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Ann Nem Oh Nee Encontra uma Aventura

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

No fundo do mar azul e cheio de vida morava uma pequena anêmona chamada Ann-Nem-Oh-Nee. O dia inteiro ela ficava agarrada à mesma pedra escorregadia com seu único pezinho.

Seus tentáculos miudinhos balançavam na água, pescando petiscos saborosos que passavam por ali. E, nos dias em que ficava aborrecida, seus tentáculos que ardiam mantinham os outros bichinhos a uma distância segura.

Mas, naquela manhã, a pedra de Ann-Nem-Oh-Nee parecia solitária. "Eu não tenho nadadeiras. Eu não tenho patinhas", suspirou ela. "Sou diferente de todas as outras criaturas do mar. Até aquele caranguejo-eremita ali vive grandes aventuras, e eu fico sempre no mesmo lugar…"

De repente, ouviu-se um gritinho: "Socorro! Aquele peixão quer me tirar da minha concha!" Sem pensar duas vezes, Ann-Nem-Oh-Nee levantou seus tentáculos e escondeu o caranguejinho embaixo deles. "Vá embora daqui, seu peixe abusado!", avisou, corajosa.

O peixe grande mostrou os dentes, mas ficou com medinho de levar uma ardida. Balançou o rabo, todo emburrado, e nadou para bem longe. "Ufa! Essa foi por pouco!", disse o caranguejo, ainda tremendo. "Já posso sair?" "Pode sair, amiguinho, agora está tudo seguro."

O caranguejinho apareceu, aliviado. "Muito obrigado! Qual é o seu nome?" "Eu sou Ann-Nem-Oh-Nee. E você?" "Meu nome é Herman. Sou um eremita, mas acho que estou precisando de um guarda-costas corajoso como você! Eu queria muito ser destemido assim."

Ann-Nem-Oh-Nee sorriu, sem graça. "Que engraçado… eu é que queria viver aventuras incríveis como você, Herman!" "E por que você não vive?", perguntou ele, curioso. "Porque estou presa à minha pedra. E não tenho pernas para andar por aí", respondeu ela, cabisbaixa.

Herman pensou um pouquinho e teve uma ideia brilhante. "Bem, eu não tenho tentáculos que ardem, mas tenho um jeitinho de resolver isso!" Ele segurou os tentáculos da anêmona com todo o cuidado e começou a dançar em volta dela, fazendo caretas engraçadíssimas.

Primeiro, Ann-Nem-Oh-Nee deu um risinho tímido. Depois, caiu na gargalhada. E riu tanto, tanto, que sem perceber soltou-se da pedra e pulou! Rapidinho, Herman a segurou com carinho e a acomodou bem em cima da sua concha. "Prontinha? Estou sentindo que uma grande aventura está começando!", disse ele.

Desde esse dia, Ann-Nem-Oh-Nee viaja pelo oceano inteiro montada na concha de Herman, pescando seus petiscos preferidos pelo caminho. E só usa os tentáculos que ardem para afastar os peixes malvados que tentam incomodar o amigo. E nunca mais, mas nunca mais mesmo, ela se sentiu sozinha.

Moral da História

Um bom amigo enxerga o que temos de melhor e nos ajuda a descobrir que somos capazes de muito mais do que imaginamos.