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Historias Cientificas para Criancas Magnificas

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Luciane Maria Wagner Raupp Organizadoras

HISTÓRIAS CIENTÍFICAS PARA

CRIANÇAS MAGNÍFICAS E-book

São Leopoldo 2021

HISTÓRIAS, RIMAS E AVENTURAS AGUARDAM POR VOCÊ NAS PRÓXIMAS PÁGINAS. VAMOS LÁ?

OLÁ, CRIANÇA MAGNÍFICA! SEJA MUITO BEM-VINDO(A) ÀS NOSSAS HISTÓRIAS CIENTÍFICAS! PREPARAMOS, NA NOSSA IMAGINAÇÃO, MUITAS AVENTURAS, RIMAS E BRINCADEIRAS COM PALAVRAS PARA VOCÊ.

NÓS SOMOS ESTUDANTES, PROFESSORAS E PROFESSORES CURIOSOS COMO VOCÊ. GOSTAMOS DE TUDO MUITO BEM EXPLICADO, COMPROVADO E CONTADO DE MODO DIVERTIDO DESDE QUE TÍNHAMOS A SUA IDADE – E NEM FAZ TANTO TEMPO ASSIM, NÃO É MESMO?

POR ISSO, TEMOS INTERESSE TODO ESPECIAL PELA CIÊNCIA E CONTAMOS TUDO O QUE SABEMOS PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS POSSÍVEL. SOMOS CHAMADOS DE DIVULGADORES DA CIÊNCIA. LEGAL, NÉ?

TEMOS ATÉ UM GRUPO NA UNISINOS – UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS -, QUE SE CHAMA CCELD, E ESTUDAMOS COMO FAZER ISSO EM VÁRIAS MATÉRIAS LÁ. QUE TAL SE JUNTAR A NÓS NESSA AVENTURA, CRIANÇA MAGNÍFICA?

ENTÃO, PARA VOCÊ, SEGUEM NOSSAS HISTÓRIAS CIENTÍFICAS!

Bem-vindos(as), Professoras, Professores, Pais, Mães, Avós, Avôs, Tios e Tias das Crianças Magníficas! Este é um e-book direcionado ao público infantil escrito por estudantes do Programa

de

Pós-Graduação

em

Linguística

Aplicada

(PPGLA)

da

Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), localizada em São Leopoldo – RS.

Trata-se de narrativas literárias e de poemas que têm como objetivo a divulgação da ciência para crianças de uma forma lúdica e atrativa, com o objetivo de incentivar o gosto pela literatura e pela ciência.

Queremos, nesta publicação, mostrar para as nossas Crianças Magníficas que a ciência está no nosso dia a dia, resolvendo nossos problemas, melhorando nossas vidas - e nos divertindo.

Todo esse trabalho é fruto de estudos acadêmicos, em nível de mestrado, doutorado e estágio pós-doutoral, acerca da divulgação da ciência e do discurso.

São textos provenientes de discussões em duas disciplinas ministradas no ano de 2020 pela Profª Drª. Maria Eduarda Giering e por sua estagiária pós-doutoral Profª. Drª. Luciane Maria Wagner Raupp.

Esperamos, pois, que as leituras rendam bons momentos em família, desdobrados em conversas, passeios, observações do mundo.

Afinal, todos nós temos um anseio em comum: o pleno e feliz desenvolvimento de nossas magníficas crianças. Desejamos boas leituras a todos(as)!

CONFIRA OS TEXTOS QUE VOCÊ ENCONTRARÁ AQUI!

1 POR QUÊ?

1. 1 Por que meus cabelos não crescem comigo?

1. 2 Por que nem sempre tem pintinho dentro do ovo da galinha? 1. 3 A dama das galinhas 1. 4 O primo das CDFs

1. 5 Por que não posso tomar banho de piscina quando chove? 1. 6 Sssangue frio e pele escamada 1. 7 O que é? O que é? 1. 8 Ditos populares 1. 9 As aventuras de Ben pela Era do Gelo 1.

9 Mãe, acho que nossa casa está derretendo 1. 10 Feito nuvem passageira 1. 11 A grande e incrível confusão

3 TUDO MUITO BEM EXPLICADO! 3. 1 Se uma abelha é a rainha, as outras são princesas? 3. 2 De onde vêm o dia e a noite? 3. 3 O vai e vem do maçarico de papo vermelho 3. 4 Você sabia que nem todo cientista

trabalha

em

laboratório? 3. 5 O ciclo poético das águas

4 AVENTURAS NO ESPAÇO 4. 1Um novo lar? 4. 2 Cosmos 4. 3 A estrela que vive em nós 4. 4 O Senhor dos Anéis 4. 5 Quem fala pela Terra? 4. 6 Sou poeira 4. 7 Do que as estrelas são feitas? 4.

8 Eu queria uma caixinha de música

Por quê?

POR QUE MEUS CABELOS NÃO CRESCEM JUNTO COMIGO? Por Dieila dos Santos Nunes

Olhem a Dieila pequenina aí, gente! Sim, a história é baseada em fatos reais!

Todas as manhãs, papai arrumava meus dourados cabelos para eu ir à escola. Era meu primeiro ano. Nem acreditava, eu estava crescendo. Menos meu cabelo, que continuava escasso e curto.

Não entendia o porquê eles eram assim, se minhas coleguinhas tinham longos e belos cabelos.

Certa manhã, enquanto papai fazia uma maria-chiquinha no centro de minha cabeça – seu único penteado de sucesso – escapou uma chuva de perguntas: - Paiê, por que meus cabelos não crescem comigo?

Por que os cabelos de minhas amiguinhas são maiores que os meus? Por que não posso ter cabelos grandes? Os cabelos de mamãe eram assim também? Meus cabelos nunca irão crescer? Respondeee, pai!

Papai, com um sorriso no rosto e sem resposta, pediu para eu pegar minha mochila e correr para a escola, pois, como de costume, acordei em cima da hora. Ahh, sempre adorei o soninho da manhã… Você gosta também?

Naquele dia, ao chegar na escola, apenas exerci minha capacidade de observação. Criei também algumas hipóteses para o problema encontrado:

e d: s 1 o e a s e s i a u g Hipót i m ra e s o l e b meus ca duendes. e d: m 2 e e c s s e e t r c s Hipó a o s s e p s a d s o l os cabe. e t n e r e f i modo d s.

3: o e h s n e i t t r ó u p i c s H o l e b a c e r p m e s a r a p terei

Dias se passaram. Nenhuma hipótese confirmada… até que DING DONG, DING DONG! Quem era àquela hora? Eu até de pijama estava… de repente, ouvi a voz de minha vovó.

Já pensei comigo: “ahammm, agora sim, vou ter a resposta para minhas perguntas, pois vovó já viveu muitos anos e deve Adicionar umde pouquinho saber tudo cabelos”. de texto Vovó apenas reagiu à minha pergunta com uma alta gargalhada.

Fui dormir chateada, com muitas minhocas na cabeça. No dia seguinte, a mesma rotina: maria-chiquinha, mochila nas costas e escola. Você já arrumou o cabelo parecido? Esse era o meu penteado, meu único penteado.

Até que gostava. Só queria saber por que meus cabelos não cresciam comigo. Era pedir muito?

Na sala de aula, a professora aguardava a turma com um livro aberto entre as mãos.

Oba, adoro história! Profe Dora leu o livro “O cabelo da menina”, da escritora Fernanda Tata…, não lembro todo nome. Linda história, pena que terminou. Não a nossa, mas a que minha professora contou.

Em uma roda com a turma, a professora propôs que uma vez por semana tivesse o dia do cabelo maluco – assim como a profe do livro fez. Eu nem acreditava.

A oportunidade de confirmar a minha hipótese estava muito perto. Meu coração quase explodiu:

Profe Dora, por que meus cabelos não crescem comigo?

- Di, como assim? - É que… profe, meus cabelos não crescem… parece que só os meus cabelos não crescem. Por que os da Clara e os da Morgana são grandes e os meus não?

Ah, quanto penteado maluco elas conseguem fazer… Professora Dora, tranquilamente e com um doce sorriso no rosto, respondeu: - Sua pergunta é muito interessante, Di.

Vou chamar o professor de biologia para ver se ele tem a resposta. A turma, em coro, reagiu:

EBA!!!!

EBA!!!!

EBA!!!!

Fausto, o professor de biologia, entrou rapidamente na sala e disse: - Vejo que nessa turma há muitas crianças questionadoras.

Gente, vocês querem saber por que os cabelos da Di são diferentes dos da Clara e os da Clara são diferentes dos cabelos da Morgana? -Simmmmmmmmmmmmm.

- Fechem os olhos e imaginem uma sementinha que recém foi plantada em um vaso. Depois de um tempo, essa semente vai se transformar em uma plantinha, certo? - Aham. - Pois é.

Essa sementinha é como se fosse o folículo piloso. Sabem o que é isso? - Nãoooooo. Que nome estranho é esse?

- É basicamente um fio de cabelo, no qual existe um grupo de células chamado raiz. Aí o cabelo se forma e é empurrado para cima – que nem quando uma plantinha vai crescendo.

E as células vão se multiplicando e originando novas células, depois vão morrendo, pouco a pouco, fazendo nosso cabelo crescer. Nosso cabelo é a união de várias células mortas!

- Então minhas células são imortais, profe Fausto? Perguntei. - Não, Di. Não são. - Mas se os fios crescem do mesmo modo, como se fossem plantinhas, por que não temos cabelos iguais?

- As plantinhas são todas iguais? - Não! Respondi rapidamente. - Então, assim como sementes iguais ou parecidas se transformam em diferentes plantinhas,

nossos

cabelos

também

crescem diferente. Alguns mais rápido, outros demoram mais. Alguns cabelos são mais finos, enquanto outros são mais grossos. Alguns cabelos são ondulados, alguns são crespos, já outros são lisos. A mesma

coisa

acontece

com

as

cores.

Quantas cores de cabelo temos aqui na turma? Várias, né?!

- Ufa, meu cabelo então não é de duende. Não é, né, professor? Em risos, profe Fausto e profe Dora responderam que não. Bom, sei que devem estar loucos para saber

se

uma

das

hipóteses

foi

confirmada. A resposta é SIM! Anos depois, com meus longos cabelos – que permaneceram pouco tempo nesse comprimento, a hipótese 2 confirmou-se:

"Os cabelos sã o

diferentes

e crescem cad a um do seu jeitinho, assim como as plantinhas".

FIM

Por que nem sempre tem pintinho dentro do ovo da galinha? Por Andréia Rocha da Rosa

Andréia se recusava a comer um ovo cozido preparado por sua mãe. A criança dizia que, ao cozinhar o ovo, o pintinho que estava lá dentro tinha sido “assassinado” por sua mãe.

Resistente aos apelos da mãe que dizia que nada havia dentro do ovo além de gema e clara, Andréia, aos prantos, esperou o ovo esfriar e o descascou na expectativa de encontrar o pintinho morto.

- Ué, mãe, não tem pintinho nenhum!! Eu achei que sempre tivesse pintinho dentro do ovo da galinha… - Viu só, minha filha? Eu te disse que não tinha. - Mas por que não tem pintinho, mãe?

O pai de Andréia, que era médico veterinário, entrou na cozinha, ouviu a pergunta da filha e, percebendo a esposa, atônita, sem saber ao certo como explicar, foi logo dizendo:

- Não, querida, nem sempre. A galinha

põe

ovos

com

e

sem

pintinhos. Para crescer um pintinho dentro

do

ovo

ele

precisa

ser

fecundado pelo galo para, então, ser chocado pela galinha.

- Como assim, fecundado? - Vou te explicar melhor. Fecundação é quando o espermatozoide encontra o óvulo.

ele

se

desenvolve

e

o

filhotinho é gerado. Nesse caso, o espermatozoide do galo encontra o óvulo da galinha que, depois, será o ovo como

conhecemos.

Quando

a

fecundação acontece, dizemos que o ovo foi galado, que é o mesmo que dizer tem um embrião. - Então depois de tudo isso o pintinho está pronto para nascer?- perguntou a menina. - Ainda não, filha.

Esse é apenas o início do processo. O pintinho precisa de tempo para se desenvolver até estar pronto para nascer.

Primeiro, a galinha tem que botar o ovo, já fecundado, que precisa ser chocado para que o pintinho cresça.

- Ah! Eu sei o que é chocar! É quando a

galinha senta em cima dos ovos para que

fiquem quentinhos, né? Eu lembro disso de uma historinha que tu me contaste, lembra? A história da Dona Galinha.

O pai riu da relação estabelecida pela filha de cinco anos, que amava ouvir histórias antes de dormir.

- Isso mesmo, Andréia. A história “Dona

Galinha e seus pintinhos” mostra que

chocar os ovos é fundamental para que os pintinhos se desenvolvam e a mamãe galinha fique feliz.

- Sim. A “Dona Galinha” da história ficou

muito feliz e orgulhosa com o nascimento dos seus pintinhos. - Continuando, então. Como tu mesma

disseste, o choco é o período em que a

galinha fica no ninho deixando todos os ovos quentinhos. Isso acontece durante

21 dias, a mamãe galinha vai virando ovo

por ovo para que recebam calor em todos os lados

- Pai, fiquei pensando uma coisa… o que os pintinhos comem enquanto estão dentro do ovo? A casca do ovo é dura. Como a galinha dá comida pra eles, então? - Ah! A natureza é perfeita, minha filha.

Sabe a clara e a gema?, Elas são envoltas em uma membrana seguidas da casca. A gema é cheinha de minerais e de gorduras e é justamente isso que alimenta o pintinho.

- Então o pintinho come o que tem dentro do ovo? - Mais ou menos isso. A clara do ovo fornece a energia que ele precisa para crescer.

A casca e a membrana, que é como uma pele bem fininha, têm furinhos muito pequenos por onde entra o oxigênio e sai o vapor de água liberado durante o desenvolvimento do bichinho.

-.

- E para nascer, o pintinho bica a casca até ela quebrar, né? Eu vi isso em um desenho na televisão! - disse, animada, a menina. - Exatamente! - Que legal, pai!!

Agora que eu sei esse monte de coisas, posso comer ovos sem me preocupar. Não vou encontrar pintinho dentro. O pai achou graça da cara de satisfação da filha ao dizer isso. Mas Andréia ficou séria, de repente.

O pai percebeu e perguntou à filha o porquê daquela seriedade. A menina disse: - Pai, fiquei pensando. E os ovos comprados no supermercado? Podem ter pintinho?

- Normalmente, os ovos comprados em supermercado não têm pintinhos, pois as galinhas são criadas sem os galos e elas não dependem deles para produzir os ovos.

E como eu já disse, se o ovo não for galado, não terá um pintinho dentro, mas os nutrientes ainda estarão lá. Já em um sítio, onde vivem galos e galinhas, alguns ovos são galados e outros não.

Os galados, quando chocados, dão origem aos pintinhos. - Puxa, pai, agora que sei como isso tudo

funciona,

vou

pedir

que

tu

prepare um ovo para eu comer. Estou com fome. Depois tu podes ler de novo a historinha da Dona Galinha para mim?

O pai acenou que sim com a cabeça, e depois de abraçar a filha, foi preparar o ovo que Andréia havia pedido.

M I F

O primo das CDEFS Por Daiana Campani

Apresentando nossa protagonista:

Esta é a Rafaela, filha da Daiana, autora do texto que você lerá a seguir. Sim, esta história é baseada em fatos reais!!!

- Descobri, mamãe, descobri a resposta do maior enigma do mundo! - Que enigma, filha? Ou melhor, qual deles? São tantos os enigmas da humanidade! - Como assim qual? Ué!

É claro que é “Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?”. - Ah é, Rafa, e quem veio primeiro então? - O ovo! E eu descobri isso por causa das minhas amigas CDEFs! - Mas quem são tuas amigas CDEFs?

- As sete galinhas que a vovó comprou! Ela deixou eu dar um nome pra cada uma! Quer ver só, em ordem alfabética: Chanel, Dama, Doroteia, Ely, (Ely com Y pra ficar mais chique), Ema, Eva e Florinda.

Olha as letras: C, D, E, F. Tu precisa ir lá na vovó conhecer minhas sete amigas.

- E tem galo? - Sim, ele é meio fraquinho, meio magrinho, um galinhozinho. O Koricó, com K no início. Eu que inventei o nome. - E as galinhas são fortes, bonitas? - Desde quando galinha é bonita?

Elas não são muito bonitas, mas eu gosto muito de brincar com elas e de ir lá pegar os ovos. E tu sabe que eu amo comer ovo. - É verdade! Eu também não acho a galinha um bicho muito bonito.

Tem até uma parte muito legal na Carta do Pero Vaz de Caminha, a carta que ele escreveu quando os portugueses chegaram ao Brasil, lá no “descobrimento” em 1500, contando que eles mostraram uma galinha para os índios que aqui moravam, e os índios se assustaram.

Não queriam nem colocar a mão nela, porque não a conheciam e acharam estranho aquele animal.

- Eu acho que também ia ter medo de botar a mão em galinha, mas eu já conheço o bicho desde bem pequenininha.

Acho que eu só iria achar estranho um pouquinho se visse pela primeira vez de verdade os primos delas, os dinossauros.

- Como assim primos? Quem te disso isso? - Minha dinda! Tu sabe que ela é bióloga, é cientista que nem tu! E ela estudou sobre isso! - Ah sim, se ela disse, é confiável!

- E é por isso que eu descobri que quem veio primeiro foi o ovo. Porque eu estava brincando com ela e com minhas sete amigas e ela me contou a resposta.

- Mas o que tem a ver galinha, ovo de galinha, dinossauro e a resposta do enigma? Como assim primo? - Ai, mamãe, como é que tu não sabe se tu é cientista também! - Mas, Rafa, a mamãe é cientista da

linguagem.

Não

pesquiso

biologia. Cada cientista se ocupa de uma área específica.

- Ah sim, é verdade. Mas olha só, a dinda Quéqui me explicou que o ovo veio primeiro porque a galinha é uma ave, e a galinha veio dos… ah… ai, eu aprendi o nome na escola… deixa eu lembrar… ré.. répteis, lembrei, répteis, como a tartaruga, que também põe ovos, e esses répteis vieram de répteis mais antigos, como os dinossauros, que também põem ovos.

- Ah, tu está falando de evolução…

- É, a dinda falou essa palavra mesmo! Palavra estranha né! - Um pouquinho só.

Com o passar dos anos, muitos, muitos anos, muitos mesmo, os seres vivos vão se transformando, dando origem a outras espécies de seres.

- E não para aí, esses bichos, répteis, vieram dos sapos, das rãs, das pererecas… - Os anfíbios! -Isso aí!- Anfíbios são aqueles bichinhos que vivem na terra e na água. Anfi significa duplo e bio, vida.

Daí eles conseguem viver nos dois meios. - Ai, é claro que tu teria que dar uma aula de português!!! - disse a menina revirando os olhos! - Mas e tu sabe de quem eles vieram? Eles vieram dos peixes.

E muitos peixes põem ovos. Resumo: o ovo veio muito, muito antes da galinha!

- Puxa, é verdade! - E mamãe, parece maluquice, mas, se tu for olhar bem pra galinha, coisinhas

ela

até

tem

parecidas

umas

com

o

dinossauro, né. - O tamanho que não é! - Não, o tamanho não. Mas tem algumas coisas que a dinda me falou. - Deixa eu adivinhar: o pé? Aquele pé com três dedos pra frente e um pra trás.

E aquele formato do pescoço também é meio parecido. - Ahã! E alguns até voavam, tinham penas…- Olha só! Mas já pensou se a galinha fosse tão furiosa dinossauros?

quanto

alguns

- Mas ela fica furiosa se a gente for mexer com os filhotinhos dela! Tenta pegar um ovo com pintinho dentro pra ver o que acontece! Que nem com os quero-queros! Lembra como eles gritam! São aves também, né!

Agora eu só tenho mais uma dúvida: será que ovo de dinossauro seria tão gostoso quanto um ovinho de galinha bem quentinho? - Não sei! Mas ainda bem que não sabemos!

pensou

se

existissem

dinossauros hoje em dia? - Quer saber, eu ia achar o máximo! Dar uma voltinha na rua e achar uma pata enorme,

maior

que

eu,

pisando

na

estrada! Por falar em dino, por que eles não

existem

mais?

Essa

dúvida

eu

esqueci de perguntar! - Realmente, tu também não foi criada para ser princesa! O orgulho tomou conta daquela mamãe.

M I F

A dama das galinhas Por Daiana Campani

Esta éa Dam Conh a! eçaa na s próx ima s pág inas!

- Pra mim, é porque ela tem sangue azul. Eu acredito sim, na Dinda Quéqui, que explica o que eu vou contar pela genética, mas eu gosto mais da minha explicação. Do que eu estou falando? Da Dama, ora bolas.

Lembra da Dama, uma das minhas amigas CDEFs? A Dama é a galinha mais elegante de todas. Aposto que você pensou que fosse a Chanel, né, só porque ela tem nome de estilista famosa. Não!

A Chanel é a mais feinha, coitadinha. O nome é só pra compensar.

A Dama não é a mais bonita. A mais bonita é a Eva. Mas a Dama é a mais elegante! Ser elegante e ser bonita são coisas diferentes! Por isso, o nome dela, Dama. Ela é uma verdadeira dama.

Tá certo que é a dama das galinhas, mas mesmo assim é dama. Sim, eu sei que galinha é um bicho esquisito, mas, nem por isso, deixa de ser fina. Dentro do possível.

A Dama é preta, mas de um preto que vai se tornando cinza perto do rabinho. E, no pescoço, ela tem umas penas douradas, uma verdadeira rainha com uma coroa.

E ela levanta aquele pescoço, com um ar de quem se acha a mais maravilhosa de todas as galinhas, e desfila pelos corredores do palá… ops, do galinheiro, de um jeito de dar inveja até às modelos mais famosas.

is que um dia, quando ela colocou seu primeiro ovinho, eu reparei numa coisa muito estranha. O ovo dela não era como

os

que

eu

estou

acostumada a comer. Minha mãe compra no supermercado ovo branco ou vermelho. Faz pouco tempo que a vovó tem as galinhas, e só agora que comecei a comer ovos direto do galinheiro.

E o ovo dela era um pouco azulado. Eu, na hora,

cheguei

a

uma

conclusão: viu só, é porque ela tem “sangue azul”.

Você não sabe o que é sangue azul? Deixa eu contar! Uma vez, eu vi num filme que reis, rainhas, enfim, pessoas chamadas de nobres, tinham sangue azul.

Minha mãe disse que não é verdade, que era só uma forma de falar, uma fala antiga e que nem cabe usar, porque é preconceituosa, que ninguém é mais nobre que ninguém, mas eu fiquei com aquilo na cabeça.

Até achei estranho no início: como é que a Bela Adormecida, quando picava o dedo na roca, não perdia sangue azul? Mas, quando eu vi o ovo da Dama, pensei logo na história da cor do sangue.

- Vovó, vovó, o ovo da Dama é azul! - Eu saí gritando desesperada. - Será que a gema é azul também? E a clara não é mais clara? Será que é gostoso?

Será que meu cocozinho vai ficar azul também quando eu comer esse ovinho bem quentinho? A vovó nem conseguia me responder, porque eu não parava de perguntar. Foi daí que eu disse: - Eu sei, é claro!

O ovo é da Dama! Ela é a dama, a rainha do galinheiro, ela tem sangue azul! Só pode, vovó! Aí veio a Dinda Quéqui e me explicou tintim por tintim o que aconteceu com a Dama.

- Né, Dinda Quéqui, que é porque ela tem sangue azul? Ela é nobre, ela é a Dama do galinheiro!

- Rafa, ela até pode ter um porte de dama, mas ela não tem sangue azul de verdade. Isso é só uma maneira de dizer. O que explica o ovo

azul

dela

não

é

o

sangue

ou

a

alimentação dela. O que explica isso é a genética, ou seja, a raça da Dama.

Como tu tem algumas coisas parecidas com teus pais, avós, bisavós e até comigo, as galinhas também tem coisas parecidas com seus parentes. - Tem certeza que não tem sangue azul?

- Eu perguntei, muito decepcionada. - Tenho. Cor do sangue não tem a ver com cor do ovo. A primeira coisa a se formar no ovo é a gema.

Depois, ele passa por um canalzinho chamado oviduto, por dentro da galinha, até sair. É nesse canal que se forma a casca e a clara.

É por isso que o ovo tem esse formato, porque ele vai passando em forma de espiral - disse a minha dinda mexendo com os dedinhos, imitando o movimento do ovo.

- Ah tá! Por isso que ele não é quadrado!

- Isso! O ovo, nesse canal, recebe sais minerais

e outros nutrientes para proteger a gema. E,

entre essas substâncias, está uma “tinta”

azulada, uma espécie de pigmento. A raça da Dama

tem

um

pigmento

chamado

de

oocianina, azul. Existem galinhas que colocam ovos

brancos,

ovos

vermelhos,

até

ovos

pintadinhos, como a codorna, e também as que

colocam azuis ou esverdeados. Vai depender da raça da galinha. Os da Dama não são azuis bem pintados, como a das galinhas araucanas, do Chile, mas tem um pouquinho desse azul sim.

- Então a Dama tem parentes no Chile, e eles

se misturaram com outras galinhas de outros tipos? - Provavelmente sim!

- Ah, que pena! Eu queria que ela tivesse na verdade era sangue azul. - Rafa, ela não tem sangue, mas tem pigmento azul. Não tem muita diferença, né? - Pra mim, tem!

Eu saí correndo meio triste e fui logo conversar com a Dama. Eu perguntei pra ela, só pra ter certeza mesmo, se ela não tinha sangue azul. Ela bicou a minha mão e disse: - Cococó!

E saiu desfilando com seu ar de superior, de nariz, ops… bico empinado. Óbvio que isso foi um sim! Pode até ter o tal do pigmento, mas que ela tem sangue azul, ah, ela tem.

Nem que seja, como diz minha mãe, só uma maneira de falar.

FIM

Rafaela e

o ovo da Dama

Por que não posso tomar banho de piscina quando chove? Por Luciane Maria Wagner Raupp

NARRADOR: Caio e Marie estavam entediados. Os amigos marcaram um banho de piscina e – adivinha? Choveu. Bem na horinha em que iriam entrar na água. CAIO: - Mãe, por que não podemos entrar na piscina?

MARIE (em tom de deboche): - É por que vamos nos molhar com a chuva, Tia? MÃE: - Não, é porque não pode. Minha avó e minha mãe já diziam que não podia. A piscina puxa os raios, sei lá.

MARIE (indignada): - Como assim: por que a piscina atrai os raios? CAIO (bravo): - Marie, vai ver que até os raios estão com calor.

Até as mães dos raios deixam que eles tomem banho de piscina na chuva, menos a minha. Menos a minha! MARIE (rindo): - E as mães das plantinhas que estão na chuva também DEIXAM. Inclusive A-PROVAM.

Até as laranjas ali no pé estão se

molhando… MÃE (interrompendo Marie): - Quem quer suco de laranja? Querem que eu faça bolo de cenoura?

MARIE (provocativa): - A gente pode tomar o suco na piscina, Tia? Tá, desculpa aí. Mas por que, afinal, a piscina atrai os raios?

CAIO: - Você não sabe, mãe? Você não é professora? MÃE: - Caio, espera só o teu pai chegar em casa… MARIE (INTERROMPENDO): - Ai, Tia, desculpa. Não era para tanto…

MÃE (RINDO): - Não, Marie, não é castigo, imagina. É que o pai do Caio é professor de Física. Ele sabe explicar melhor sobre essas coisas. CAIO: - E o pai já deve estar chegando…

MÃE: - Sim, vão lá na janela da sala olhar. Em minutinhos ele chega. Já levo o suco para vocês.

MARIE: - Olha, Caio, a chuva está parando. O sol!!!! CAIO: - Marie, olha lá: um arco-íris! MARIE: - Nossa, que lindo! Eu queria que tivesse arco-íris sempre no céu! CAIO: - Um céu feliz!

O arco-íris é o sorriso do céu. MARIE: - Acho que não é bem isso, Caio.

CAIO: - De verdade, não é por isso. Céu não é gente para ser feliz ou triste. Os sentimentos estão dentro de nós.

MARIE: - Eu já notei que o arco-íris só aparece assim, na hora em que terminou de chover e começa a ter sol… MÃE: - Trouxe o suco para vocês.

E vi que o arco-íris trouxe mais uma perguntinha para o seu pai, Caio. Olha, ele está chegando… CAIO: - Mãe, o pai também sabe explicar isso? É da tal da Física? MÃE: - Sim, Caio.

Tem a ver com a decomposição da luz do sol. Mas deixe que ele explique a vocês.

MARIE: - Tio! Tio! Por que a piscina atrai raios? E que história é essa de decomposição de luz para formar o arco-íris? PAI: - Oi, Marie! Tudo bem? E aí, filhão! Tudo certo? Quantas perguntas! Que legal.

CAIO: - Pai, a mãe estragou nosso banho de piscina. Não deixou a gente ficar lá porque disse que era perigoso, e a avó dela já não deixava.

Não acho justo só porque em 1900 e antigamente era assim não quer dizer que hoje em dia também é. Precisamos rever os conceitos e mudar essa sociedade matriarcal…

PAI (rindo e interrompendo Caio): - Amor, olha só o nosso orador! Caio, filhão, não é bem assim. Há coisas na natureza que são mais velhas que a sua avó, por incrível que pareça. São da ciência…

MÃE: - Amor, deixe a mamãe fora dessa. MARIE: - Tá, deixem a discussão sobre as sogras para depois.

Essa dúvida está coçando

aqui na minha cabeça. PAI: - A piscina não atrai o raio. O fato é que o raio é uma descarga elétrica. Ele sempre procura o caminho de condução mais curto. CAIO: - Como assim, caminho de condução?

PAI:- Caminho de condução elétrica é por onde o raio passa, ou seja, o caminho que oferecerá

a menor resistência elétrica,

mais fácil para ele passar, como se fosse uma estrada mais fácil de viajar. MARIE: - Toda a água é assim?

- Não. A água da piscina é melhor condutora elétrica que a água que bebemos, que vem pelos canos, pois adicionamos mais cloro nela.

Entenda também que o raio tem que alcançar a terra e, na piscina, temos, além da água, as tubulações enterradas em sua volta, mais o motor ligado à rede elétrica que também é aterrado em vários pontos junto aos postes de energia que vemos nas ruas.

Junte-se a isso o fato de que ficarmos acima do nível da água da piscina… Você já deve ter visto nos prédios aqueles "espetos” nos pontos mais altos que são os para-raios.

Você, com a cabeça acima do nível da piscina, pode ser o pararaios que a descarga elétrica estava esperando.

MARIE (interrompendo): - Tudo isso agrava o risco? Meu Deus! CAIO: - Pai, deixe-me ver se eu entendi: a água com mais cloro é melhor condutora, as tubulações e o motor, a rede elétrica que também é aterrada…

Então, se fosse na praia, tudo bem ficar lá no temporal? PAI (enfático): - Não, Caio! Nunca, meu filho! A praia é um local aberto, plano.

As pessoas, na praia, em pé, tornam-se o melhor para-raios que falei antes. Se você estiver na praia e observar que se aproxima um temporal, o mais seguro é ir embora. A praia continuará lá, esperando por você.

MARIE: - Nossa, tio, não sabia disso. Então, saber de Física pode proteger nossas vidas?

PAI: - Sim, Marie, a ciência não só protege nossas vidas como também as melhora e as prolonga… CAIO: - E o arco-íris, Pai? Por que se forma? MÃE: - Caio, acho que esse é um assunto para depois do jantar.

Está na mesa…. CAIO e MARIE: - Oba!!!!

F

i m

Primos João Pedro e Gabriela, que inspiraram a criação da história de Caio e Marie.

SSSangue frio e pele escamada Por Karin Paola Meyrer

Sssangue frio e pele escamada Nos dias quentes ela saem, Silenciosas a rastejar O que poderão encontrar? Sssangue frio e pele escamada As peçonhentas injetam veneno.

Com dentes ocos e afiados, Atacam suas presas sem avisos antecipados. Sssangue frio e pele escamada As venenosas expelem toxinas Seus dentes não são ocos nem afiados, Mas elas podem matar com um abraço apertado.

Sssangue frio e pele escamada Mas por que as cobras matam? Quando com fome, para se alimentar. Ou para se defender, quando sentem que alguém vai atacar.

Sssangue frio e pele escamada Cuidado onde pisa, ao andar na floresta. Apesar de belas criaturas, elas são perigosas Respeite seu habitat de todas as formas.

O que é? O que é? Por Daniela Roza Martin

Ela é úmida. Ela é suja. Não parece legal, não! Se forma de secreção, Do ar e das impurezas… Microrganismos, bactérias e poluição!

Todo mundo tem! Você, ele e eu também! Parece sem função, mas ninguém vive sem! Embora muito útil, Volta e meia requer remoção, Seja para melhorar a respiração ou para que não apareça, não…

a, s o j a peg e! a i e t e f n e é t is s Ela r e p il e c í f i d s e z e -la, v ê v às o m e, r s a a r h a n P u s a, s do e d s o, e e t s e n m o ot usa c, a ç in p, o te. r n e so r r co a u g á… é s t a o h u o lin e p s ao e r e d E se a Ai, ai!! a r o h sa s e n a m l a o, c h a n t i i s u M va. m o u h n s i o ez m u e g p n m a s Ro e l e u r aq e r r o c s e z a que f

a, g n e l o m u o o! a t s n n a e p D s e r a s… au o c h a n d a m ain a t e d o l o p pe a j e s r, o, c a n a l e e u eq p Seja p u o e d, e n a d r r e G a, v l e r a m a, a c Bran a! t e r p e até os d e d s o e r t en a d u r a.

G b e o m a e c e! a t i Par E.. o. r e p s ão se e m d a o u En es d a h n i l o b! aa o ç ã a n f, o ão Nã h c o n a! c o Parar b à a l á lev e! d o a ã d n a, a c En e l e am m o c Não

DITOS POPULARES? Por Deisi Flesch Pupo

É o dito popular Aparece à noite e vai cobrindo Tudo que está perto do chão Cerração, são as gotículas de água De uma tal condensação Quando surgem os raios de sol Tudo vai sumindo, sumindo, sumindo..

Só sobra o céu azul E o tal calor que é de rachar

As aventuras de Ben pela Era do Gelo Thais Steffen Guimarães

OLÁ! EU SOU O BEN!

Hoje vamos conhecer um pouquinho sobre Ben, um passarinho muito esperto que adorava se meter em aventuras.

Um dia, ao ouvir um grupo de biólogos falando de uma expedição para a Antártida, já tratou de se enfiar em uma das caixas de alimentos que seria enviada para lá. Ben ficou por muito tempo escondido pelas caixas.

Até que um dia, escutaram algo se mexendo por entre as caixas e descobriram que não estavam sozinhos na expedição: Ben seria o novo mascote do grupo!

Inacreditável, Ben tremia de medo de ser jogado em alto mar, mas, graças ao grupo de biólogas que se encantaram com suas penas vermelhas, ele pôde participar da viagem!

Ao chegar ao acampamento onde ficariam instalados, Ben resolveu sobrevoar seu novo habitat. Uau! Quem não ama ver esses animais lindos como sentinelas no gelo? Vestindo uma capa preta?

Andando em uma marcha encantadora? Já sabem quem são? Claro! Os magníficos pinguins! Não era possível: ele estava conhecendo os pinguins!

Os pinguins são aves não voadoras, eles habitam principalmente a Antártida e outras regiões polares. Mas também há outras espécies que vivem nos trópicos de Galápagos.

Ben não resistiu e teve que pousar no gelo, tentando fazer amizade com um pinguim muito serelepe que saltitava pelo gelo.

Isso mesmo, Ben fez amizade com um pinguim chamado Louis e começou a contar como estava encantado ao ver todos aqueles pinguins caminhando em uma marcha.

Mas Louis mostrou para Ben que a vida dos pinguins não é assim tão linda como ela aparenta.

ESTE É O MEU AMIGO LOUIS

- Ben, nossa vida não é assim tão fácil, há muitos acontecimentos tristes também. Já vi muitos pinguins morrerem de fome. Muitas vezes, não há peixes nas regiões onde nadamos e aí não temos o que comer!

Além disso, você já deve ter ouvido falar em aquecimento global, certo? - Sim, Louis, escuto os biólogos falando muito sobre esse tal aquecimento!

- Pois então, o aquecimento global colabora para a redução das geleiras. Isso dificulta muito a sobrevivência dos animais que habitam as regiões polares.

Outro problema é que os humanos derramam óleo das embarcações. Esse óleo contamina e leva muitos animais à morte.

Nossa, Ben estava muito surpreso com tudo isso. Que horror! Não podia ser que aqueles animais fantásticos também estivessem correndo o risco de extinção.

Ben sabia muito bem o que isso significava, pois já havia perdido muitos amigos para aquela tal extinção, como foi o caso da arara azul. - Louis, fico muito triste com tudo isso que tu me contas.

Se eu pudesse, daria um jeito de sair cantando isso para todos os cantos para ver se as pessoas me escutariam. E o que são aqueles casais de pinguins como se estivessem cuidando de ouro?

- Você não sabe o que é, Ben? São os ovinhos, de onde irão nascer os novos filhotes.

Olhando assim, parece realmente muito lindo, mas, em algum momento, o macho e a fêmea terão que se revezar para buscar alimento. É aí que mora o perigo… Adicionar um pouquinho de texto

- Perigo, mas por quê? - Ué, o clima é tão frio, que, se o ovinho não ficar bem quentinho, pode rachar e aí se perde uma nova vida, além de corrermos o risco de não encontrarmos alimento.

- Louis, estou vendo que vocês não têm uma vida tão fácil quanto parece… Por isso, os biólogos querem ficar tão pertinho de vocês! Que bom que vou ter muito tempo para conviver com vocês!

- Claro, Ben, mas agora você precisa ir se esquentar. Nossa pele está protegida para o frio extremo e a tua não! É bom tu te aqueceres

agora

e

voltar

amanhã

para

continuarmos nossa conversa. Tenho muito para te mostrar sobre o nosso mundo fantástico! - Grrr, é verdade, não estou sentindo minhas asinhas, acho melhor eu voltar amanhã! Mas quero te encontrar sem falta!

Tchau, Louis!

Assim Ben retornou até o acampamento com os biólogos para tentar se aquecer novamente e descansar para as aventuras que ainda o aguardavam, Sem dúvidas, ele ainda nos contará aprendizagens fantásticas.

Mas de algo ele já tinha certeza: os pinguins são os guardiões dos oceanos e da terra. Se ocorrem mudanças em suas populações, precisamos prestar mais atenção!

FIM

Mãe, acho que nossa casa está derretendo! Por Karin Paola Meyrer

Céu azul, neve, geleiras por todo lado, frio, muuuuuuito frio e uma imensidão branca que parece não ter fim. Bem-vindos ao meu lar, a Groenlândia. Onde eu vivo é frio o ano todo, o tempo todo.

Eu moro aqui desde que nasci, e você pode estar se perguntando se o frio não me incomoda. Já vou logo dizendo que não! Para mim, não há nada mais aconchegante do que o frio!

Desde pequeno, eu sou coberto por uma grossa camada de pelos brancos que serve como um casaco bem quentinho. Além disso, também tenho muita gordura corporal, o que ajuda a me manter aquecido.

Apesar dos pelos brancos, minha pele é preta, fazendo com que eu absorva toda a luz do sol. Sendo assim, estou sempre protegido do frio e da neve.

Quando pequeno, minha mãe me levava para nadar. A água é muito gelada na Groelândia, e eu achava que não conseguiria aguentar nadar por tanto tempo, mas minha mãe sempre me dizia: “Vamos, Póli! Você consegue!

Nossos corpos são fortes e podemos nadar por looooongas distâncias, confie em mim!”. Sempre acreditei na minha mãe, mas achava que nunca seria um urso polar tão grande e forte quanto ela.

O tempo passou, eu cresci e agora sou ainda maior que minha mãe: eu tenho quase 3 metros de altura quando fico de pé em duas patas!

Minha infância foi muito especial. Passei meus dias brincando nas gigantes plataformas permanentes de gelo com meus irmãos e nadando para encontrar comida.

Sempre tivemos muito espaço aqui na Groelândia e, como eu disse antes, aqui é sempre muito frio, o que nos fez estranhar o aumento das temperaturas no verão de 2019 e 2020.

Nunca sentimos tanto calor em nossas vidas! Desde 1980, a temperatura na Groelândia subiu 3oC, o que pode não parecer muito, mas como vivemos rodeados de gelo, qualquer grau mais alto já coloca nossa casa em perigo.

O local onde vivemos pode derreter no futuro, deixando-nos sem ter para onde ir.

Aqui na Groelândia, temos uma última plataforma permanente de gelo, que parece a junção de muitos campos de futebol. A. Ao invés de serem feitos de grama, eles são feitos de gelo.

Chamamos essa plataforma de 79N, e ela é o lugar ideal para caminharmos e brincarmos livremente, pois ela é firme e sólida, o que nos dá segurança.

O grande problema é que,, como as temperaturas na Groelândia estão subindo, grandes pedaços de gelo da 79N estãoão se soltando, deixando nossa plataforma cada vez menor e mais perigosa.

O nosso campinho mais seguro, a 79N, acabou de perdeu um pedaço enorme de gelo, com cerca de 100 quilômetros quadrados. Isso é muito gelo!!

Esse pedaço que se desprendeu e saiu flutuando pelo oceano, nós chamamos de Geleira Spalte.

Nosso espaço seguro está diminuindo. A Geleira Spalte agora está solta por aí, e até a temperatura da água do oceano está mais quente.

Tudo isso está acontecendo em função de um fenômeno chamado aquecimento global, que está afetando não só a minha casa, mas a casa de todos nós, a Terra.

Com o planeta ficando mais quente, todos sofremos as consequências, ursos polares e humanos, além de todos os outros animais que precisam do frio para sobreviver.

Já imaginou o que eu vou fazer com toda essa camada de pelos e gordura no calor? Vish, não quero nem pensar! Eu e minha família conversamos muito sobre isso e estamos com medo de perder a nossa casa.

Minha mãe diz que o aquecimento global é resultado do que os seres humanos estão fazendo: desmatando as florestas, construindo indústrias e poluindo o nosso lindo planeta azul.

Com o nosso campinho seguro, o 7N9, perdendo cada vez mais pedaços de gelo, percebemos que estamos sofrendo as consequências do aquecimento do nosso lar. Nossa imensidão gelada está ameaçada…

ESPERO QUE, NO FUTURO, EU POSSA CONTINUAR CONTANDO A MINHA HISTÓRIA E QUE ELA TENHA UM FINAL FELIZ, DIZENDO QUE O MUNDO GELADO DA GROELÂNDIA PERMANECE TÃO FRIO QUANTO OS PICOLÉS QUE VOCÊ COME NO VERÃO E QUE NEM OS URSOS POLARES, NEM AS CRIANÇAS PERDERÃO A GARANTIA DE UM FUTURO SEGURO E FELIZ.

MUITO FELIZ!

Feito chuva passageira Por Daniela Roza Martin

Estava tudo pronto! A mochila pesava, trazendo uma troca de roupa, sanduíches e frutas da estação. Numa sacola plástica, carregava também a bola para aquela partidinha de futebol com os amigos no fim do dia.

– Bah! Vai ser irado! Pensava enquanto me aprontava. Sim! Foram meses de espera por aquele piquenique com a turma da escola. A professora Lorena estava ainda mais contente.

Com um sorriso largo no rosto, anunciava: – Preparem-se! Estamos fugindo da cidade ao encontro da natureza.

Lá não tem prédios, carros, lojas, fábricas e nem mesmo wi-fi, mas existe algo mais, que só quem vai, descobre.

A professora Lorena era uma figura. Desde quando ficar sem internet podia ser assim tão interessante? Sara, Beto e Diego não pareciam muito felizes com aquela história. – Um dia sem internet?! Aff!

Isso não pode dar certo! Reclamou Diego. – Calma, Diego! Vocês irão me agradecer depois! Respondeu a professora. Bem, eu preferia acreditar na sora Lorena. Ela jamais decepcionava!

A verdade é que eu estava muito ansioso! Ficava contando os minutos para descer daquele ônibus. Era meu primeiro passeio sem meus pais e para um lugar que eles nem sequer conheciam.

os m e n o t asfal o s i a dos e ia m d v r e o v ã n nte, Via o e p. e e r d e o n e u a D r q g a r e i d e cida à po a o d i e s m o que m o e prédi, o o ã d h n i de c surg a s d o a d r a t fim, s n m e E a gra n. o pert ntava a v s e l o m s a ônibu estáv e u q va rnas, e p anuncia s a ticar s! e s o e m s a cheg ônibu o d r e Ao desc lia. a: ú s J e r u p o r u m Excla arecia!

P o aquela s! s í o a g r e l a ue p r o fô a r i t e mpo d a – Uau! Q c o m m s u e era m Tinha r! a o g d u u l t, um O ha m n a i t v a t s s a a da, m los p a a n v a r c e t o de e g a l s não a m c u a letas, nde v o o b r o o h b n i e os se es s r verd n o l a f g s a lind s e o m t o a c p que m i e d m i n s jard o s A s. talina verde s i o r t i c u sal m s a c s a m m água u, muito s por o e d, i b m e a c v re a, os n o e g banha o m l o s R ona fomo D, s e o ô m d a cheg eu Do S, o c i t impá muito s gar. u l o d s dono

– Se jam Está todo vam s m os a você uito nsio s! Ex bem sos c -vind l a pela mou Já n os! s c a e h u e c g hega Dodô um ada d. almo de a fom ç curti o m os r a um eceb arav idos ilhos a la belo o.

Q sanh com m a cr uem ouss sobr e mos e não eme a d sa?! com Hmm e choc Em s um m o e l! g a Uma uida A pr te, inic imei d de elícia r a i a mos dela para! s a foi u s ati conh m vida cava ecer t o u des. lo e r pel o s a faz tirar anim dive enda leite rti m ais, uito! das anda um vaca Nunc r a cava s. a lo n Sim, uma tinha a vi vaca me m d o a ntad?!

Q. Im ue d o em a gina oido orde! nhar

SEU DODÔ E DONA ROMENA

aALMOCINHO COM AS BEST @JJUJU @SARA

Mas fazia um calor danado, daqueles de pingar suor. Do nada, o vento começou a soprar forte e a varrer as folhas secas do gramado, penteando também as árvores com sua dança.

Os pássaros davam um recado, voando descontrolados pelo céu. Notei que professora Lorena estava começando a ficar preocupada: – Que saco! Não acredito que a previsão do tempo falhou outra vez! Reclamou.

– Era só o que faltava! Com chuva e sem internet! Agora, sim, seria o passeio mais chato da história! Pontuou Sara. O sol começava a se esconder por detrás de nuvens escuras e robustas. Raios cortavam o céu.

Não dava para acreditar! Mal a gente tinha chegado e já ia chover?! Como assim??? O que faríamos?

Profe Lorena parecia muito decepcionada. Que graça teria fazer um piquenique se não perto da natureza? Vendo que não teriam outra escolha, resolveu questionar: – O que você acha, seu Dodô? Vamos ter que voltar?

Seu Dodô, que não parecia estar nem um pouco preocupado, respondeu: – Fiquem tranquilos! É apenas uma chuva de molhar bobo. – Vai passar logo! Dizia Dona Romena, rindo das nossas caras de apavorados.

Como eles estavam assim tão tranquilos? Perguntava-me. Foi aí que Seu Dodô olhou para o céu mais uma vez e disse: – Prontos para conhecer o meu refúgio?!

– Prontos para conhecer o meu refúgio?! – Refúgio?! Que refúgio? Perguntou a profe. – O Galpão Mágico! Disse Dodô. – Galpão mágico?! Exclamei. É! acho que estava começando a ficar interessante. – 1, 2, 3…

Corram! Gritou Seu Dodô. Todos correram depressa em busca de abrigo. Assim que chegamos ao local, a chuva começou a cair e dar aquele banho na mata. – Ufa!!! Bem na hora! Comentei.

Seu Dodô sabia mesmo das coisas! A chuva começou a cair, forte e contínua, e todos estavam sãos e salvos. Quanto ao galpão, aparentemente, não tinha nada de mágico. Era um lugar grande e escuro.

Parecia até um local abandonado. – Que sem graça! O que tem de mais nisso?! Reclamou Beto. – Chiu! Olha o respeito!- Profe Lorena sinalizou.

Foi então que seu Dodô abriu as cortinas de um janelão com vista para um belo gramado. Pediu para que todos olhassem para fora. De repente, começou a nos fazer perguntas: – O que é a chuva?

Afinal, existe mesmo chuva passageira? Por que ela acontece?

Júlia, a coleguinha que tudo sabe, então respondeu: – A chuva é um fenômeno conhecido como precipitação. – Uau! Lembrou de nossa aula! Excelente, Júlia! - Elogiou profe Lorena.

– É, mas do jeito que está lá fora, acho que essa chuva só vai passar quando estivermos de volta à escola! - Retrucou Diego, o mais mal-humorado da turma. Todos riram. – É aí que você se engana, rapazinho!

Respondeu Seu Dodô. E continuou: – Existem basicamente três tipos de chuvas: chuvas orográficas, chuvas ciclônicas e as chuvas convectivas. – Como é que é? Questionou Beto. – Isso mesmo!

As chuvas orográficas são aquelas que acontecem por causa da condensação da umidade. São normalmente de pequena intensidade e longa duração.

As chuvas ciclônicas ou frontais são aquelas que acontecem quando o frio e o calor se encontram. Também são contínuas, mansas e atingem grandes áreas.

Do nada, Seu Dodô passou a surpreender a todos com suas explicações. – Pera só um pouco! Deixa-me entender! Como é que o senhor sabe tanto assim? Por que deveríamos acreditar nisso tudo?

Indagou Beto, desacreditado nas explicações de Seu Dodô. – Pessoal, além de fazendeiro, Seu Dodô é meteorologista. - Sussurrou Dona Romena. - Meteorologista aposentado, na verdade! Acrescentou, Seu Dodô.

– O que é um me-te-ro… essa coisa aí? Indagou Sara. – Meteorologista, Sara! É aquele profissional que estuda os fenômenos da atmosfera. Adicionou professora Lorena. Em seguida, Seu Dodô retomou a explicação:

– Já as chuvas convectivas são tipo essa que está vocês estão vendo agora. – Chuvas o quê? Indaguei, curioso. – Isso mesmo que vocês ouviram! Chuvas convec-ti-vas! Formadas por nuvens convectivas.

São aquelas chuvas que acontecem por causa do aquecimento natural da atmosfera. Ou seja, o clima está tão quente e úmido que o calor sobe e se condensa, produzindo nuvens e raios que logo

vão

embora.

Exatamente

como

está

entrou

na

acontecendo hoje. Em

seguida,

profe

Lorena

explicação: – Olhem, turma! Que interessante! Lá longe parece que já tem sol e não chove mais! Estão vendo?! – Verdade! - Respondeu meu colega Antônio. – Isso

acontece

porque,

apesar

da

alta

intensidade, as chuvas convectivas, não duram muito e podem acontecer em pequenas áreas, tipo bem em cima de nossa fazenda.

sse i D o! d n a ass p stá e á io! j e s e qu pas e c o re a ar P u! n i ont ejam c V e, t. a – r n a pa en lme m r e o a v i cr i d aR n a n I e a V o. r a D i! ru rg ba. u a O a s a n – a no par arti u a i s v M g u lta ur mo o s o a v m h s l i la sol o-ír e, o t c Exc r o n a pe a, o l e v r e a te b n m l De e m a ac alm té u e r o A t. en ra ele a.. e v u a q o v dô ss na e o c D, e va de eu s S o s chu ad eio do m h i c o n a. e alpã des céu G s e O nt os e. t m.. ir, n a a r É o t s c n E vai s! o e o ic iqu aíam n s e mág iqu o, o. t p v n o n so na. me e s e o d o r m N Lo as! ç a a r n h vil era sso a p r e f s a e ro m p e a u rav – Q o m e m o!- C m i s

Minutos depois, estávamos todos voltando às atividades da fazenda. Além do piquenique, teve pescaria, cabo de guerra e aquela partidinha de futebol no fim de tarde.

Assim vimos que, além de um maravilhoso frescor, a chuva trouxe uma pausa necessária para que aprendêssemos um pouco mais sobre os mistérios da natureza, algo que só quem de fato se aproxima dela é capaz de ver e viver.

– Obrigada por todos os ensinamentos, seu Dodô!

-

Agradeceu a professora. Assim, voltamos todos para casa. O cansaço embalado pelo ônibus revelava o quanto o dia fora longo, mas produtivo. Por mais dias assim, abençoados com uma refrescante chuva de verão.

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Vovô sabe (quase) tudo Por Tamires Puhl Pereira

Estávamos eu, o Carlos e o Joca deitados na grama, de barriga para cima, olhando para o céu. Na verdade, o Joca não estava de barriga para cima; era mais como se estivesse de lado, bem preguiçoso e relaxado.

Era um dia bonito de verão, mas não estava tão calor, o que é bom. Eu não gosto de dias quentes demais.

O gramado era muito verde, e o campo era grande e bonito, com árvores ao fundo e bem distante das casas do bairro onde nós três morávamos. Para chegar, eu e o Pedro íamos de bicicleta.

Só o Joca conseguia fazer o caminho todo correndo, porque ele tem muito fôlego, é quase um atleta. Eu estava prestando atenção no canto de um passarinho que passava por ali.

: Aquela nuvem parece um algodão doce gigante: disse ele. Não o passarinho. Nem o Joca. Era o Pedro falando, com o dedo apontado lá para cima.

Eu achei aquela nuvem mais parecida com um sorvete, mas não quis contrariar meu amigo.: Já aquela outra parece com a vovó. Sabe, por causa do cabelo branco e bem cheinho: eu disse ao Pedro.

Eu e ele tínhamos a mesma avó porque éramos primos. Acho que o Joca também tinha primos, mas não sei se ele os conhecia. O passarinho também deve ter, eu acho.: Sabe o que seria legal?

Correr por cima das nuvens, pulando de uma para outra: disse o Pedro.: Eu acho que isso não seria possível, porque as nuvens são muito macias.

Com certeza, com o nosso peso, faríamos um buraco nelas e cairíamos no chão: eu retruquei.

: As nuvens não são macias, são feitas de vento. Você não sabia disso, Carlos?: perguntou o Pedro para o Carlos, que sou eu.: Como assim feitas de vento? O vento não tem cor, e as nuvens são brancas.

Às vezes são cinza, mas só quando está nublado ou vai chover. Mas quase sempre elas são brancas, e o vento não é branco. Nem cinza ou qualquer outra cor: falei eu, com ar de sabichão.

: Mas se elas não são feitas de vento, são feitas de quê?: rebateu o Pedro. Eu pensei um pouco e disse algo que eu não gostava de dizer, mas que dizia o tempo todo:: Não sei!

Ficamos os dois em silêncio por um momento. E o Joca também. Mas ele não conta. Minha cara de sabichão tinha ido por água abaixo.

Mas não por muito tempo, porque achei genial a ideia que tive em seguida:: Vamos visitar o vovô. Ele sabe quase tudo.

E quando não sabe, vai até aquela prateleira e encontra o que precisa naqueles livros velhos que ele tem. A ideia foi aceita plenamente por meus companheiros naquele finalzinho de tarde.

Subimos nas bicicletas e saímos pedalando o mais rápido que podíamos. Mesmo assim, o Joca não ficou para trás: corria quase na mesma velocidade que a gente.

Demoramos uns trinta minutos para chegar à casa do vovô e da vovó. Os dois estavam sentados na varanda, com aqueles olhares agradáveis e simpáticos que tinham.

Quando vi a vovó, logo me lembrei daquela nuvem que era parecida com ela. Olhei para o céu, mas a nuvem já tinha mudado de formato. Agora, lembrava um gato soltando pipa.!

: Vovô, viemos aqui por conta de um assunto urgente: precisamos saber do que são feitas as nuvens. Elas não são feitas de vento, certo?: perguntei afobado e ofegante de tanto pedalar.

O Joca, por incrível que pareça, não parecia cansado, mas continuava sem

demonstrar

interesse

por

nossa

investigação.: Você tem razão! Este é um assunto urgentíssimo. Afinal, aprender é uma das coisas mais importantes dessa vida: disse nossa

avó,

sorrindo

com

um

olhar

de

cumplicidade para nós.: A avó de vocês está certa. Precisamos descobrir agora mesmo do que são feitas as nuvens.

Fiquem aqui um segundo, que eu já volto: falou o vovô levantando-se da cadeira para entrar em casa e voltar com um livrão de capa verde, bem gasta, em que estava escrito "Ciências Naturais".

Ele sentou-se novamente na cadeira, e nós ficamos em pé, um em cada ombro, observando o dedo dele deslizar pelo índice.

: Aqui está! Página 42: “Nuvens são qualquer massa visível de gotículas de água, cristais de gelo ou uma mistura de ambos. Ficam suspensas no ar, geralmente a uma altura considerável.

São formadas quando o ar relativamente úmido sobe para o céu. Como o ar é quen…"

: Para por aí, pois não entendi nada! Eu não tive coragem de atrapalhar a leitura do vovô, mas o Pedro tinha razão:

aquele

livro

não

estava

ajudando.: Você está certo, Pedrinho. Esse livro não é o mais indicado para vocês. Essa é uma lição importante: livros são ótimos para nos ensinar as coisas, mas temos que

cuidar

para

escolhê-los

conforme nossa idade. Vocês são pequenos

demais

para

entender

esse aqui, mas, daqui a alguns anos, poderão explorá-lo de cabo a rabo: disse o vovô.

: Então quer dizer que vamos ter de esperar alguns anos para descobrir o que são as nuvens? Puxa vida, não sei se vou aguentar.

Acho que não consigo viver mais um dia sequer sem aprender isso: reclamou o Pedro, de uma forma tão exagerada que fez meus avós caírem na gargalhada.: Estou vendo que essa é uma missão para a vovó.

Vou explicar para vocês do jeitinho que minha mãe, a bisa de vocês, explicou quando eu tinha a sua idade.: Yes!: comemorou o Pedro.: Yes!: eu repeti, meio sem jeito pela minha falta de originalidade.

Começou a vovó:

: As nuvens nada mais são do que gotinhas de água ou cristais de gelo bem pequenininhos que ficam no ar. Elas são feitas da água que está aqui embaixo.

Quando sua mãe coloca a roupa para secar no varal, por exemplo, a água que estava na roupa evapora e sobe, igual a fumaça da chaleira no fogão, só que de um jeito tão devagar e tão aos poucos que não conseguimos ver.

O mesmo vale para as poças de água no chão, as águas dos rios, a transpiração das plantinhas e tudo mais.

Sempre que a água aqui debaixo esquenta bastante, ela sobe para o céu em forma de gotículas e se transformam nessas nuvens bonitas que vemos lá em cima.

: Isso é incrível, vovó! É como se as nuvens fossem viajantes, que estão sempre subindo. Mas o que acontece com essas gotinhas que ficam lá no céu?: perguntou o Pedro.

: Ora, elas voltam para cá depois de um tempo. A água que você vê quando chove é a mesma que subiu do chão até o céu. Ou seja: as nuvens são as responsáveis pela chuva.

E pela garoa, e pelo chuvisco, e pelo granizo. E até pela neve. Tudo isso vem das nuvens quando elas acumulam muito gelo, ficam pesadas e começam a cair.

Durante essa queda, o gelo se derrete e se transforma em gotas. Quando a vovó terminou de falar, o Pedro e eu nos olhamos com cara de satisfação e alívio. Finalmente havíamos descoberto o mistério das nuvens.

Elas não eram algodão doce, não eram um gato soltando pipa, nem eram um amontoado de vento: elas eram feitas de água!

Nós abraçamos o vovô e a vovó e agradecemos pela ajuda. Nesse momento, o Pedro disse:: Vovó, se a bisa foi quem ensinou isso à senhora, ela devia ser um gênio. Qual era a profissão dela?

: A bisa era professora, Pedrinho. Professora de Ciências. Ela até escreveu alguns livros.

Esse que o vovô estava lendo para vocês é um deles: disse a vovó, arrancando um olhar de extrema surpresa de mim e do Pedrinho. O Joca, mais uma vez, nem prestou atenção.

: Sabem, meninos, esse assunto fez eu me lembrar de uma coisa que minha mãe me ensinou. É uma receita que vocês conhecem e adoram: bolinho de chuva!: disse a vovó!

: Yes!: eu gritei de alegria, dessa vez, antes do Pedro.: Yes!: o Pedro também gritou, sem ligar por ser o segundo a se manifestar.: Uau!: latiu o Joca, mostrando interesse pela primeira vez.

Acho que eu não tinha dito a vocês que o Joca era um cachorro, né? Pois bem, é isso que ele é: o meu cachorro, que não liga muito para as nuvens, mas que adora bolinhos de chuva e correr atrás de bicicletas em tardes ensolaradas de verão.

FIM

A grande e incrível confusão Por Deisi Flesch Pupo

Era uma noite fria de 9 de novembro do ano de 1989, quando aconteceu um rebuliço em minha casa. Meu pai e minha mãe começaram a se abraçar e a chorar.

Eu não estava entendendo nadicas de nada do que estava acontecendo. Tentei perguntar o que houve, mas eles não estavam prestando atenção em mim.

Tudo que eu ouvia era muro para cá, muro para lá, vamos até o muro… uma confusão que só! De repente, pegamos nossas bicicletas e fomos até o bendito muro. Foi aí que eu entendi:

era do Muro de Berlim que eles

estavam falando. Se você não sabe, esse muro era muito maior do que qualquer muro que qualquer vizinho teria construído. Ele era

super

alto

e

muuuuuuuito,

mas

muuuuuito comprido. Ia de uma ponta da cidade até a outra e as casas que estavam pelo meio do caminho eram cortadas ao meio por ele ou tinham suas janelas tapadas com tijolos.

A gente, que é criança, não podia chegar muito perto, que os soldados já nos mandavam sair dali.

As pessoas diziam que era um muro muito perigoso e que todos que tentavam atravessá-lo, sumiam de repente e ninguém mais os via. Mas, voltando ao assunto, era uma noite diferente.

Eu nunca tinha visto tanta gente junta assim. Tentei perguntar de novo o que é que estava acontecendo. Então, meus pais falaram: - Filho, agora estamos livres.

Continuei achando essa história muito esquisita na época e, antes de conseguir perguntar de novo o que aquilo queria dizer, as pessoas começaram a subir no muro.

Elas tinham pás, martelos e pedaços de ferro em suas mãos. Lembro que comecei a ficar com medo e de ter me agarrado às pernas da minha mãe, apesar de ela não estar dando muita bola para mim.

Foi aí que começaram os sons de batidas de martelos, pás e pedaços de ferro contra o concreto. Quando vi, um pedaço do muro havia caído. As pessoas começaram a festejar. Eu achava tudo tão bobo naquela noite.

Era só um muro, grande e misterioso, mas era só um muro. Depois de um tempo, os homens, as mulheres e até as crianças começaram a atravessar aquele buraco. Eu só lembro de gritar: - NÃO! NÃO VÃO!

VOCÊS VÃO MORRER! Mas elas não me escutavam! Elas pareciam felizes de poder passar por aquele buraco.

Nem consegui me perguntar direito o porquê dessa felicidade toda, pois quando vi, meus pais e eu também estávamos atravessando.

Na hora, achei que eu ia morrer. Porém, aconteceu algo que eu não imaginava: havia pessoas do outro lado do muro! Elas estavam abraçando e recebendo todos aqueles que tinham passado pelo buraco.

Se toda aquela confusão e rebuliço haviam sido

muito

esquisitos,

esquisitíssimo.

Na

isso,

escola,

sim,

era

sempre

nos

disseram que não havia nada depois do muro. Todos os mapas que a gente via mostravam que do outro lado do muro era branco! O mais incrível ainda foi ver meu pai abraçando

uma

outra

pessoa.

Ele

nunca

abraçava ninguém além da minha mãe e de mim. Depois do abraço, ele virou para mim e disse: - Filho, eu quero que você conheça o seu tio Klaus.

Acho que ainda estava com o queixo caído quando respondi: - Oi, tio Klaus. - Ah! Finalmente posso conhecer o pequeno Heinrich Meine. Foi o que meu tio disse enquanto me abraçava bem forte.

Ele nunca viera nos visitar, por isso fui pego de surpresa com essa novidade. Logo depois, ele me ofereceu uma Coca-Cola. Era a primeira vez que tinha tomado aquela bebida na vida.

Hoje, quase um ano depois de tudo isso, estou sentado no quintal de casa, bebendo outra Coca, e escutando a música “Wind of change”(se você não sabe, traduz-se “vento de mudança”).

Meu tio não escreveu essa música para lembrarmos daquela noite em especial, mas toda vez que eu a escuto eu fico feliz de pensar que a vida dos meus pais e a minha mudaram depois de tudo aquilo.

Espero que em 2019, 2020 e outros anos mais as pessoas ainda possam comemorar a queda daquele muro.

FIM

Descobertas de si e dos outros

Por que o Vovô está diferente? Por Mikaela Martins

Você notou que o vovô está um pouco diferente? Às vezes, ele fala algumas coisas que não dá para entender. Outras, ele pede para ver pessoas que estão lá no céu.

Ou ele pede para voltar para lugares que você ainda não conheceu e o chama por outro nome.

Mas, algumas vezes, ele está daquele jeitinho de sempre, oferecendo balas e perguntando se você quer ouvir uma história muito antiga.

No início, parecia que o vovô estava distraído e confundindo as coisas, mas agora ele está, sim, um pouco diferente.

Não é culpa do vovô! Na verdade, a cabeça dele só está um pouco cansada e vou explicar porquê. Dentro da nossa cabeça, fica o cérebro.

Acho que você já ouviu falar dele: nós precisamos do cérebro para falar, brincar, aprender, ouvir, comer rapadura e jogar a bolinha do cachorro.

O cérebro fica conosco durante toda a vida, ajudando a fazer essas atividades. Quando ficamos bem velhinhos, com os cabelos brancos e usando dentadura, o nosso cérebro também fica velhinho.

E ele pode ficar um pouco cansado. Eu também cansaria! Imagina só: guardar informações na cabeça de alguém durante toda a vida?

Por isso, quando o nosso cérebro fica mais cansado, ele começa a esquecer

algumas

coisas

ou

confundir outras. Quem nunca fez uma confusão e achou que o bolo formigueiro tivesse formigas dentro? Ou quem nunca confundiu a amiga que se chamava Pati com a que se chamava Tati? Às vezes acontece.

O cérebro do vovô ficou um pouco cansado com o passar do tempo. Por isso, ele confunde quem já foi para o céu e quem ainda está aqui, troca os dias da semana e esquece onde fica a casa.

Além disso, existem algumas coisas que nós podemos fazer para ajudar o cérebro a não cansar quando formos velhinhos igual o vovô.

Quando ouvimos a mãe nos pedindo para sair do vídeo game e ir brincar na rua, precisamos obedecer. Quanto mais a gente mexer o corpo, mais o cérebro fica feliz.

Comer aquele legume com gosto estranho também deixa nosso cérebro feliz, mesmo que a barriga peça pela batata frita.

Por isso, é importante comer direitinho e se mexer desde quando a gente é bem pequeno, para o nosso cérebro ficar bem feliz e não cansar depois.

Pode comer a batata frita, tomar sorvete e agarrar aquele algodão doce bonito e docinho! Mas precisa comer a salada também. Pode jogar vídeo game, assistir TV e olhar o tablet.

Mas precisa dançar, correr e pular para fazer o sangue circular até a nossa cabeça.

Eu sei que o vovô está um pouco diferente, mas não é culpa dele! Lembre-se de que o coração, aquele que fica no peito, ah, esse não esquece!

Mesmo que o vovô fique diferente, ele ainda tem muito amor por toda a família, e esse amor vai durar para sempre.

F

i M

As cores do mundo Por Fábio Severo

Esta é a história de como eu descobri que via o mundo de um jeito diferente. Tudo começou na escola, quando estávamos brincando de elefante colorido. A professora falou: - Elefantinho colorido… verde!

- E o caos se instaurou! Todas as crianças saíram correndo para tocar em algo verde, e eu também. Vi que meu colega mais próximo pegou seu estojo e eu, olhando para minha mochila, a peguei também.

Para minha surpresa, fui motivo de risadas dos meus colegas.

- O Augusto não sabe o que é verde!! – exclamou uma menina, arrancando risos de todos.

Fiquei muito confuso, e tentei me defender argumentando que minha mochila era tão verde quanto o estojo do Filipe, mas isso só piorou minha situação.

A professora interveio, falando que era para a turma parar de rir, pois viu que eu estava prestes a chorar, e encerrou a brincadeira.

Ao chegar em casa, me senti muito triste por ter sido motivo de piadas e não entendi como eu não saberia as cores, afinal, eu tinha visto os DVDs da Xuxa e ela ensinava as cores, eu lembrava da música!…

Será que a Xuxa mentiu para mim? Talvez meus olhos estivessem com falta de cor…

Pensei em uma solução! Lembrei que meu irmão tinha um álbum de figurinhas 3D que vinha com um óculos para enxergar melhor. Aqueles óculos coloridos poderiam ser o que

me

ajudaria

a

não

passar

mais

vergonha. No outro dia, na aula de Artes, a professora

pediu

que

fizéssemos

um

desenho que tivesse todas as cores do arcoíris. Aquela era a chance que eu vinha esperando… Abri minha mochila e peguei meus óculos para ver as cores.

A professora, ao me ver pintando com óculos 3D, foi até minha mesa e pediu para que eu explicasse o motivo pelo qual eu estava usando aquilo.

Eu disse que era para enxergar as cores melhor, porque meus olhos estavam precisando de ajuda. Ela riu e pediu para que eu ficasse para conversar com ela no fim da aula.

Fiquei preocupado e pensando se estaria em apuros

Quando a aula acabou, ela me mostrou meu desenho e pediu para que eu lhe dissesse quais cores eu usei em meu desenho.

Depois que eu falei, ela me olhou atentamente e disse: - Acho que você vê o mundo diferente dos outros. Vou chamar a professora de Ciências, espere aqui.

As professoras me pediram para identificar as

cores

em

um

desenho

e,

então,

a

professora de Ciências me disse que eu tinha algo chamado Daltonismo. Ela me explicou que eu era uma pessoa rara, pois isso acontecia com poucas pessoas no mundo e quase somente em meninos.

Era algo que eu tinha desde que nasci. Eu sempre veria o mundo com minhas próprias cores.

Ela me falou de animais que também enxergam em cores diferentes: alguns em preto e branco, outros enxergam muito mais cores que os humanos. Isso não era um problema, eu só era diferente.

Desde então, eu aprendi que o meu mundo é colorido do meu jeito e que o meu elefante talvez não seja o seu verde, mas sim o meu.

Fui enganado! Gabriela Krause dos Santos

Eram 17h30min de uma terça-feira, e eu estava indo até a escola do meu filho, Pedro, para buscá-lo.

Quando cheguei, ele já estava na frente da escola com sua mochila e lancheira, mas logo já notei que estava diferente: algo tinha acontecido. Então, quando entramos no carro, perguntei: - Está tudo bem, filho?

Como foi a aula? - Tudo bem, mãe, a aula foi boa, mas fiquei triste. -Ué, triste por que filho? O que aconteceu? Brigou com alguém?

̶ Não, mãe, não teve briga. É que o Mateus me mostrou a foto da zumbi iraniana. O irmão dele tinha mostrado para ele, e ele me mostrou.

Quando entrei para a aula, eu fui falar para a professora que os zumbis existiam e que tinha um lá naquele país chamado Irã. - Você sabe que isso não é real, não é, meu amor? Zumbis não existem, só em filmes.

- Pois é, mãe, eu achava, mas a foto era muito real. - E então o que a Profe falou quando você contou isso?

- Ela perguntou onde eu havia ouvido isso. Aí falei que o Mateus me disse, e que ele tinha até fotos da Zumbi. Aí a Profe disse: “ Vocês não podem acreditar em tudo que vocês veem na internet!

Vou mostrar algo para vocês logo depois do recreio”. ̶ E aí, o que aconteceu depois do recreio? - A Profe levou a gente para o laboratório de informática e mostrou para nós que a Zumbie não era real.

Era só uma menina que gostava de fazer maquiagens diferentes. Ela falou também que era para a gente não contar as coisas sem pesquisar melhor antes, porque às vezes as coisas que ouvimos não são verdadeiras.

E, nesse caso, era algo bobo, mas às vezes pode ser algo bem sério.

̶ É verdade, filho, a Profe está totalmente certa, temos que cuidar das informações que passamos adiante. Podemos causar muitos problemas para outras pessoas com isso.

Tem muita gente que acredita e que não consegue checar essas informações como a gente. Chegando em casa, meu filho ainda estava muito quietinho e tristonho.

Então, fiz um lanchinho, sentamos juntos no sofá e perguntei: - Mas foi só isso que aconteceu hoje? - Foi sim, mãe! - E por que você está assim? - Mãe, eu fui enganado, imagina só!

O Mateus passou uma notícia falsa e eu acreditei, porque era o Mateus, olha isso! E eu ainda fui repassei a notícia para outra pessoa.

Imagina só se não fosse a Profe me dizer que isso não era verdade e mostrar a foto real da menina zumbi sem maquiagem? Quantas pessoas eu não iria enganar também?

- Mas, filho, não precisa se culpar tanto. É só lembrar que, na próxima, você pode perguntar para mim, ou para a Profe se a notícia é verdadeira mesmo.

E se você estiver muito curioso, eu ajudo a procurar na internet. A gente olha a informação em vários sites para ter certeza de que é verdadeira. Está certo? - Hmmm…

Está certo, mãe, da próxima vez eu vou cuidar mais, e sempre perguntar para a Profe ou para você! - Isso mesmo, meu amor! Agora vamos assistir a um desenho e comer nosso lanchinho!

Então, depois disso, a cada nova descoberta, nova informação, Pedro sempre vinha, muito curioso, para pesquisarmos na internet, ou até me trazendo informações valiosas que aprendeu na escola com a Profe.

O medo Por Lídia Käfer Schünke

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FIM

Melhores amigos Por Júlia Klein Caldas

Eu sempre soube que seríamos grandes amigos. E, de fato, ele foi o primeiro. Companhia fiel, me levava e buscava na escola. Sabia o horário certinho de chegar lá.

De vez em quando, até tentava entrar na sala de aula comigo, mas a professora não deixava. Muitas foram as vezes em que colocamos classes atrás da porta, para fazer peso e evitar que ele conseguisse abrir.

Nas reuniões de mães e pais, ele sempre estava presente. Conhecia o bairro como ninguém.

as u d e u s q i a m a av do d n n a a u q o e, Eu nã a h to n zin u j o s e l e a s v a a r t d s a e qu lá, se a a t u r e l a c i n a bic v a e c d n i a i r b teg os. o d r i p c e e h M n. o o c s g i e d m, co s o r i e c s r iro pa e u, q s o i t e áv mo r a p e s in s o m Éra s. a s r a p com

Eu sempre soube que seríamos grandes amigos. Um dos nossos passeios preferidos era ir ao açougue com a senhora que nos cuidava como se fosse a nossa avó. Ele sabia que ao retornar pra casa seria premiado.

E eu também. Cada um a sua maneira: ele, com um osso gigante; eu, com uma pipoquinha colorida. Juntos brincávamos de boneca e fazíamos luta na grama. Também corríamos muito, até a língua saltar pela boca.

Nos dias de chuva, nossa diversão era pular nas poças d’água.

Na casa das amigas, ele me acompanhava até o portão. E não é que quando eu ia embora ele sempre aparecia? Cheguei a pensar que ele poderia ser um príncipe. E, de certa forma, para mim era.

Mas príncipes não são reais e ele existia de verdade. Se chamava “Guri” e apareceu perdido, depois de um temporal. Eu sempre soube que seríamos grandes amigos.

Júlia e Guri, Guri e Júlia.

Emoções são a minha praia Por Lídia Käfer Schünke

Juju era uma menina muuuuito esperta e serelepe. Ela adorava o verão, pois era quando ia para o seu lugar preferido no mundo todo: a praia! Lá na praia, Juju podia brincar

na

areia

fazendo

castelinhos,

enterrando seu irmão, jogando bola com o papai e ajudando a mamãe a passar aqueles cremes melequentos que ela sempre insistia em passar antes de ficar deitada por horas no sol.

A Juju não entendia muito como nem porque a mamãe gostava de ficar daquele jeito, quando poderia estar brincando e se divertindo. Bom, adultos, né? Quem entende eles mesmo?

Nossa história aconteceu em um dia como outro qualquer das férias. A mamãe acordou o papai, a Juju e o Mano (nessa ordem mesmo), todos tomaram café da manhã, se melecaram daqueles cremes que tem cheirinho de praia, organizaram todos os brinquedos e apetrechos e foram para a praia.

A praia estava bem cheia naquele dia, tanto que o papai teve que ir um pouco mais longe que o normal até encontrar um espaço onde ele colocaria o guarda-sol.

Depois de muito andar, finalmente: encontraram um lugar! Juju achava que deveria se sentir muito feliz, pois ia poder brincar e aproveitar a beira da praia… mas uma pulguinha estava coçando na cabecinha dela, até que perguntou:

- Pôxa pai, será que a gente precisa ficar assim, tão pertinho do mar? - Ah Juju, vai ter quer ser.

Se a gente sair daqui, não vai ter espaço pra gente montar o guarda-sol, colocar as cadeiras, a mãe se deitar pra bronzear, construirmos o castelo, tu enterrar o mano e a gente bater uma bolinha.

- O que foi, Ju? Não gostou do nosso espaço? – Perguntou a mamãe, que se deitara ali bem nessa hora e ouviu a conversa. - Ah, mãe, é que eu não gosto do mar.

Se eu fico olhando pra ele, me dá uma coisa ruim aqui ó! – E a Juju colocou a mão na barriga. Naquela hora, a mamãe e o papai se olharam.

O papai olhou com uma cara de quem estava meio confuso, mas a mamãe deu aquela piscadinha pra ele quando ela queria dizer “Deixa comigo!”. A mamãe se sentou na toalha, chamou Juju pra sentar com ela e disse:

- Hummm… e essa “coisa” que te dá aí na barriga quando olha pro mar, é parecida com aquela coisa que te deu aquela vez que vocês estavam brincando de esconder da Vovó no shopping e se perderam dela? - Sim, mãe!

É muito parecido! Se eu fecho meus olhos e penso, parece que estou lá! - Eu desconfiava. Sabia que isso tem um nome? - Sério? - Sim, meu amor. O nome dessa coisa é medo. - Eu não tenho medo!

Eu sou uma menina corajosa e muito valente! - Eu sei disso e concordo. Mas até as pessoas muito corajosas e valentes sentem medo. A mamãe também sente medo às vezes, sabia? - Como assim?

Mas você não pode ter medo, você é adulta. Adultos não podem sentir medo porque eles protegem as crianças quando elas não conseguem fazer as coisas.

- E por que você acha que os adultos não vão conseguir fazer as coisas se sentem medo, querida? - Porque, quando eu tenho medo, eu tenho vontade de fugir e me esconder.

Ou eu fico congelada, como se a Elsa tivesse jogado um raio congelante em mim. E se eu fugi, se eu me escondi ou se eu congelei, não consigo fazer as coisas, né?

- Em parte, pode ser que seja mesmo mais difícil de fazer as coisas, mas não é impossível. Olha só: Lembra no seu aniversário do ano passado, quando começou a festa e todos os teus amigos estavam lá?

Pois eu me lembro muito bem de uma Juju que era puro sorriso, estava serelepe, dançando, cantando e muito feliz. - Sim, mãe! Foi a coisa mais legal da minha vida aquela festa! - Pois é!

Naquela hora, você estava sentindo uma coisa chamada ALEGRIA. É uma emoção. É outro tipo de “coisa que dá na gente”. Ou então, quando o Toby, que já estava bem velhinho, foi para o céu dos cachorros, lembra?

Você chorou por muitos dias, não tinha mais vontade de brincar e a gente te abraçava bem quentinho. Isso era a TRISTEZA.

- Eu lembro sim, mãe. A festa foi muito boa, mas aquela vez do Toby eu não gostei muito, não.

Nessa hora, Juju se sentou no colo da mamãe, que a abraçou, deu um beijinho na cabeça e continuou falando: - Todos nós sentimos coisas parecidas. A gente as chama de EMOÇÕES.

Tem algumas que são bem gostosas de sentir, tipo a alegria. Já outras não são tão gostosas assim. Como você e o mar. A gente chama isso de MEDO. - Sim mãe!

O mar é tão grande, não consigo ver o fim dele, tem essas ondas que são tão fortes que parece que vão derrubar a gente! A mamãe se levantou, pegou Juju pela mão e foi caminhando com ela em direção ao mar.

Juju apertou a mão da mamãe bem forte. Quando elas chegaram perto do mar, mamãe perguntou se elas poderiam dar dois passos a mais, até a água encostar nos pés delas.

Juju fechou os olhos, respirou bem fundo (ainda apertando a mão da mamãe), e foi. Quando elas chegaram na água, uma onda passou e molhou os pés delas, bem de leve.

Juju levou um susto, mas logo se divertiu com os bichinhos da areia que ela sentiu mexendo em seus pés.

- Juju, você sentiu a onda na hora que passou por nós? Pois assim são as emoções: às vezes elas vêm mais fortes, às vezes mais fracas… mas elas sempre passam.

Tem algumas vezes que vai parecer mais difícil se você estiver sozinha, por isso você sabe que pode segurar na mão da mamãe. A questão é: assim como as ondas, as emoções vêm, e passam.

A alegria do teu aniversário já passou, a tristeza do Toby diminuiu, o medo de quando vocês se perderam da vovó passou também. Como as ondas que estão passando aqui nos nossos pés.

Sabe o que nós podemos fazer juntas? - O que, mamãe? - Vamos construir um barco lindo, lindo. E o nome desse barco vai ser Juju. - Por que o meu nome?

- Porque nós somos como barquinhos, e as emoções são como as ondas. Nós vamos ensinar esse barco a navegar nas ondas que aparecerem para ele. Que tal?

- Vamos começar com um de papel, de madeira ou o quê? Juju não perdeu o medo do mar nesse dia. Na

verdade, até hoje Juju não é a melhor amiga do mar.

Ela molha os pés, enche o baldinho e deu. E tudo bem! Juju aprendeu a navegar nas ondas do medo,

porque agora ela sabe que mesmo que o medo venha como uma onda, ele vai passar – como uma onda. E ela vai poder seguir navegando!

FIM!

TUDO MUITO BEM EXPLICADO!!!

Se uma abelha é rainha, as outras são princesas? Por Luiza Vitória de Abreu Schell

Olá! Eu sou Maria, apaixonada pela natureza, animais e plantas. Aprendi a explorar a natureza desde muito pequenininha, com meu irmão Alberto. Ele é cientista, estuda biologia e me ensina várias coisas!

Com ele, aprendi a observar as transformações das borboletas, os vagalumes brilhando à noite, as formigas trabalhando sem parar, entre tantos outros acontecimentos incríveis que a natureza proporciona.

Mas eu nunca tinha ouvido falar sobre o reino das abelhas.

Certo dia, eu estava em mais uma dessas minhas aventuras pela natureza, até que de repente senti uma picada muito forte no meu braço. Corri até meu irmão para que ele pudesse me ajudar: - Mano, me ajuda!

Olha meu braço, levei uma ferroada de abelha e ela continuou voando! – Falei apavorada. Meu irmão logo resolveu, colocou gelo e disse: - Fique calma, Maria! Agora irá melhorar.

Isso foi uma picada de abelha rainha. - Abelha rainha??? Como assim??? Existe uma rainha para as abelhas? - Existe! Cada grupo de abelhas tem uma rainha. Você disse que ela picou seu braço e continuou voando.

Só as abelhas rainhas conseguem fazer isso. – Respondeu meu irmão todo sabido. Mas eu não estava satisfeita com essa resposta. Queria saber mais:

- Mas rainha tipo… rainha mesmo? Com coroa? E as outras são princesas? Será que tem príncipes? - Não, né, Maria! Existe apenas uma rainha e as outras são abelhas comuns… - Mas como uma abelha se torna rainha?

O que ela precisa fazer para ser escolhida como rainha? – Meu irmão já sabia que eu não ia sossegar até entender melhor. - Eu vou te explicar, venha cá!

Meu irmão abriu o computador e pesquisou na internet uma foto de abelha rainha. Ela era grande, bem maior que as outras. E eu ainda queria saber como uma abelha se torna uma rainha?! Então, meu irmão começou:

-A rainha é mãe de todas as outras abelhas, chamadas de operárias, pois elas fazem todo o serviço: pegam alimento e ajudam a construir a colmeia.

A rainha vive para colocar mais abelhinhas no mundo, por meio de larvas, que são ovinhos de abelha.

Quando a abelha rainha morre, as operárias têm apenas três dias para escolher algumas larvas recémnascidas para transformá-las em rainhas.

- Ah! Então quer dizer que as operárias escolhem quem será a próxima? – Perguntei, curiosa, querendo saber mais. - Não é bem assim. O que vai definir qual desses filhotinhos será a nova rainha é a idade delas!

Elas precisam ter menos de três dias de vida. Então, as operárias vão alimentando essas abelhinhas que têm menos de três dias de idade com geleia real. - Geleia real? Eu também posso provar essa geleia?

Eu iria adorar! Deve ter gostinho de mel. - Maria, você é uma figura! É claro que você não pode provar e eu acho que não tem gostinho de mel, não!

– disse meu irmão dando risada – Essa geleia é produzida pelas glândulas das próprias operárias.

Antes que você me pergunte o que são glândulas, eu já vou dizendo: é uma parte do corpo das abelhas que produz secreção, é parecida com a nossa secreção humana, quando estamos com gripe e soltamos um monte de ranho.

- Eca!!! Eu é que não vou querer experimentar essa geleia real. - Continuando… essa geleia real é muito nutritiva para as abelhas filhotes e faz elas ficarem muito fortes e grandes rapidamente.

Como os filhotes que têm três dias de vida recebem essa geleia, é claro que vai surgir mais de uma abelha rainha. - Mas você disse que era apenas uma! A rainha poderosa do reino das abelhas!

- Eu ainda não terminei, Maria! Agora vem a parte mais legal! As larvas que se alimentaram da geleia ficam grandes e fortes e precisam brigar entre si para decidir quem será a nova rainha.

Então, várias rainhas lutam com suas melhores habilidades e a mais forte ganha essa batalha. - Mas quais seriam essas habilidades? – perguntei sem entender.

- A principal habilidade utilizada na disputa pelo trono entre as rainhas é um jato de cocô.

A adversária que for atingida pelo cocô da sua rival perde a batalha, pois todas as operárias se juntam para segurar ela e aí, a nova rainha aproveita para ferroá-la. - Eca!!! Primeiro ranho, agora cocô?

Esse reino das abelhas é estranho! Eu é que não queria ser escolhida para ser rainha, não! - É isso, mesmo. E sabe por que eu sabia que o ferrão que você levou no braço era de abelha rainha e não operária?

- Por quê??? - É porque as abelhas rainhas podem ferroar diversas vezes e não morrem, enquanto as operárias, ao ferroar uma única vez, batem as botas.

- Uau! Pensando bem, até que ser uma abelha rainha tem um lado bom! – respondi pensativa. - Obrigada pela ajuda de hoje! Depois disso, fiquei até feliz com a picada.

Aprendi muito sobre as abelhas, além de fazer um mel delicioso, elas ainda constroem um reino! Um pouco porcalhão, é claro, com ranho e cocô, mas bem organizado e comandado pela incrível abelha rainha.

Agora, já sei um pouquinho mais sobre a incrível natureza.

FIM

Você já deve ter observado que, em alguns momentos de nossas vidas, tudo está claro, o céu está azul e tem algo muito brilhante lá no céu: o sol.

Em outros momentos, o cenário muda: tudo está escuro, e conseguimos observar no céu pontinhos brilhantes que acompanham a Lua. Essas características formam o dia e a noite, e nós vivemos os dois todos os dias.

Mas como isso acontece? Será que alguém simplesmente acende e apaga a luz igual fazemos em casa? Na verdade, não. O maior responsável para que isso ocorra é o nosso próprio planeta, o planeta Terra. Isso mesmo!

Talvez você já tenha ouvido alguém dizer que um dia em nossas vidas dura 24 horas. E, dentro dessas 24 horas, vivemos o dia e a noite.

O que você talvez não saiba é que nosso planeta está se movimentando constantemente.

O VAI E VEM DO MAÇARICO DE PAPO VERMELHO Por Júlia Klein Caldas

Quando o inverno vem chegando, os vizinhos começam a sumir. Alguns decidem ir antes, outros esperam um pouco mais. O frio traz dias escuros e solitários. É, parece que chegou a hora de partir.

Dona Calidra beija seus filhotes e despede-se do parceiro, o senhor Canuto. Ela vai junto com diversas outras corajosas companheiras de viagem. Assim é a vida da espécie maçarico de papo vermelho.

Esses pássaros atravessam as Américas e chegam a voar mais de 30 mil quilômetros em um só ano! Mas, por que será que eles vão para tão longe?

Bem, os pássaros migrantes têm o costume de voar muuuito, mas muito mesmo, em busca de um lugar mais quente para se reproduzirem. Esse movimento se repete todos os anos, quando o inverno chega.

As fêmeas dessa espécie deixam os filhotes com o macho e partem, em bando, do Ártico do Canadá até a Terra do Fogo, na Argentina. Um caminho e tanto para voar!

Nesse longo trecho, as aves pegam carona em correntes de vento e são capazes de voar por vários dias, sem descanso. Depois de longas horas de voo, Calidra sente que é hora de parar.

Ela avisa as parceiras e o grupo escolhe uma praia para descansar, no litoral dos Estados Unidos. Essa costuma ser uma de suas paradas.

Ali elas passarão alguns dias para se alimentar e recuperar o fôlego para seguirem viagem. Durante essa pausa, as aves precisam repor a energia perdida durante o trajeto.

Mas, se a praia estiver movimentada ou com lixo na areia, por exemplo, pode atrapalhar bastante a estada delas.

Passados alguns dias e já prontas para seguirem rumo à América do Sul, dona Calidra e suas companheiras viajantes se despedem dessa praia. É hora de visitar outros lugares.

Ao longo do percurso, as aves migrantes são guiadas por uma espécie de “GPS interno”, que as orienta durante todo o caminho.

Além dessa super habilidade, elas também usam o olfato e a audição para saber onde estão e para onde devem ir. Enquanto o voo acontece, o Sol e as estrelas ajudam a indicar a melhor rota a seguir.

Ao chegar no norte do Brasil, o grupo costuma fazer mais uma parada. Serão alguns dias para descansar, comer e se recuperar. Afinal de contas, o bando ainda tem pela frente um longo caminho.

Aqui no país, temos alguns pontos estratégicos em que os pássaros viajantes gostam de ficar.

São locais preservados, com alimento abundante, que oferecem tranquilidade para que as aves permaneçam seguras enquanto estiverem por ali.

Esses lugares são parques ou reservas ambientais, que têm como função proteger as aves migratórias que vem e vão, além da manutenção do ecossistema local.

A existência dessas áreas garante a visita de diversos pássaros e outros animais. E a dona Calidra e seu grupo ficam muito mais descansadas sabendo que podem passar um tempinho num lugar assim.

Dá até vontade de ficar mais! Mas a viagem deve seguir… Partiu sul do Brasil!

Milhares de quilômetros depois, entre uma corrente de ar e outra, seguindo dias e noites voando, o bando finalmente chega no Rio do Sul!

As terras gaúchas que as recebem são as do Parque Nacional da Lagoa do Peixe, no litoral sul. Ufa! Foi uma viagem e tanto!

A essa altura, além da fome e do cansaço, dona Calidra pensa nos filhotes que ficaram com seu parceiro, o senhor Canuto. Mas ela sabe que logo, logo eles também sairão voando pelas Américas.

Bem, enquanto o grupo se alimenta, toma um bom banho e descansa, lá longe tem algumas pessoas acompanhando tudo o que as aves fazem.

São pesquisadores e cientistas, que fotografam os pássaros para identificar quem é cada um deles. Mas você deve estar se perguntando: como assim, vão identificar um bando tão grande?

Como vão saber quem é a dona Calidra? Ah, mas isso é fácil! Nesse grupo de estudiosos tem biólogos, veterinários e vários outros profissionais que estão ali para monitorar os pássaros que vêm de fora.

Eles se aproximam de mansinho, capturam uma ave de cada vez e colocam nelas um micro chip, identificado por um número. Depois eles soltam o pássaro, para que ele retorne com o bando.

Assim, todas as vezes que dona Calidra passar por ali, o grupo de pesquisadores vai saber como ela está, que rota fez e quantos quilômetros voou. Demais, não é mesmo?!

Mas agora, mais uma vez, é hora de seguir viagem.

Passados milhares de quilômetros e longas horas de voo, o grupo de dona Calidra finalmente chega à Terra do Fogo, na Argentina!

É por lá que elas ficarão até o próximo inverno, esperando os parceiros e seus filhotes (que agora já estarão bem crescidinhos). Em breve toda a vizinhança estará junto de novo!

Mas lembra que lá no começo falamos que nessa espécie as fêmeas saíam na frente? Pois isso acontece na migração sul, quando as aves partem do Canadá para a Argentina.

Já quando o inverno chega ao extremo sul, ocorre o contrário: senhor Canuto e os outros machos irão em direção ao Canadá primeiro, para construírem os ninhos.

Desse modo, quando dona Calidra e as fêmeas do bando voltarem para lá, já estará tudo prontinho, até que venham os novos filhotes e comece tudo outra vez. Assim é o ciclo de vida dos Maçarico-de-papo-vermelho.

Essa ilustre visita movimenta e encanta todos os lugares por onde passa.

VOCÊ SABIA QUE NEM TODO CIENTISTA TRABALHA EM LABORATÓRIO? Por Paola Gabriela Konrad

de ço e o h m n o co op r p a e Pra t i, rc sa e r x e e v con nte e g a e. u m o q u ã ç ina g e a n i im g ndo a

a z Im i l a e r ta. s s i t a n s ui cie q s e p s sua

Imaginou? Se você tivesse que descrever esse cientista para o seu melhor amigo, como você o descreveria? Como ele é, o que ele veste, e em que lugar esse cientista realiza as suas pesquisas?

Pode ser que eu esteja enganada, mas muito provavelmente você o descreveria como sendo uma pessoa adulta trabalhando em um laboratório parecido com o laboratório de ciências de sua escola, vestindo um jaleco branco, manuseando microscópios e tubos transparentes com líquidos coloridos e perigosos.

Foi mais ou menos assim que você o imaginou? Se sim, você não está enganado. Existem muitas cientistas e muitos cientistas iguaizinhos a esse cientista imaginado.

Mas você sabia que nem todo cientista é assim? Cientistas não são apenas pessoas que pesquisam coisas da biologia, da física, da química, ou pessoas que precisam usar laboratórios com instrumentos diferentões daqueles que a gente usa no dia a dia.

Nem todo cientista é como o Franjinha da Turma da Mônica ou como o Dexter, do desenho animado “O Laboratório de Dexter”. Existem cientistas de todas as áreas de conhecimento desse mundão.

Além de, é claro, existirem aqueles que pesquisam coisas como doenças, vacinas, possibilidade de vida em outros planetas, existem outros que pesquisam coisas muito próximas do nosso cotidiano, por exemplo: como aprendemos uma língua estrangeira?

Como damos uma notícia ruim a alguém? Assim como os cientistas que trabalham em laboratórios procuram solucionar problemas do mundo a partir de suas pesquisas (como a criação da vacina contra o Coronavírus), os cientistas que não vestem jalecos e que fazem suas pesquisas fora de laboratórios também buscam explicações e soluções para facilitar a nossa vida e para fazer do mundo um lugar melhor.

Mas você sabia que nem todo cientista é assim? Cientistas não são apenas pessoas que pesquisam coisas da biologia, da física, da química, ou pessoas que precisam usar laboratórios com instrumentos diferentões daqueles que a gente usa no dia a dia.

Nem todo cientista é como o Franjinha da Turma da Mônica ou como o Dexter, do desenho animado “O Laboratório de Dexter”. Existem cientistas de todas as áreas de conhecimento desse mundão.

Além de, é claro, existirem aqueles que pesquisam coisas como doenças, vacinas, possibilidade de vida em outros planetas, existem outros que pesquisam coisas muito próximas do nosso cotidiano, por exemplo: como aprendemos uma língua estrangeira?

Como damos uma notícia ruim a alguém? Assim como os cientistas que trabalham em laboratórios procuram solucionar problemas do mundo a partir de suas pesquisas (como a criação da vacina contra o Coronavírus), os cientistas que não vestem jalecos e que fazem suas pesquisas fora de laboratórios também buscam explicações e soluções para facilitar a nossa vida e para fazer do mundo um lugar melhor.

FIM!!!

O ciclo poético das águas Por Luiza Vitória de Abreu Schell

Em uma tarde chuvosa Nada me resta, senão observar Os milhares pingos caindo do céu. Incontáveis, às vezes caem depressa, Às vezes, não têm pressa alguma Eu me pergunto: De onde vem a chuva?

As gotas, sozinhas, são discretas Um pingo aqui, um pingo ali Deixam um cheirinho molhado na terra. O céu se fecha, a tarde está escura Eu me pergunto: De onde vem a chuva?

A resposta está nela mesma Da água do rio, que evapora Sobe para o céu, mas não vai embora Fica lá, guardadinha, Nas nuvens de algodão Prontas para cair na precipitação.

FIM!

Aventuras no espaço

Um novo lar? Por Fábio Severo

Em 2950, a Terra não era mais habitada por humanos, pois a poluição havia destruído o planeta.

Sérgio era um menino de 12 anos que nunca teve um lugar para chamar de casa, pois, durante toda sua vida, esteve em constante mudança.

Seus pais eram famosos exploradores espaciais, e seu trabalho era descobrir se os planetas eram habitáveis por humanos ou não.

Eles eram responsáveis pela habitação de humanos em quase todos os planetas do sistema solar.

A grande missão espacial da vez era o reconhecimento do longínquo planeta Urano, pois os humanos estavam quase superlotando Júpiter e os anéis de Saturno também.

Sérgio estava esperançoso, pois talvez aquela fosse sua nova casa, já que quase não havia mais planetas no sistema solar.

Depois de meses de preparação, a viagem começou. Sérgio estava ansioso e se perguntando se Urano seria muito frio, ou muito escuro, ou talvez muito pequeno… eram muitas as perguntas que passavam por sua cabeça.

Ele imaginava uma bela casa com jardim, com uma cápsula de dormir nova e, quem sabe, ele até poderia ter um cachorro verde marciano!

Seus pais nunca o deixaram ter um bichinho, pois eles viajavam muito e era impossível saber se o bichinho se daria bem no novo planeta a que iriam.

A nave pousou em Urano, e Sérgio mal podia conter sua ansiedade para conhecer o novo planeta. Seus pais estavam preparando tudo antes da descida.

Eles usavam super aparelhos para ver se o solo era cultivável e começavam a criar uma flora que, em breve, tornaria o planeta respirável por humanos.

Os trajes já estavam prontos, as portas abriram, e eles finalmente desceram da nave. O planeta era gelado, mas o solo parecia bom para plantar. A missão da família começou!

Depois de 6 meses de trabalho, a atmosfera estava boa o suficiente para respirar, e eles poderiam finalmente tirar os capacetes fora da nave e começariam a construção de sua casa.

A família combinou de tirar os capacetes ao mesmo tempo: 3… 2.. 1… e uma boa respirada no ar de Urano! QUE SURPRESA A FAMÍLIA TEVE! O ar de Urano tinha cheiro de pum!

Um horrível, terrível, flatulento, cheiro de pum. A família correu para a nave e fechou todos os compartimentos. A mãe começou a espalhar perfumes pelo ambiente e todos ficaram parados, perdidos em pensamento.

“E agora?”, perguntou Sérgio. “Agora nós vamos ter que descobrir de onde vem esse cheiro e se podemos solucionar esse problema”, respondeu seu pai.

Um amigo da família, especialista em atmosferas, foi até Urano, a pedido do pai de Sérgio. Ele levou todos os seus aparelhos e começou a analisar o planeta. Enfim, a resposta veio.

O planeta exalava um gás muito fedorento, pois isso fazia parte de sua composição. Não havia uma solução aparente. Foi então que Sérgio lembrou de um presente dado por seu avô.

Uma rara semente terráquea, de uma flor que há muito tempo não era vista, pois os planetas habitados por humanos depois da Terra não aceitavam sua semente.

Ele pegou seu precioso presente e pediu para seu pai que tentasse plantar a lavanda, pois ele queria muito um lar.

Seu pai não queria arriscar perder aquela lembrança de seu próprio pai, mas, ao olhar o filho nos olhos, decidiu tentar.

Foi assim que Sérgio ganhou um novo lar. Um lar que não era o que ele esperava de início, mas que pareceria um lar depois de um tempo.

Urano foi tomado pela cor roxa, e humanos de todos os planetas começaram a procurar casas lá.

Sérgio conseguiu seu cachorro e seu jardim, e ao perguntarem o nome da planta que tomava conta de Urano, seu pai respondeu que chamava Félix, em homenagem ao seu pai, avô de Sérgio, que ajudou o neto a encontrar um lar.

FIM

Cosmos Por Tamires Puhl Pereira

Cosmos, O que será você? Uma palavra um tanto estranha Será de ver ou de comer? Cosmos, Até parece grego, E me dizem que é mesmo Da Grécia a origem desse termo.

Cosmos, Significa ordem, Grande beleza ou harmonia, Ao caos se opõe com maestria. Cosmos, Você também é mais que isso. Um tipo novo de infinito

Ninguém sabe onde termina. Cosmos, Um homem sábio assim dirá: “Você é tudo que existe Que existiu e existirá”.

Cosmos, Do infinitésimo e avante, Da aurora do tempo Até o futuro mais distante. Cosmos, Contém o todo, o pouco e o nada; Do vazio de um buraco À imensidão de todo o espaço.

Cosmos, Uma história a meu respeito Um relógio sem ponteiro, Não tem fim, não tem começo. Cosmos, Você está em mim E de você eu faço parte, Como o tempo, o céu e a arte.

Cosmos, Da imensidão tão vasta A imaginação não basta Para entender o que se passa.

A estrela que vive em nós Eduardo Paré Glück

À noite, o céu estrelado Se tiro os óculos, fica embaçado Cada estrela, uma beleza, Ali tem uma pequena, quase indefesa

A estrela é feita por elementos químicos, [mesmo que não pareça Átomos de carbono, nitrogênio e oxigênio… o [que é isso, esclareça! É disso que a estrela é composta, sabia?

Assim como o ser humano e os animais, que [maestria!

Tudo está relacionado, A ciência explica, está consolidado! Carl Sagan, roubo-te as palavras: De poeira de estrelas, somos feitos.

O Senhor dos Anéis Por Mikaela Martins

Aquecendo-se em seu próprio brilho, Ele não tem um lado escuro. Embebido em ventanias e tempestades, Seus anéis são de gelo puro. Ele leva vinte e oito anos Para voltar para o mesmo lugar no céu.

Mostra que o tempo nutre e cura E que precisamos vestir a paciência [como véu. São quarenta e oito luas Que orbitam esse astro místico. O conjunto dança com outros planetas, Pinta os céus com efeito artístico.

No horóscopo, faz predições fiéis, Atormenta os injustos e cruéis. Saturno, és o senhor dos anéis.

Quem fala pela Terra? Por Thaís Steffen Guimarães

Terra: sinônimo de humanidade, o terceiro planeta depois do Sol. Envenenamos o ar, envenenamos a água Não existe lealdade! Mas quem fala pela Terra?

Desde o passado todos foram alertados: Haverá enchentes, ocorrerão queimadas, geleiras serão derretidas. Ninguém escapa, todos serão impactados! A vida está comprometida. Mas quem fala pela Terra?

Nosso futuro está ligado ao sol, à lua e às estrelas. Não seguimos os mandamentos, o planeta azul não será mais tão azul, não existem argumentos. Mas quem fala pela Terra?

Ao lado de minha vó sempre escutava: as pessoas vão acabar com o planeta.

“Existirão sempre novas tecnologias”, relutava! Mas quem fala pela Terra?

Não é possível, estamos no capítulo mais perigoso. Vivemos sem nos importar, somos cegos, não queremos enxergar! O ser humano é mesmo muito vaidoso. Mas quem fala pela Terra?

Nós falamos pelos seres vivos, onde estão nossos rituais? Vamos desacomodar, não podemos ser passivos. Já avisavam os nossos ancestrais! Mas quem fala pela Terra?

A resposta não tem erro: todos nós, você e eu! Nossa voz parece muda: o planeta adoeceu.

Mas quem fala pela Terra?

Sou poeira Por Dieila dos Santos Nunes

Como poeira estelar, nascida da Estrela-Mãe, Reconheço minha origem cósmica, Reconheço minha composição.

O nitrogênio em meu DNA, O cálcio em meus dentes, O ferro em meu sangue - marcas de minha breve existência. Na Terra, no Cosmos. Todos os dias Sou fósforo Sou gás Sou explosão.

Sou matéria Sou partícula Sou poeira. Sou. Apenas.

Do que as estrelas são feitas? Por Eduardo Paré Glück

Certo dia, Cecilia, uma estrela pra lá de brilhante, se perguntou: “mas do que eu sou feita?”

“Sei que há muitas de nós e que temos vários tipos e tamanhos. Mas do que somos compostas, não sei, não”, complementou ela.

A dúvida da pequena Cecilia não parou por aí: “ah, já sei a quem perguntar”, lembrou ela.

“Vou falar com a Lua”. Foi então que a famosa estrelinha chegou em sua amiga e já perguntou: - Lua, Lua, do que nós, estrelas, somos feitas? Vish, querida Cecilia, não faço ideia!”, disse a Lua.

Esses dias, o senhor Mercúrio ficou vermelho de brabo comigo, porque também não sabia responder à pergunta dele.

Acho que passo por tantas transformações, que acabo me esquecendo fácil das coisas, complementou ela.

As duas ficaram em silêncio por um tempo, quando Lua exclamou: - Tive uma ideia: pergunta para o Sol! Afinal, ele é a maior estrela do sistema solar. - É pra já, concordou Cecília.

Cecília esperou que o Sol se aproximasse, pois ele estava longe no momento em que a Lua e ela conversaram.

Ao vê-lo chegar, a estrelinha não hesitou em correr e, de uma vez por todas, quis saber do que ela era feita. - Bom dia, Sol! Tenho uma pergunta muuuuito importante para te fazer, disse ela.

- Olá, querida Cecília. Claro! Eu já fico radiante de curioso quando ouço uma frase dessas! - Do que somos feitas?

Quero dizer, eu sei que nós, estrelas, temos tamanhos diferentes, que você é a maior do sistema solar, mas não sei do que somos compostas…, questionou a estrelinha.

- Essa é uma pergunta muito importante! disse o Sol. Mas, primeiro, é preciso dizer que a nossa

origem

acontece

dentro

de

uma

nebulosa. - E o que é isso, Sol?, perguntou Cecilia. - Nebulosa é uma nuvem gigante, formada por vááários elementos químicos. E todos eles estão no espaço entre nós, explicou o Sol.

- Ah, entendi, concordou Cecilia. - E, por isso, podemos dizer que somos estruturas gasosas compostas por Hidrogênio e Hélio. Eles são dois desses elementos químicos de que somos compostas, complementou o Sol.

- Tá, então, nós somos feitas por dois elementos químicos, isso?, indagou Cecilia. - Simplificando, sim, sorriu o Sol. Daí o nome ‘estrutura gasosa’, esclareceu ele.

- Nossa, não fazia ideia, falou Cecilia, que estava muito surpresa. Preciso contar à Lua! Ela vai fizer cheia de alegria quando souber!, continuou.

Muito

obrigada,

Sol,

por

me

explicar… agora, quando outras de nós ou alguém aqui do sistema solar tiver a mesma dúvida que eu, posso explicar, encantou-se ela. - Imagina, Cecilia, a alegria é minha!

Afinal, já diziam por aí: “conhecimento é o único bem que se adquire por toda a eternidade”, afirmou o Sol.

“Ou, pelo menos, por bilhões de anos”, brincou ele. E assim as estrelas são feitas, de elementos químicos.

A partir de então, para quem pudesse, Cecilia enchia-se de alegria e contava sua descoberta para todas as suas amigas.

Relação da estrela com a Cecília: A cientista Cecilia Payne-Gaposchkin é doutora em Astronomia pela Universidade de Harvard. Nascida na Inglaterra, em 1900, estudou Física e Química em Cambridge.

Desde menina, Cecilia sonhava ser cientista. Por isso, logo cedo, começou a frequentar aulas na St Paul’s Girl’s School, onde estudava diversas ciências.

Mas foi na Física e Química que encontrou sua verdadeira paixão. Ela descobriu que as estrelas são compostas, majoritariamente, por Hidrogênio e Hélio.

Eu queria uma caixinha de música Por Dieila dos Santos Nunes

Quase 15. Pré-debutante. Eu queria uma caixinha de música. Não daquelas comuns, que encontramos na lojinha da esquina. Eu queria uma caixinha de música, para bailar ao som da nossa Galáxia.

- Celeste, o que está fazendo, filha? Gritou minha mãe. - Escrevendo em meu diário, mãe. - Venha aqui! Tem surpresa!

Na sala, estavam meus padrinhos, Lisa e Tito, segurando uma caixa de presente com um belo laço de cetim vermelho. O que era? Minha caixinha de música?

Mal sabiam eles que nenhum presente, naquele momento, conseguiria me satisfazer. Só se fosse minha caixinha de música. Mas como saberiam?

Sem muito ânimo e com constante mudança de humor, agradeci o presente, abracei meus adorados dindos e fiz questão de lembrá-los de minha festa de 15 anos.

Como já imaginava, não era uma caixinha de música com notas individuais de estrelas e zumbido de nuvens. A expressão imediata no rosto não me deixou esconder o descontentamento, embora tentasse disfarçar.

- Celeste, não gostou do colar? Trouxemos antes para poder usá-lo na festa. - Sim, gostei, obrigada. Respondi, sem muita convicção. - Essa data é muito especial para nós.

Diz o que está passando por essa cabecinha. - Ããã, vocês sabiam que a Nasa transformou dados de corpos celestes da Via Láctea em música? - Quê? - Há pouco, dindo, estava ouvindo a nossa Galáxia.

É tão fascinante! Aí fiquei pensando no quanto eu queria uma caixinha de música com o som das estrelas, das nuvens… - Será que a paixão por Astronomia vem do nome? Brincou minha dinda.

Uma semana depois, estava eu comemorando os tão sonhados 15 anos. Antes da valsa, meus pais e meus dindos me deram uma caixinha de música com o seguinte bilhete:

"Seja a bailarina, dance com as estrelas”.

Ao som da nossa, da minha Galáxia, dancei como poeira estelar que sou. A caixinha de música eternizou-se em meu coração, em minhas lembranças. A caixinha de música da Alma, da Galáxia, da Via Láctea.

Eu queria a minha caixinha de música.