Eu Quero!

Assim que o sol apareceu na janela, o pequeno Léo abriu os olhinhos e começou o seu dia cheio de vontades.
: Eu quero engatinhar!: disse ele, rindo, e saiu pelo tapete da sala a toda velocidade.
: Eu quero escalar!: anunciou, subindo com cuidado no sofá macio, enquanto a mamãe segurava sua mãozinha.
Na hora do café, a barriguinha roncou.
: Eu quero comer!: pediu Léo, abrindo bem a boca para a papinha de banana.: E eu quero beber!: completou, tomando um gole de água no copinho colorido.
Depois da comida, veio a vontade de fazer barulho.
: Eu quero cantar!: cantarolou ele, batendo palminhas.: E eu quero brincar!: gritou, correndo atrás da bolinha vermelha pela casa toda.
À tarde, Léo pegou os lápis de cera.
: Eu quero desenhar!: disse, fazendo rabiscos bem coloridos numa folha grande. E, quando o sol esquentou, ele encontrou uma nova ideia:: Eu quero brincar na água!
Espirrando gotinhas para todo lado na banheira, Léo dava risada. Mas, quando a mamãe se afastou um pouquinho, ele esticou os bracinhos.
: Eu quero ir com a mamãe!: chamou, e ela voltou correndo para um abraço bem apertado.
Ao anoitecer, as vontades de Léo foram ficando mais tranquilas.
: Eu quero ler: pediu ele, apontando para o livrinho de figuras. Sentados juntos, mamãe e Léo viraram cada página devagarinho.
Quando a história acabou, os olhinhos de Léo já estavam pesados.
: Eu quero um abraço: sussurrou ele. E ganhou o abraço mais quentinho do mundo.
: E agora: bocejou o pequeno Léo, se aconchegando no travesseiro :, eu quero dormir.
A mamãe deu um beijo na testa dele e apagou a luz. Foi um dia cheio de vontades boas, e todas elas se realizaram.
Moral da História
Cada vontade de uma criança é um jeito de descobrir o mundo. E a maior de todas: um abraço de quem a gente ama: é sempre a mais especial.