Frosty, a Raposa do Ártico

Na terra branca e gelada do Ártico, onde o vento assobia baixinho e a neve brilha como açúcar, vivia uma pequena raposa chamada Frosty. Ela tinha um casaco de pelo fofo e branquinho, patinhas quentes como botas macias e uma cauda longa e espessa que adorava abanar de contente.
O pelo branco de Frosty não servia só para aquecê-la nas manhãs geladas. Ele também era um disfarce perfeito: quando Frosty se deitava na neve, ficava quase invisível, como um floco a mais no chão brilhante.
Frosty morava numa toquinha aconchegante dentro da floresta nevada. Em muitos dias, ela se enrolava numa bolinha quentinha para tirar um cochilo. Mas Frosty não gostava de dormir o tempo todo, não! Ela adorava correr, saltar e dar cambalhotas na neve macia.
: Que dia lindo para brincar!: dizia ela, farejando o ar fresco.
Frosty também passava as horas procurando comida. Gostava de peixinhos, de sementes e de frutinhas vermelhas que encontrava aqui e ali. No outono, ela comia bem e guardava um pouquinho na toca, para ter um lanche quentinho nos dias mais frios do inverno.
Certa manhã, Frosty teve uma ideia:
: Ouvi falar de um lago congelado no alto de uma montanha, tão bonito que parece feito de cristal. Preciso ver isso com meus próprios olhos!
E assim, cheia de coragem, Frosty partiu numa aventura. Saltou por cima de pedras cobertas de gelo, atravessou riachos duros e brilhantes e subiu, subiu, subiu pela montanha. Ela seguia com cuidado, sempre atenta ao caminho.
Depois de muito andar, Frosty finalmente chegou ao topo. O lago congelado era ainda mais bonito do que ela havia imaginado! Pingentes de gelo cintilavam como joias, e a neve reluzia como um tapete de estrelas.
Frosty ficou tão feliz que começou a dançar e a rodopiar sobre o gelo, rindo sozinha de alegria.
Foi então que ela ouviu um som fraquinho ao longe. As raposas do Ártico têm uma audição incrível, e Frosty logo reconheceu: era o choro de um filhotinho de raposa perdido!
: Alguém precisa de ajuda!: disse ela, de orelhas em pé.: E eu vou encontrar!
Frosty fechou os olhos e usou seu focinho espertíssimo. Cheirou para um lado, cheirou para o outro… e, escondidinho atrás de um monte de neve, achou um pequeno filhote tremendo de frio e de medo.
: Não chore, pequenino: disse Frosty com carinho.: Eu vou cuidar de você.
Com muito jeitinho, Frosty pegou o filhote e o levou de volta para sua toca. Lá, enrolou-se numa bola bem quentinha em volta do bebê, cobrindo-o com seu pelo macio e com a cauda fofa, até ele parar de tremer.
Aos pouquinhos, o filhote se acalmou e sorriu. Frosty deu-lhe frutinhas e contou histórias engraçadas até que os dois começaram a rir juntos.
Nos dias seguintes, Frosty ensinou ao pequeno todas as brincadeiras da neve: como saltar, como escorregar e como dar cambalhotas. Eles viraram amigos do peito e nunca mais se sentiram sozinhos na terra branca do Ártico.
Moral da História
Ninguém é pequeno demais para ajudar quem precisa. Uma mãozinha amiga, ou uma patinha amiga, pode transformar um dia frio em pura alegria.