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As Receitas de Lonwabo

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Lonwabo era um menino de dez anos, esperto e de sorriso fácil. Ele morava numa casinha aconchegante com a mãe e a avó, a quem amava demais.

A avó de Lonwabo tinha a horta mais bonita e viçosa que ele já tinha visto. Havia cenouras alaranjadas, tomates vermelhos e folhas verdinhas por todo lado. Lonwabo adorava ajudar a avó a arrancar o matinho e regar os legumes, sentindo o cheirinho da terra molhada.

Para cuidar da horta, era preciso buscar água no rio. E Lonwabo não era nada preguiçoso! Ele descia a colina com o balde vazio e subia de novo com ele cheio, sem reclamar.

No caminho, passava pelos amigos que jogavam futebol. Eles davam risada e provocavam:

: Lonwabo, por que você faz isso? Cozinhar e cuidar de horta é coisa de menina! A gente nunca faria.

Mas Lonwabo só ria de leve e seguia sua caminhada, tranquilo. Ele pensava nos momentos felizes ao lado da avó na horta, e esses pensamentos gostosos faziam a subida ficar mais leve e as provocações irem embora como o vento. Ele até brincava sozinho de adivinhar quantas cenouras teria em cada maço antes da avó arrancá-las do chão.

Todos os dias, enquanto Lonwabo estava na escola e a mãe trabalhava, a avó preparava o almoço com muito carinho. Quando o menino chegava em casa, já encontrava a comida quentinha esperando na mesa.

Assim que tirava o uniforme, ele se sentava, fazia uma pequena oração de agradecimento e começava a comer, feliz da vida. A avó sabia fazer todo tipo de prato, e Lonwabo amava cada uma daquelas refeições cheias de sabor.

Quando terminava, ele lavava o próprio prato, pegava um caderninho e um lápis e ia se sentar bem perto da avó.

: Vó, o que tinha na comida de hoje?: perguntava, curioso.

E a avó, pacientemente, contava cada ingrediente, enquanto Lonwabo anotava tudo com muito cuidado, como um pequeno cozinheiro estudioso.

Foi assim que ele começou a sonhar bem alto. Um dia, quando crescesse, ele iria abrir o seu próprio restaurante.

: Vou dar o nome da vovó ao restaurante: dizia ele, de olhos brilhando: e vou fazer todas as receitas gostosas que ela faz para mim. Assim, todo mundo vai poder provar um pouquinho desse amor.

A avó dava uma risadinha orgulhosa e passava a mão no cabelo do neto. Ela sabia que aquele menininho de caderno na mão, que não ligava para provocações, ia longe: porque fazia tudo com dedicação e com o coração.

Moral da História

Seguir os nossos sonhos com amor e dedicação é mais importante do que ligar para as provocações. Toda tarefa feita com carinho tem muito valor.