A História de Johnny Cabeçanas-Nuvens

Era uma vez um menino chamado Johnny. Todos os dias, a caminho da escola, ele olhava para o céu e ficava observando as nuvens passearem.
Johnny era encantado com os formatos que as nuvens faziam. Numa ele via um elefante; noutra, um castelo; noutra, um dragão fofinho. A sua imaginação voava junto com elas. Só que, de tão distraído, ele nunca prestava atenção por onde andava. Por isso, todo mundo o chamava, com carinho, de "Johnny Cabeça-nas-Nuvens".
Certo dia, enquanto caminhava de nariz para cima, um cachorrinho atravessou correndo bem na frente dele. Johnny não viu e: puf!: os dois se esbarraram e caíram no chão. O cachorrinho latiu de susto, e Johnny ralou o joelho.
: Ai!: resmungou ele, esfregando o machucado.
Os amigos vieram correndo ajudá-lo a se levantar.
: Você está bem, Johnny?: perguntaram, preocupados.: É bom olhar para frente também, viu?
Johnny ficou sem graça e prometeu prestar mais atenção no caminho.
Mas confessemos: era difícil largar o hábito de olhar para o alto. Ele amava a sensação de viajar para outros mundos observando as nuvens e os pássaros.
Pouco tempo depois, andando à beira de um rio, lá estava ele de novo, encantado com as andorinhas que cruzavam o céu. Distraído, foi chegando perto demais da margem e escorregou, caindo na água fria: plaft! Por sorte, dois moços que pescavam ali perto o ajudaram a sair na mesma hora, com a ajuda de umas varas compridas.
Johnny saiu todo encharcado, tremendo de frio, e ainda perdeu o seu caderno na correnteza. Ficou pensativo. Percebeu que sonhar era maravilhoso, sim: mas que também precisava cuidar de onde pisava.
A partir daquele dia, Johnny encontrou o equilíbrio perfeito. Continuou amando as nuvens e a sua imaginação, mas aprendeu a parar num lugar seguro para observá-las, com os dois pezinhos bem firmes no chão. Assim, podia sonhar à vontade sem se machucar.
Moral da História
Sonhar e imaginar são coisas lindas, que deixam a vida mais colorida. Mas é importante também prestar atenção no mundo à nossa volta. O segredo está no equilíbrio: a cabeça pode voar nas nuvens, desde que os pés fiquem firmes no chão.