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A Pomba Constante

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Era uma vez uma pombinha branca chamada Daisy, que adorava ficar no beiral ensolarado da casa vendo o mundo passar. Ela gostava do vento morno, do canto dos outros pássaros e do cheirinho de flores que subia do jardim.

Certa manhã, enquanto tomava sol no beiral, Daisy avistou um passarinho chamado Trepadeira, muito ocupado batendo o biquinho na madeira da casa, à procura de aranhas e insetos para comer.

: Bom dia, Trepadeira!: chamou Daisy, com sua voz suave.: Diga-me: o que você vai fazer quando o vento norte chegar frio e cinzento?

Mas Trepadeira estava concentrado demais em sua caça e nem respondeu. Tuc, tuc, tuc, seguia batendo na madeira.

Daisy apenas sorriu, pois era uma pomba muito gentil e paciente. Lá no fundo, ela sabia que, quando o tempo frio chegasse, os insetos se esconderiam e o pequeno Trepadeira poderia ficar sem o que comer.

Depois de um tempo, Trepadeira finalmente parou, ergueu a cabeça e olhou para a pombinha, curioso.

: E você, Daisy? O que vai fazer quando a geada branca cobrir tudo?: perguntou ele.

Daisy respondeu, tranquila e feliz:

: Mãos gentis vão me alimentar com migalhas e sementinhas no parapeito da janela. Vou esperar com paciência, sem pressa, até que a primavera volte a florescer.

Trepadeira soltou uma risada alta:

: Mas que pássaro bobinho você é! Para que servem as asas, se não for para voar para bem longe do frio? Eu vou seguir o verão lá para o sul, onde é quentinho. Você não quer vir comigo?

Daisy só sorriu de novo. Olhou ao redor, para as folhas que já ficavam avermelhadas com a chegada do outono, e disse baixinho, com o coração cheio de confiança:

: Cada um cuida do inverno do seu jeito, meu amigo. Você seguirá o sol, e eu ficarei aqui, esperando com carinho. E, quando a primavera voltar, quem sabe nos reencontramos neste mesmo beiral.

Trepadeira bateu as asas e partiu rumo ao sul, atrás do verão. E Daisy ficou, fiel e serena, confiando nas mãos gentis que sempre lhe traziam migalhas. Passou o inverno inteiro no beiral, protegida e bem cuidada, cantando baixinho enquanto esperava.

E, assim como ela havia dito, quando os primeiros brotos verdes apareceram e o sol voltou a esquentar, a fiel pombinha branca continuava ali, feliz da vida, saudando a primavera que finalmente chegava.

Moral da História

Cada um encontra seu próprio caminho, e não há problema em ser diferente dos outros. A paciência e a confiança sempre têm sua recompensa.