Acordar para Amar 1

Era uma vez, numa floresta cheia de árvores altas e riachos cantantes, uma tartaruguinha chamada Speedy. Speedy tinha um casco bonito, mas um jeito um pouco emburrado. Quando queria brincar, ele empurrava os outros e quase nunca dizia "por favor" ou "obrigado".
Por causa disso, Speedy vivia sozinho. As outras tartarugas se afastavam quando o viam chegar, e no fim do dia ele se recolhia no casco sentindo um vazio no coração.
Certo inverno, Speedy escorregou numa pedra e machucou a patinha. Durante os dias frios em que precisou descansar, teve muito tempo para pensar. "Será que os outros se afastam de mim por causa do meu jeito?", perguntou-se baixinho. E decidiu que, na primavera, tentaria ser diferente.
Quando o sol voltou a esquentar a floresta, Speedy pôs as patas à obra! Ele queria fazer uma amiga nova, uma tartaruga gentil chamada Myrtle, se sentir bem-vinda.
Com todo o capricho, enfeitou as árvores perto da toca dela com folhas coloridas. Escreveu bilhetinhos carinhosos e desenhou corações com pedrinhas e florzinhas do campo.
Numa manhã ensolarada, Myrtle acordou e encontrou aquele caminho de surpresas. "Nossa, que lindo! Quem será que fez tudo isso?", pensou ela, encantada, seguindo o rastro de flores.
No fim do caminho estava Speedy, um pouco tímido. "Fui eu, Myrtle. Só queria te desejar um bom dia e dizer que gostaria muito de ser seu amigo", disse ele, corando dentro do casco.
"Obrigada, Speedy! Isso aqueceu o meu coração", respondeu Myrtle, sorrindo. "Sabe, diziam por aí que você era meio ranzinza… mas vejo que você tem um coração enorme."
Speedy e Myrtle passaram a tarde conversando. Ele contou piadas, escutou com atenção as histórias dela e dividiu suas frutinhas preferidas. Myrtle percebeu que Speedy, quando queria, era gentil, engraçado e cuidadoso.
Dia após dia, os dois passearam pela floresta, fizeram piqueniques à beira do rio e observaram as estrelas juntos. As outras tartarugas, ao verem como Speedy havia mudado, também quiseram sua amizade.
E foi assim que a tartaruga que vivia sozinha passou a viver rodeada de amigos. Speedy aprendeu que a gentileza abre portas que nenhuma teimosia consegue abrir, e nunca mais se esqueceu disso.
Moral da História
Um gesto gentil vale mais que mil empurrões: quando tratamos os outros com carinho, o carinho sempre volta para nós.