A Galinha Ruiva

Era uma vez uma Galinha Ruiva que vivia num quintal de fazenda. Ela passava os dias ciscando de um lado para o outro, procurando minhoquinhas gordas e saborosas para os seus pintinhos.
No mesmo quintal moravam também um Porco preguiçoso, que só pensava em comer e engordar; um Gato dorminhoco, que passava o dia todo cochilando na porta do celeiro; e um Rato folgado, que não fazia nada de útil.
Um dia, a Galinha Ruiva encontrou no chão uma sementinha. Era um grão de trigo. Ela logo descobriu que, se plantasse aquela semente, ela cresceria e, mais tarde, poderia virar farinha e depois um delicioso pão. Então perguntou bem alto:
: Quem vai me ajudar a plantar esta semente?
: Eu não!: disse o Porco.
: Eu não!: disse o Gato.
: Eu não!: disse o Rato.
: Então eu mesma planto: disse a Galinha Ruiva. E plantou.
O trigo foi crescendo, alto e dourado, até ficar prontinho para a colheita. Aí a Galinha Ruiva perguntou de novo:
: Quem vai me ajudar a colher o trigo?
: Eu não!: disse o Porco.
: Eu não!: disse o Gato.
: Eu não!: disse o Rato.
: Então eu mesma colho: disse a Galinha Ruiva. E colheu.
Depois foi preciso debulhar o trigo, e mais uma vez ninguém quis ajudar. Depois foi preciso levá-lo ao moinho para virar farinha, e de novo o Porco, o Gato e o Rato disseram "Eu não!". E a Galinha Ruiva, pacientemente, fazia tudo sozinha: "Então eu mesma faço".
Por fim, com a farinha branquinha nas mãos, ela perguntou:
: E agora, quem vai me ajudar a fazer o pão?
: Eu não!: disse o Porco.
: Eu não!: disse o Gato.
: Eu não!: disse o Rato.
: Então eu mesma faço: respondeu a Galinha Ruiva. Vestiu o seu avental, amassou a massa e assou um pão lindo e cheiroso. O aroma gostoso se espalhou por todo o quintal!
Foi só o pão ficar pronto que o Porco, o Gato e o Rato apareceram correndo, com água na boca. Então a Galinha Ruiva perguntou:
: E quem vai me ajudar a comer este pão?
: Eu vou!: disse o Porco, depressa.
: Eu vou!: disse o Gato.
: Eu vou!: disse o Rato.
: Ah, não!: respondeu a Galinha Ruiva, com firmeza.: Vocês não quiseram me ajudar a plantar, nem a colher, nem a debulhar, nem a moer, nem a fazer o pão. Fiz tudinho sozinha, com a ajuda dos meus pintinhos. Então este pão gostoso é só nosso!
E, bem satisfeita, a Galinha Ruiva dividiu o pão com os seus filhotes, que tinham torcido por ela o tempo todo.
Moral da História
Quem não ajuda no trabalho não pode esperar dividir a recompensa. Colaborar e fazer a nossa parte é o que dá a cada um o direito de aproveitar o resultado. O esforço tem sempre o seu valor.