A Risada Perdida

Pintadinho, a hiena, estava muito tristonho. Ele tinha perdido a sua risada! Sem ela, andava cabisbaixo pela savana, procurando por toda parte.
: Por favor, me ajude a encontrar a minha risada, Girafa: pediu ele.
A Girafa esticou o pescoção e olhou lá do alto.
: Sinto muito, Pintadinho. Aqui de cima eu não escuto nenhuma risada.
Pintadinho seguiu adiante e encontrou o Hipopótamo tomando banho no rio.
: Por favor, me ajude a encontrar a minha risada, Hipopótamo.
: Sinto muito: respondeu o Hipopótamo, mergulhando.: Aqui embaixo, na água, não tem risada nenhuma.
Mais adiante, ele achou o Javali no meio do mato.
: Por favor, me ajude a encontrar a minha risada, Javali.
: Sinto muito, amigo. Aqui dentro do arbusto também não tem risada.
Por fim, Pintadinho encontrou o Macaco, pendurado num galho.
: Por favor, me ajude a encontrar a minha risada, Macaco.
: Mas me conta uma coisa: disse o Macaco, curioso.: Como foi que você perdeu a sua risada?
Pintadinho suspirou.
: É que, toda vez que eu rio, todo mundo vê os meus dentões. Aí eu achei que estava assustando os outros… e fiquei com vergonha. De tanta tristeza, a minha risada simplesmente sumiu. Já procurei em todo lugar e não acho!
O Macaco sorriu, cheio de carinho.
: Ah, meu amigo, você estava procurando no lugar errado!
E, num pulo, desceu da árvore, pegou uma peninha leve e começou a fazer cócegas em Pintadinho. Coçou a barriga, coçou o pescoço, coçou os pezinhos… Devagarzinho, Pintadinho começou a sorrir. E então: HÁ, HÁ, HÁ!: soltou uma gargalhada bem alta e gostosa! Riu tanto, mas tanto, que acabou rolando no chão de tanto rir.
Ao ouvir aquela risada contagiante, todos os outros bichos começaram a rir junto.
: Mas onde você encontrou a risada dele?: perguntaram, admirados.
: A risada dele estava dentro dele o tempo todo!: respondeu o Macaco.: Eu só deixei o Pintadinho feliz de novo, e ela apareceu sozinha.
Todos riram e riram, mostrando os dentes sem nenhuma vergonha.
: Nunca mais vou perder a minha risada!: disse Pintadinho, agora a hiena mais feliz da savana.
Moral da História
Não devemos ter vergonha daquilo que nos faz ser quem somos. A nossa alegria e o nosso jeito único são presentes! Rir é uma das coisas mais bonitas da vida: e a felicidade de verdade mora dentro de cada um de nós.