A toupeira e sua mãe

A pequena toupeira vivia numa toca embaixo da terra. Como toda toupeira, ela enxergava muito pouquinho: quase nada. Mas, um dia, ela resolveu se gabar para a mãe:
: Ora, mãe! Você sempre disse que eu sou cega. Mas eu tenho certeza de que consigo enxergar tudo!: disse a toupeirinha, cheia de si.
A mamãe toupeira sorriu com paciência. Ela sabia que precisava, com jeitinho, ajudar o filho a perder aquela pose de sabichão. Então pegou um pouquinho de incenso perfumado, colocou bem na frente do filhote e pediu:
: Muito bem, meu filho. Já que você enxerga tão bem, me diga o que é isto aqui.
A pequena toupeira esticou o focinho, olhou com força e, toda confiante, respondeu:
: Ah, essa é fácil! Isso aí é uma pedra!
A mamãe toupeira riu baixinho, com carinho.
: Ai, meu filho…: disse ela.: Isto não é uma pedra, é incenso! E agora eu descobri uma coisa: além de enxergar pouquinho, você também está sem prestar atenção no olfato. Se tivesse cheirado, saberia na hora o que era.
A toupeirinha ficou sem graça e entendeu o recado. Percebeu que não adiantava fingir ter uma habilidade que não tinha. Melhor mesmo era ser humilde e reconhecer os seus próprios limites: assim, aprenderia de verdade.
Moral da História
Não devemos nos gabar de saber ou de conseguir fazer aquilo que, na verdade, não sabemos. Reconhecer com humildade o que ainda não aprendemos é muito mais sábio: e é o primeiro passo para crescer.