Bao, o urso panda

Era uma vez, bem no alto das montanhas da China, um panda grande e fofo chamado Bao. Ele tinha o pelo preto e branco tão bonito que parecia estar sempre vestindo um terninho elegante.
Bao gostava de viver tranquilo, do seu jeitinho, e era um urso muito feliz e contente. Todas as manhãs, ele acordava cedo, esticava os bracinhos e as perninhas e dava um bocejo enorme.
: Que dia lindo!: dizia Bao, com um sorriso.: Hora do café da manhã!
Ele descia devagarinho das árvores altas de bambu, onde gostava de dormir, e saía para passear em busca de comida.
Seu prato favorito era bambu, bambu e mais bambu! Bao podia mastigar folhas verdes o dia inteiro, pois sua barriguinha era feita especialmente para digerir aquela plantinha durinha. Ele comia tanto bambu que precisava ir muitas vezes ao banheiro no meio da natureza: e achava aquilo a coisa mais normal do mundo, claro!
Depois do café da manhã, Bao adorava explorar a floresta. Passeava por entre os bambus, subia em pedras e atravessava riachos rasos e fresquinhos.
Num desses passeios, encontrou um passarinho pousado num galho.
: Bom dia, amiguinho!: cumprimentou Bao, gentil.
O passarinho cantou uma musiquinha alegre em resposta, e Bao seguiu seu caminho de coração contente.
Quando o sol ficava quentinho, Bao tirava uma soneca gostosa embaixo da sombra de uma árvore. Enquanto cochilava, sonhava com todo o bambu delicioso que iria comer no jantar.
À tardinha, ele descansava em seu lugar preferido e assistia ao pôr do sol pintar o céu de laranja e rosa. Era o momento mais bonito do dia.
: Que paz: suspirava Bao, feliz.
Quando a noite chegava, Bao subia de novo para o alto dos bambus, onde se sentia seguro e aconchegado. Lá em cima, ele ouvia o vento sussurrando bem baixinho nas folhas, como uma canção de ninar, e adormecia tranquilo.
A vida de Bao era simples, mas cheia de alegria. Ele tinha comida gostosa, uma casa bonita nas montanhas e um coração contente, pois sabia aproveitar cada pedacinho do seu dia.
Moral da História
A felicidade não precisa de muito: às vezes, ela está nas coisas simples do dia a dia. Quem aprende a valorizar o que tem vive com o coração cheio de paz.