoura com muito orgulho.

: Nesta noite mágica, ninguém vai nos esquecer!: riu a bruxa mais velha, girando no ar.

As bruxinhas gostavam de assustar os mal-educados. Enquanto voavam entre as árvores, conversavam sobre crianças que precisavam aprender boas maneiras: uma que reclamava de tudo, outra que nunca dizia "por favor", uma que vivia provocando os coleguinhas e outra que sempre chegava atrasada.

: Vamos dar uma boa lição de gentileza a elas!: cantaram juntas, e suas vozes se misturaram ao farfalhar das folhas.

Balançando de um lado para o outro, dançaram duas a duas até sumirem no céu estrelado.

No dia seguinte, numa sala de aula ensolarada, a professora conversava com um grupinho de alunos. Eram justamente as quatro crianças de que as bruxas tinham falado.

: Meninos, meninas: disse ela com carinho :, hoje é Halloween. Corram direto para casa e lembrem-se de ser gentis pelo caminho.

As crianças riram alto.

: Bruxas? Que bobagem! A gente não tem medo de bruxa nenhuma!: disse o menino que vivia atrasado.

O que elas não sabiam é que as bruxinhas espiavam pela janela, com os olhos brilhando de travessura.

Mais tarde, ao atravessar a floresta, as quatro crianças ficaram para trás, distraídas, cantando músicas de outono. De repente, corujas piaram e gatos miaram numa língua estranha. Das sombras, as bruxinhas apareceram e rodearam as crianças.

: Fiquem paradinhas como estátuas: recitaram: até aprenderem a pedir com jeitinho!

Num passe de mágica, as quatro crianças ficaram tão quietas quanto bonequinhos de brinquedo. Não doía nada, mas elas não conseguiam se mexer. Só então perceberam como tinham sido rudes.

As bruxinhas, satisfeitas, chamaram as corujas e os gatos e voaram para continuar sua festa.

Quando a noite ficou bem escura, ouviu-se o som de trombetas. Era o Capitão Valente e seus marinheiros alegres, que atravessavam a floresta cantando e dançando depois de uma longa viagem pelo mar.

: Olhem! Crianças paradas como estátuas!: espantou-se o capitão.: Precisamos ajudá-las!

Como se tivessem escutado, as bruxinhas reapareceram com as corujas e os gatos.

: Nós as soltaremos: disseram :, mas antes elas precisam prometer uma coisa.

As bruxinhas se aproximaram das crianças e sussurraram:

: Sejam gentis, digam "por favor" e "obrigado", tratem bem os amigos e nunca mais serão estátuas.

Então as criaturas mágicas se despediram e voltaram para a noite.

O Capitão Valente reuniu seus marinheiros num grande círculo em volta das crianças. Ergueram uma bandeira colorida que reluzia ao luar e cantaram uma canção de coragem e amizade.

Aos poucos, os dedinhos se mexeram, os sorrisos voltaram, e as quatro crianças ganharam vida de novo, cantando junto com todos.

: Prometemos ser gentis!: gritaram, abraçando o capitão.

E assim terminou aquela noite encantada, com crianças e marinheiros acenando a bandeira bem alto, felizes por terem aprendido, para sempre, o valor da boa educação.

Moral da História

A gentileza é a magia mais forte que existe: uma palavra bonita e um bom gesto abrem todas as portas.