Eu o Ajudarei

Numa tarde calma perto do rio, um menino chamado Lungile brincava tranquilo quando ouviu um chorinho triste vindo do capim. Era a Mamãe Garça, que havia machucado a asa e a perninha ao esbarrar numa cerca velha.
: Ai... estou machucada: disse ela, com a voz fraquinha.: Não consigo voar de volta para casa, e meus filhotinhos estão me esperando. Por favor, será que alguém pode me ajudar?
Lungile chegou pertinho, com todo o cuidado, e perguntou:
: Por que você está chorando, Mamãe Garça?
: Não consigo voltar para os meus filhotes: respondeu ela.
O coração de Lungile ficou apertado. Sem pensar duas vezes, ele disse:
: Não se preocupe. Eu vou te ajudar!
Com muita delicadeza, Lungile ajudou a garça a se soltar da cerca, cuidou da asinha dela e a levou até o ninho, onde os filhotes esperavam. A Mamãe Garça ficou tão feliz e agradecida!
: Muito obrigada, Lungile! Você tem um coração enorme: disse ela, emocionada.
No dia seguinte, a vovó pediu que Lungile fosse até a mercearia comprar pão. Ela colocou algumas moedinhas na mão dele e recomendou:
: Vá com cuidado, meu neto.
No caminho, Lungile encontrou os amigos brincando à beira do rio e parou um pouquinho para se divertir com eles. Mas, quando foi procurar as moedas para comprar o pão... elas tinham sumido!
: Ai, não! O dinheiro caiu em algum lugar!: assustou-se Lungile.
Ele procurou e procurou, mas não achava as moedinhas em canto nenhum. Preocupado, sentou-se na margem e começou a chorar. Foi então que a Mamãe Garça, voando por ali, o reconheceu.
: Por que você está chorando, Lungile?: perguntou ela, pousando ao lado dele.
: Eu perdi as moedas que a vovó me deu para comprar pão: respondeu o menino, tristinho.: Sem elas, não vamos ter o jantar.
: Não fique triste. Agora é a minha vez! Eu vou te ajudar: disse a Mamãe Garça, com carinho.
Com seus olhos afiados de garça, ela espiou a água do rio e logo avistou as moedinhas brilhando lá no fundo, entre as pedrinhas. Com o biquinho comprido, pescou uma por uma e as entregou a Lungile.
: Obrigado, Mamãe Garça! Você me salvou!: comemorou o menino, com um sorriso enorme.
Assim, Lungile comprou o pão e voltou correndo para casa, onde a vovó o esperava com um abraço quentinho. Naquela noite, o jantar teve gosto ainda mais especial: era feito de bondade, amizade e gratidão.
Moral da História
A bondade sempre volta para quem a espalha. Quando ajudamos alguém com o coração, criamos amizades que estarão ao nosso lado nas horas em que mais precisamos.