A leiteira e seu balde

Uma jovem leiteira tinha acabado de ordenhar as vacas e voltava do campo com um balde cheio de leite fresquinho, equilibrado com jeito na cabeça.
Enquanto caminhava, a sua cabecinha ia longe, cheia de planos para os próximos dias.
: Este leite bom e cremoso: pensava ela: vai me dar bastante nata para bater. Com a nata, eu faço manteiga; e a manteiga eu levo para vender no mercado.
E os planos não paravam:
: Com o dinheiro da manteiga, eu compro um monte de ovos para chocar. Que alegria vai ser quando os pintinhos nascerem e o quintal ficar cheinho deles, todos fofos e piando! Então, quando chegar a primavera, eu vendo os pintinhos e, com esse dinheiro, compro um vestido novo e lindo para usar na feira.
A leiteira já se imaginava toda enfeitada:
: Todos vão me achar tão elegante! Vão querer conversar comigo, mas eu, cheia de charme, vou só balançar a cabeça, assim, com um ar de importante…
E, sem perceber, ela balançou mesmo a cabeça! Nesse instante: plaft!: o balde escorregou e o leite se derramou todinho no chão.
E ali, junto com o leite, escorreram também a nata, a manteiga, os ovos, os pintinhos, o vestido novo e todos os sonhos da leiteira.
Ela ficou olhando para a poça de leite, tristonha, entendendo tarde demais que tinha contado com tudo aquilo antes mesmo de acontecer.
Moral da História
Não devemos contar com as coisas antes que elas realmente aconteçam. Sonhar é bom, mas é preciso cuidar bem do que temos agora, com os pés no chão, para que os sonhos tenham a chance de se realizar.