A Magia do Suricato

Bonke e Peo moravam pertinho de uma colina. Os dois adoravam brincar juntos: corriam, se escondiam e escalavam as pedras. Só que Peo tinha um probleminha: ela não gostava nem um pouco de subir muito alto. Ficava com medo.
Às vezes, quando tinham sorte, encontravam frutinhas silvestres pelo caminho, docinhas e coloridas. Hummm!
Num desses passeios, Peo viu uma coisa curiosa lá no alto da colina.
: Bonke… será que aquele suricato acabou de acenar para mim?: perguntou ela, arregalando os olhinhos.
Bonke deu risada.
: Ora, Peo, isso é impossível! Suricato não acena!
Mas o suricatinho subia, subia, subia pela colina e, de vez em quando, virava a cabecinha para trás, como quem chamava os dois para segui-lo.
: Vamos!: disse Bonke, animado.
Peo hesitou, olhando para o alto.
: Bonke… eu estou com medo. É muito alto…
Bonke estendeu a mão para a amiga, com um sorriso tranquilo.
: Tudo bem. Eu estou aqui, do seu lado. A gente vai devagarinho, juntos.
Peo respirou fundo, segurou firme na mão de Bonke e foi subindo, um passinho de cada vez. Não era tão difícil assim! Com o amigo por perto, a colina parecia bem menos assustadora.
Quando finalmente chegaram lá no topo, seguindo o suricatinho, os dois pararam de boca aberta.
: Uau!: exclamaram juntos.
Lá de cima, dava para ver o mundo inteiro: o vale verdinho, o riozinho brilhando ao sol e, bem ali ao lado, um arbusto cheinho das frutas mais doces que já tinham visto! Era como se o suricato tivesse guardado aquele lugar mágico só para eles.
Peo sorriu, orgulhosa de si mesma. Ela tinha vencido o medo: e a recompensa foi a vista mais linda do mundo.
Moral da História
Com a ajuda e o apoio de um bom amigo, a gente encontra coragem para enfrentar até aquilo que mais nos assusta. E, do outro lado do medo, muitas vezes esperam as surpresas mais bonitas.