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As Fadas Das Tulipas

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Em uma vilinha aconchegante, pertinho de campos verdes e colinas, morava uma senhora idosa muito bondosa. Ela tinha uma charmosa casinha de campo e um jardim lindo de se ver.

Nesse jardim, ela cuidava com muito carinho de um canteiro de tulipas encantadoras, que, diziam, guardavam um segredo mágico.

É que naquela vila também viviam fadinhas brincalhonas. E elas amavam tanto aquele canteiro de tulipas que costumavam levar seus bebês fadinhas para dormir ali, embaladas pelas flores.

À noite, o jardim ganhava vida com as canções de ninar das fadas. Diziam que as próprias tulipas cantarolavam junto, balançando suavinho no ritmo da música, como um berço perfumado. E, quando os bebês fadas finalmente adormeciam, as fadas mais velhas voavam até um campo próximo para dançar e brincar, deixando na grama pequenos círculos: a marca das suas travessuras noturnas.

Toda manhã, quando o sol começava a nascer, as fadas voltavam correndo para as tulipas, cuidando dos seus pequeninos com beijinhos e cafunés bem gentis.

Graças a todo esse carinho, as tulipas do jardim da senhora ficavam mais viçosas e perfumadas do que qualquer outra flor da vila. Elas duravam muito mais que as demais, sempre bonitas e cheirosas.

A velhinha adorava suas tulipas e nunca deixava que ninguém colhesse nem uma pétala. Ela sentia que aquele jardim tinha algo de mágico e o protegia com amor.

Os anos foram passando, e a bondosa senhora envelheceu bastante. Um dia, já bem velhinha, ela partiu serenamente, como quem adormece num sono tranquilo, deixando saudades em todos que a conheciam. O jardim, então, passou para as mãos de um novo morador, que não dava valor à beleza das tulipas.

Ele arrancou as tulipas e plantou no lugar um canteiro de salsa. As fadinhas ficaram muito tristes e magoadas ao ver seu cantinho querido desfeito.

Chateadas, elas fizeram a salsa murchar, e por muitos anos quase nada cresceu naquele jardim.

Mas as fadas nunca esqueceram a velhinha gentil que cuidara com tanto amor de suas amadas tulipas. Elas passaram a cantar docinhas canções ao redor do lugar onde ela descansava, cuidando para que ali sempre houvesse um cantinho verde e florido.

E foi assim que, sem que ninguém precisasse plantar nada, as flores mais bonitas passaram a nascer sozinhas naquele lugar especial: um presente das fadas, para sempre grato à amiga que tanto as amou.

Moral da História

Quando cuidamos das coisas e das pessoas com amor, esse carinho nunca é esquecido: ele volta em forma de beleza e gratidão, mesmo depois de muito tempo.