Meu Sonho na Caixa

Um dia, eu tive um sonho pequenininho, leve como o ar. Com todo o cuidado, guardei ele bem no fundo de uma caixinha, para ninguém encontrar.
Escondidinho, o sonho ficou, no meio das minhas meias, quietinho. Era um segredo só meu, feito de risos e de ideias.
Esse sonhinho que eu criei falava só sobre mim: sobre quem eu seria um dia, sobre os lugares que eu iria e sobre o que eu veria no fim.
No começo, ele era tão pequeno que cabia na palma da mão. Mas, de tanto carinho, um dia ele cresceu de repente!
Foi aí que tomei coragem. Tirei o sonho da caixinha, dei um pouquinho de ar para ele respirar e mostrei para você.
: Olha só, é o meu sonho!: falei, todo orgulhoso.
E o sonho foi crescendo, crescendo, ficando cada vez maior. Levei ele comigo até o parquinho, e lá ele pulava contente de um lado para o outro!
As outras crianças viram e ficaram encantadas.
: Que lindo! Nós também queremos sonhar!: gritaram elas.
: Sem problema nenhum!: respondi, animado.: Eu ensino pra vocês!
: Uau!: Que demais!: Sério?!: diziam elas, com os olhinhos brilhando.
: Primeiro, é só pensar bem no que você mais quer. Depois, acredite de coração: expliquei.: É assim que nasce um sonho grande, e é assim que começa a transformação.
: E quando o sonho ficar enorme: continuei: você precisa deixar ele voar bem alto, para conhecer o mundo todinho e encantar todas as pessoas.
Foi bem nesse instante que o meu sonho, aquele que antes vivia guardado na gaveta, sacudiu, subiu e ganhou o céu. E voou... e voou... e voou, feliz, como um cometa cheio de luz.
Moral da História
Todo sonho começa pequenininho, mas cresce quando acreditamos nele. E, ao dividir nossos sonhos com os outros, ajudamos o mundo a ficar mais bonito.