Era Noite de Natal a Visita de Sao Nicolau

Era a noite véspera de Natal, e em toda a casa reinava uma paz gostosa. Não se ouvia barulho nenhum, nem sequer o passinho de um ratinho. As meias estavam penduradas com todo o cuidado perto do fogão, na esperança de que São Nicolau logo passasse por ali.
As crianças dormiam tranquilas em suas caminhas, sonhando com doces e brincadeiras. A mamãe, com seu lenço na cabeça, e o papai, com seu gorro de dormir, já se aconchegavam para uma noite bem quentinha de inverno.
De repente, lá fora no quintal, ouviu-se um barulhinho diferente. Curioso, o papai pulou da cama num salto para ver o que estava acontecendo. Correu até a janela, abriu bem as cortinas e espiou a noite.
A lua brilhava sobre a neve branquinha, deixando tudo claro como se fosse dia. E então, para a surpresa dele, o que apareceu? Um trenó pequenino e reluzente, puxado por oito renas alegres!
No comando, ia um velhinho de bochechas rosadas e sorriso doce, tão ágil e animado que o papai logo entendeu: era São Nicolau em pessoa! Mais rápidas que o vento, as renas voavam pelo céu, enquanto ele as chamava com carinho, uma por uma:
: Vamos, Dasher! Vamos, Dancer! Vamos, Prancer e Vixen! Em frente, Comet! Em frente, Cupid! Em frente, Dunder e Blitzen! Subam até o alto do telhado, voem, voem, meus amiguinhos!
E, leves como folhinhas levadas pela brisa, as renas subiram até o topo da casa, com o trenó cheinho de presentes para todas as crianças.
Num instante, o papai ouviu no telhado o tá-tá-tá dos casquinhos das renas dançando. E, quando se virou, lá estava São Nicolau, descendo pela chaminé com muito jeitinho!
Ele vestia um casaco quentinho de peles, da cabeça aos pés, e carregava nas costas um enorme saco cheio de brinquedos, parecendo um vendedor de presentes bondoso. Seus olhos brilhavam de alegria, suas bochechas eram rosadas como maçãs, e seu narizinho parecia uma cerejinha vermelha. Sua barba era branquinha como a neve.
Ele era rechonchudo e simpático, um velhinho tão alegre que o papai, ao vê-lo, não conseguiu segurar um sorriso. Com uma piscadela e um gesto amigo da cabeça, São Nicolau deixou claro que não havia nada com que se preocupar.
Sem dizer uma palavra, ele foi direto ao trabalho: encheu todas as meias de presentes e surpresas. Depois, colocou o dedo ao lado do nariz, deu um aceno gentil e, num pulinho, voltou a subir pela chaminé.
Saltou para o trenó, deu um assobio alegre, e as renas partiram voando como plumas pelo ar. Mas, antes de sumir na noite estrelada, ainda deu para ouvir sua voz querida ecoando ao longe:
: Feliz Natal a todos, e a todos uma boa noite!
Moral da História
O Natal é feito de carinho, generosidade e alegria compartilhada. As surpresas mais lindas chegam quando espalhamos bondade e amor por onde passamos.