Abraços na Cidade

Meu nome é Jilly, e hoje eu tive um dia muito especial: eu abracei quase todos os gatos da cidade!
Comecei abraçando o Ben, o gato do meu vizinho. Ele arregalou os olhos e disse:: Miau? MIAU? Acho que ele ficou surpreso, mas gostou do carinho.
Depois abracei o gato velhinho que mora embaixo do banco do parque. Ele se remexeu, se contorceu e se espreguiçou todo, bem devagarinho e satisfeito.
Em seguida, abracei o gato laranja e gordinho da Dona Lilly. Ele foi tão carinhoso que lambeu o meu rosto:: LAMB, LAMB, LAMB. SLURP! Que cócegas boas!
Não parei por aí. Abracei o gato que fica ao lado da peixaria esperando um petisco. Ele mastigava contente:: NHAC, NHAC, NHAC.
Até o gato mal-humorado, que não gosta nadinha de abraços, ganhou um abraço meu! Ele miou bem alto:: MIAUUUU! Mas eu fui gentil e logo o deixei sossegado.
Abracei um gato comprido e um gato baixinho. Abracei um gato velho e um gato novinho. Abracei uma gata-mamãe… e todos os filhotinhos que ela tinha ao redor!
Quis abraçar também os grandes felinos do zoológico, mas o tratador avisou na hora:: NÃO! Aqueles a gente admira de longe, com respeito. Então concordei e só fiquei olhando encantada.
Na volta para casa, subi no ônibus e, sem querer, abracei um gato que estava escondido na bolsa de uma senhora. A velhinha levou um susto e gritou:: AAAAAH! Eu pedi desculpas, toda sem graça, e ela acabou rindo comigo.
Enfim, cheguei em casa bem cansada e me deitei na cama.: BOCEJO!: que soninho gostoso.
Foi então que umas coisinhas peludas e quentinhas se aproximaram bem de mansinho… e me abraçaram de volta. Eram os meus próprios gatinhos, felizes por eu ter chegado em casa!
Moral da História
O carinho é bom quando é gentil e respeitoso: e quem espalha abraços com cuidado sempre acaba recebendo muito carinho de volta.