A Tartaruga Encontra a sua Casa

Um dia, a tartaruguinha caminhava pelo campo, procurando alguma coisa. Ela olhava para longe e apertava os olhinhos para enxergar melhor no meio da grama.
: Você está procurando alguma coisa?: perguntou o Caracol.
: Sim, estou procurando a minha casa. Você viu por aí?: respondeu a tartaruga.
: Não vi, não. Mas eu vou ajudar você a procurar!: disse o Caracol, animado. E subiu no casco da tartaruga.
A tartaruga seguiu andando, com o Caracol nas costas. Procuraram e procuraram, mas nada da casa.
: Você está procurando alguma coisa?: perguntou o Pardal.
: Sim, estamos procurando a casa da tartaruga. Você viu?
: Não vi, mas vou ajudar!: E o Pardal também subiu no casco.
Mais adiante, apareceu a Joaninha.
: Você está procurando alguma coisa?
: Sim, a casa da tartaruga! Você viu?
: Não vi, mas vou ajudar!: E a Joaninha pulou no casco também.
Depois foi a vez do Rato.
: Você está procurando alguma coisa?
: Sim, a minha casa, Rato. Você viu?
: Não vi, mas vou ajudar!: E lá subiu o Rato no casco.
E assim a tartaruguinha ia andando, carregando nas costas o Caracol, o Pardal, a Joaninha e o Rato, todos procurando a tal casa. Procuraram, procuraram… e nada.
De repente, começou a soprar um ventinho. Depois, um vento mais forte. O céu foi ficando escuro, o trovão roncou nas colinas e: plim, plim: começou a chover.
: Ai, onde será que está a minha casa?: suspirou a tartaruga, aflita.
O vento ficou fortíssimo, rodopiando as folhas para todo lado. E: fiuuu!: soprou o Caracol, o Pardal, a Joaninha e o Rato para bem longe do casco!
: Eeeek!: gritou a tartaruguinha, assustada, e se encolheu toda para dentro do seu casco.
E foi aí, lá dentro, que ela descobriu uma coisa maravilhosa: estava tudo quentinho, sequinho e aconchegante!
: Ahhh…: sorriu a tartaruga, aliviada.: Então é aqui! A minha casa estava comigo o tempo todo, nas minhas próprias costas!
Moral da História
Muitas vezes saímos por aí procurando lá longe aquilo que já está bem pertinho de nós. O que a gente mais precisa costuma estar mais perto do que imaginamos: às vezes, dentro de nós mesmos.