A garça

Numa manhã bonita, uma garça caminhava tranquila pela margem de um riacho. Com o seu pescoço comprido e o bico pontudo, ela ia de olho na água clarinha, procurando um peixinho para o café da manhã.
E olha que peixe não faltava! A água estava cheinha deles. Mas, naquele dia, a garça estava muito difícil de agradar.
Um peixinho pequeno passou nadando bem na frente dela.
: Nem pensar!: disse a garça, torcendo o bico.: Um peixinho tão pequeno assim não serve para uma garça como eu.
Logo depois, passou um peixe maior e mais bonito.
: Que nada!: disse ela, empinando o nariz.: Nem vou me dar ao trabalho de abrir o bico para uma coisa dessas. Eu mereço algo bem melhor!
E a garça continuou ali, esperando o peixe perfeito, cada vez mais exigente. Mas, conforme o sol foi subindo e esquentando, os peixes deixaram a beirada do riacho e foram nadar bem fundo, lá no meio, onde a água era mais fresquinha.
Quando a garça finalmente resolveu que ia comer alguma coisa, olhou para a água e… não havia mais nenhum peixe à vista! Todos tinham ido embora.
Com muita, muita fome agora, a garça teve que se contentar com o que encontrou: um pequeno caracol, ali na margem. E ficou até feliz de ter pelo menos aquilo para o almoço!
Moral da História
Quem é exigente e enjoado demais acaba ficando sem nada, ou com muito pouco. É bom saber valorizar o que temos na hora certa, em vez de recusar tudo esperando sempre algo melhor. Às vezes, de tanto querer o perfeito, perdemos o que já era bom.